A inserção e a participação de bebês em atos de cuidar na educação infantil
| dc.creator | Elizabeth Vieira Rodrigues de Sousa | |
| dc.date.accessioned | 2025-09-04T14:49:56Z | |
| dc.date.accessioned | 2025-09-09T00:44:28Z | |
| dc.date.available | 2025-09-04T14:49:56Z | |
| dc.date.issued | 2025-04-23 | |
| dc.description.abstract | This research, part of the Childhood and Schooling Program, aims to understand how a group of babies participate in and participate in acts of care in the nursery of a Municipal Early Childhood Education School in Belo Horizonte (EMEI Tupi). Care has been conceptualized from several perspectives: social and political (Tronto, 2007; Hirata, 2022); as a cultural practice (Maranhão, 2000); inherent to relationships between individuals (Noddings, 2013, Katz et al., 2020); and as essential to the experiences of babies in the formation of their subjectivities (Vygotsky, 1983). We understand care in its biological, cultural, cognitive, and affective dimensions. It constitutes a relationship with oneself, with others, or with the environment, involving attention and the ability to respond to a demand or need of the caregiver or the person being cared for. The theoretical-methodological approach is based on the principles of Ethnography in Education, in dialogue with Historical-Cultural Psychology. The production of empirical material is based on the database of the EnlaCEI/UFMG Study Group, produced by the team of researchers in 2017. This database is composed of field notes, video recordings, and photographs produced at EMEI Tupi. Using a microgenetic approach, through the unit of analysis [affection/situated social cognition/cultures/languages in use] (ACCL), we analyzed a set of events in which a baby, Maria, initiated acts of care. Acts of care were evident in the teachers' practices, which Maria imitated and reinterpreted through the process of cultural appropriation and the development of her own subjectivity. Maria tried to comfort the other children when they cried and feed them. We identified that the practices and interactions in the nursery context made it possible to experience acts of care. We noticed that the meanings that teachers attribute to the demands of babies and the way they meet them can be diverse, considering that care is a cultural construction. However, babies, as active and participatory subjects in the nursery, also respond to the forms of care directed at them, get involved in these acts, which leads them to recognize them and create an understanding of the meaning of interacting in a caring manner. We defend the thesis that babies are capable of initiating acts of care. These acts of care reflect a process of appropriation of the culture of care in the nursery constituted by the interaction between babies and adults. These acts demonstrate the imitation by babies of the behaviors of adults, which includes their active participation in a movement of creation that has repercussions on the transformation of the biological/cultural. Therefore, we consider the importance of teachers' practices in promoting a culture of care that allows babies to get involved, participate, interpret and initiate acts of care. | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/1843/84858 | |
| dc.language | por | |
| dc.publisher | Universidade Federal de Minas Gerais | |
| dc.rights | Acesso Aberto | |
| dc.subject | Educação de crianças | |
| dc.subject | Recém-nascidos - Cuidados | |
| dc.subject | Lactentes - Cuidado e higiene | |
| dc.subject | Lactentes - Educação | |
| dc.subject | Lactentes - Desenvolvimento | |
| dc.subject | Psicologia da primeira infância | |
| dc.subject.other | Cuidado | |
| dc.subject.other | Educação infantil | |
| dc.subject.other | Bebês | |
| dc.title | A inserção e a participação de bebês em atos de cuidar na educação infantil | |
| dc.type | Tese de doutorado | |
| local.contributor.advisor1 | Vanessa Ferraz Almeida Neves | |
| local.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/5601614079869123 | |
| local.creator.Lattes | http://lattes.cnpq.br/7937314812376081 | |
| local.description.resumo | A presente pesquisa, inserida no Programa “Infância e Escolarização”, tem como objetivo compreender como um grupo de bebês se insere e participa em atos de cuidar no berçário de uma Escola Municipal de Educação Infantil em Belo Horizonte (EMEI Tupi). O cuidado foi conceituado a partir de várias perspectivas: social e política (Tronto, 2007; Hirata, 2022); como prática cultural (Maranhão, 2000); inerente às relações entre indivíduos (Noddings, 2013, Katz et al., 2020); e como essencial para as experiências dos bebês na formação de suas subjetividades (Vygotsky, 1983). Compreendemos o cuidado em suas dimensões biológica, social, cultural, cognitiva e afetiva. Constitui uma relação consigo mesmo, com os outros ou com o ambiente, envolvendo atenção e capacidade de resposta a uma demanda ou necessidade do cuidador ou daquele que está sendo cuidado. O enfoque teórico-metodológico baseia-se nos princípios da Etnografia em Educação, em diálogo com a Psicologia Histórico-cultural. A produção do material empírico baseia-se no banco de dados do Grupo de Estudos EnlaCEI/UFMG, produzido pela equipe de pesquisadoras nos anos de 2017. Esse banco de dados é composto por notas de campo, registros de videogravações e fotográficos produzidos na EMEI Tupi. Utilizando uma abordagem microgenética, por meio da unidade de análise [afeto/cognição social situada/culturas/linguagens em uso] (ACCL), analisamos um conjunto de eventos em que uma bebê, Maria, iniciou atos de cuidado. Atos de cuidado ficaram evidentes nas práticas das professoras, que Maria imitou e ressignificou por meio do processo de apropriação cultural e de desenvolvimento de sua própria subjetividade. Maria tentou confortar outras crianças quando elas choravam e alimentá-las. Identificamos que as práticas e as interações do contexto do berçário possibilitaram as vivências de atos de cuidar. Percebemos que os significados que as professoras atribuem às demandas dos/as bebês e o modo de atendê-las podem ser diversos, considerando que o cuidado é uma construção cultural. Mas, também, os/as bebês, sendo sujeitos ativos e participativos no berçário, respondem às formas de cuidado direcionadas a eles/as, envolvem-se nestes atos, o que os/as leva a reconhecê-los e criarem uma compreensão sobre o significado de interagir de maneira cuidadosa. Defendemos a tese de que os/as bebês são capazes de iniciar atos de cuidar. Estes atos de cuidar refletem um processo de apropriação da cultura do cuidado no berçário constituído pela interação entre os/as bebês e adultas. São atos que evidenciam a imitação por parte do/a bebê dos comportamentos das adultas, o que inclui sua participação ativa em um movimento de criação que repercute na transformação do biológico/cultural. Portanto, consideramos a importância das práticas dos professores na promoção de uma cultura do cuidado que possibilite os/as bebês se envolverem, participarem, interpretarem e iniciarem atos de cuidar. | |
| local.publisher.country | Brasil | |
| local.publisher.department | FAE - FACULDADE DE EDUCAÇÃO | |
| local.publisher.initials | UFMG | |
| local.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Educação - Conhecimento e Inclusão Social |