Poéticas da emancipação: a relação corpo-cidade

dc.creatorAltemar Gomes Monteiro
dc.date.accessioned2022-05-04T14:30:48Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:15:59Z
dc.date.available2022-05-04T14:30:48Z
dc.date.issued2021-08-26
dc.description.abstractBy recognizing the city as a biopolitical agency of extensive brutalising regimes of our bodies, the doctoral research that precedes this text was delve into the registers of the making process of the theater play Ainda Vivas – Três Peças do Nóis de Teatro (a company that has been active for nearly 20 years in Fortaleza, Ceará, Brazil), to seek to think if, how and when, the theater with the street, can work in the construction of political experiences that emancipate the body-city. Evidencing the unique expressions of the world, implicated in the urban peripheries, which bodies come up when theater meets the street? Which rupture processes of the hegemonic ways of living the relation with the world are proposed by these bodies — mostly belonging to female, blacks and LGBTs and histo-rically segregated, violated and estigmatized communities? Based on the registers of Ainda Vivas staging, and critical-reflective dialogues, mainly with Édouard Glissant and Tim Ingold, the aim was to think about an emancipating poetics as a way of reconstructing the body-city-world rela-tions. Thus, investing in a wisdom-of-the-body inherent in the practices studied at Nóis de Teatro and the poetic soirees movements of Fortaleza, the research culminates in the understanding that the urban peripheries and the bodies that inhabit them are living meshes in constant composition, therefore imbued with contingent processes and always of the order of movement. In order to rei-terate the inseparability of all things, this work challenges the deterministic rhetoric of cities, fo-cusing on a review of the world as we know it to announce that the wisdom that circulates in the urban peripheries describes, above all, an engagement with life.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/41369
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Restrito
dc.subjectNóis de Teatro (Grupo teatral)
dc.subjectRepresentação teatral
dc.subjectExpressão corporal
dc.subjectTeatro de rua
dc.subjectTeatro e sociedade
dc.subjectExclusão social
dc.subjectConflito de culturas
dc.subjectTeatro - Aspectos morais e éticos
dc.subject.otherCorpos
dc.subject.otherCidades
dc.subject.otherTeatro com a rua
dc.subject.otherNóis de Teatro
dc.subject.otherEmancipação
dc.titlePoéticas da emancipação: a relação corpo-cidade
dc.title.alternativePoetics of emancipation: the body-city relationship
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Mônica Medeiros Ribeiro
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/6739544971574698
local.contributor.referee1Marcos Antônio Alexandre
local.contributor.referee1Thálita Motta Melo
local.contributor.referee1Héctor Andrés Briones Vásquez
local.contributor.referee1Fernando Antonio Mencarelli
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/5442268744365299
local.description.embargo2023-08-26
local.description.resumoAo reconhecer a cidade como uma das agências biopolíticas de regimes de embrutecimento de nos-sos corpos, a pesquisa de doutorado que precede este texto se lançou aos registros de processo da montagem teatral Ainda Vivas – Três Peças do Nóis de Teatro (grupo atuante há quase 20 anos em Fortaleza - CE) para buscar pensar se, como e quando o teatro com a rua pode atuar na construção de experiências políticas emancipatórias do corpo, da cidade. Quando evidenciamos as expressões singulares do mundo implicadas nas periferias urbanas, que corpos acontecem no encontro do teatro com a rua? O que esses corpos, em sua maioria mulheres, pretos e pretas e LGBTs — quase sempre segregados, violentados e estigmatizados — propõem, por meio das artes, de processos de ruptura com as hegemônicas formas de viver a relação com o mundo? A partir dos registros da montagem de Ainda Vivas e de diálogos crítico-reflexivos principalmente com Édouard Glissant e Tim Ingold, o trabalho se propôs a pensar uma poética da emancipação como possibilidade de re-construção das relações corpo-cidade-mundo. Assim, investindo num saber-do-corpo inerente às práticas estudadas junto ao Nóis de Teatro e aos movimentos de saraus poéticos de Fortaleza, a pes-quisa culmina com a compreensão de que as periferias urbanas — os corpos que as habitam — são malhas vivas em constante composição, por isso imbuídas de processos contingentes e sempre da ordem da movimentação. A fim de reiterar a inseparabilidade de todas as coisas, o presente traba-lho desafia a retórica determinista das cidades, incidindo numa revisão do mundo como o conhe-cemos para anunciar que os saberes que circulam pelas periferias urbanas descrevem, sobretudo, um engajamento com a vida.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0002-1633-3235
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentEBA - ESCOLA DE BELAS ARTES
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Artes

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