Estudo comparativo entre o acesso cirúrgico clássico de Henry e o acesso do estilóide radial no tratamento de fraturas distais do rádio com uso de placas bloqueadas
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Autor(es)
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Antônio Carlos da Costa
Antônio Tufi Neder Filho
Daniel Soares Baumfeld
Luiz Eduardo Moreira Teixeira
Antônio Tufi Neder Filho
Daniel Soares Baumfeld
Luiz Eduardo Moreira Teixeira
Resumo
A fratura distal do rádio é uma das maiores causas de alteração da função do membro superior. No seu tratamento, o uso das placas volares popularizara-se com a vantagem do posicionamento e do suporte volar, embora não garanta contato direto com os fragmentos dorsais. O tipo de acesso cirúrgico mais empregado é o de Henry, no entanto, propôs-se avaliar o acesso estiloide radial, uma vez que este acesso garante a visualização dorsal e volar. Objetivo: comparar o acesso cirúrgico clássico de Henry com o acesso cirúrgico do estiloide radial nas fraturas distais do rádio, tratadas cirurgicamente com placas volares bloqueadas por meio da avaliação funcional Disability arm shoulder and hand (Dash) e tempo cirúrgico. Metodologia: 61 pacientes foram alocados em dois grupos: 31 operados pelo acesso cirúrgico de Henry (controle) e 30 pelo acesso estiloide radial (grupo-caso) e acompanhamento por três meses, após avaliação de cálculo amostral, o qual resultou na necessidade de 52 pacientes. A avaliação funcional Dash, as variáveis peroperatórias (tempo de torniquete, reparo do pronador quadrado) e os critérios radiográficos de altura, angulação, desvio articular e redução da fratura foram calculados por meio do teste t Student, Mann Withney, qui-quadrado de Pearson e teste exato de Fisher. Resultados: a média do escore Dash com 30 dias foi 29,58 no acesso de Henry e 32,47 no acesso do estiloide radial (p=0,525), com 90 dias, 29,35 no aceso de Henry e 32,70 no acesso do estiloide radial (p=0,659) e com 1 ano, 28,60 no Henry e 33,48 no estiloide radial (p=0,255). A média do tempo de torniquete foi de 30,11 no acesso de Henry e 31,92 no acesso do estiloide radial (p=0,691). O fechamento do pronador foi realizado em 96,7% dos pacientes do acesso estiloide radial e 71% no grupo do acesso de Henry, sem diferença significante (p=0,19). Conclusão: com base nesta pesquisa, o acesso do estiloide radial apresentou, numericamente, melhor resultado em comparação ao acesso de Henry, quanto ao escore funcional Dash, que engloba amplitude de movimento e atividades de função diária, mas não houve diferença significante. O tempo cirúrgico de ambos os acessos também foi semelhante.
Abstract
Assunto
Fraturas do Rádio, Fixação Interna de Fraturas, Procedimentos Cirúrgicos Operatórios, Punho
Palavras-chave
Fraturas do rádio, Osteossíntese, Fixação interna de fraturas, Procedimento cirúrgico, Punho