Trusting credit: public opinion and finances during the crisis of the Old Regime in France (1764-1790)
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tese de doutorado
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Confiando no crédito: finanças e opinião pública durante a crise do Antigo Regime na França (1764-1790)
La confiance dans le crédit : opinion publique et finances pendant la crise de l'Ancien Régime en France (1764-1790)
La confiance dans le crédit : opinion publique et finances pendant la crise de l'Ancien Régime en France (1764-1790)
Primeiro orientador
Membros da banca
Maurício Chalfin Coutinho
Antonella Alimento
Michael Kwass
Antoine Lilti
José Luís Cardoso
Antonella Alimento
Michael Kwass
Antoine Lilti
José Luís Cardoso
Resumo
This thesis explores the opposition towards the finance minister Jacques Necker led mostly by the bankers Isaac Panchaud and Étienne Clavière, alongside the famous pamphleteer Comte de Mirabeau. As our investigation unveils, this antagonism was rooted in conflicting visions about the relationship between credit and public confidence. While Necker stressed the moral dimensions of people’s trust in credit, Clavière and Panchaud, emphasized the role of calculation and reason in people’s judgements. This divergence endures and evolves from 1764 until 1790 through competing projects and dozens of publications endorsing each view. It started in a quarrel between Panchaud and Necker over how to reform the Compagnie des Indes in the late 1760s. This antagonism gained force and notoriety throughout a myriad of publications during the 1780s about finances. Those writings include best-sellers, such as Necker’s De l’administration des Finances, and many denunciatory and accusatory pamphlets penned by Mirabeau, Panchaud, and Clavière. We continue to track their antagonism until the first years of the French Revolution, when Necker failed to establish a national bank and Clavière succeeded in implementing many of his proposals through the creation of the assignats-monnoie. Thus, this thesis displays how financial problems and reflections played a role in the political cultural transformations leading to the French Revolution, especially in forging the concept of public opinion into a political force capable of checking the government’s administration. It also exhibits the centrality of understanding the workings of public confidence to formulate administrative reforms and financial institutions capable of maintaining credit. By examining this controversy, this study ultimately reveals that distinguished views on how people form their opinions and expectations not only grounded different proposals for national banks and money but was central in the late 18th-century financial and economic debate.
Abstract
Esta tese explora a oposição ao ministro das finanças Jacques Necker, liderada principalmente pelos banqueiros Isaac Panchaud e Étienne Clavière, juntamente com o famoso panfletário Comte de Mirabeau. Revelamos como este antagonismo tem origem em visões antagónicas acerca da relação entre crédito e confiança pública. Enquanto Necker ressaltava a dimensão moral da confiança no crédito, Clavière e Panchaud realçavam o papel do cálculo e da razão nos julgamentos. Tal divergência perdura e evolui de 1764 a 1790, através de projetos concorrentes e de dezenas de publicações apoiando cada uma dessas visões. Esse antagonismo tem início com uma disputa entre Panchaud e Necker em torno das reformas da Compagnie des Indes no final da década de 1760. A divergência ganhou força e notoriedade através de uma miríade de publicações sobre finanças durante a década de 1780. Esses escritos incluem best-sellers, como De l'administration des Finances, de Necker, e muitos panfletos de denúncia e acusação escritos por Mirabeau, Panchaud e Clavière. Continuamos a seguir essa oposição até os primeiros anos da Revolução Francesa, quando Necker não consegue criar um banco nacional e Clavière logrou implementar muitas das suas propostas através da criação dos assignats-monnoie. Assim, esta tese mostra o papel desempenha pelo debate financeiro nas transformações político-culturais que conduziram à Revolução Francesa, sobretudo na formação do conceito de opinião pública como força política capaz de controlar a administração do governo. Também expomos a importância de compreender o funcionamento da confiança pública para a formulação de reformas administrativas e de instituições financeiras capazes de manter credibilidade. Em suma, ao analisar esta controvérsia, este estudo revela que a existência de pontos de vista distintos sobre a forma como as pessoas formam suas opiniões e expectativas não só fundamentou diferentes propostas de bancos nacionais e moedas, como também foi central no debate financeiro e económico do final do século XVIII.
Assunto
França, Política econômica, Política e governo, Séc. XVIII, Créditos, Avaliação de risco, Opinião pública
Palavras-chave
Public confidence, Jacques Necker, Isaac Panchaud, Étienne Clavière, Assignats, Caisse d'Escompte
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