A crítica da moralidade de Bernard Williams: identidade moral, tragédia e responsabilidade ética

dc.creatorWendell Pereira Barreto Garcez
dc.date.accessioned2023-06-20T19:27:59Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:12:08Z
dc.date.available2023-06-20T19:27:59Z
dc.date.issued2023-05-12
dc.description.abstractThis dissertation aims to undertake a genealogical effort to understand Bernard Williams' critique of morality in his philosophical project. The study seeks to carry out this effort of understanding from three major axes of the author's work. First, we must understand how his considerations on personal identity were constructed and how, through dialogue with his critics, it is possible to perceive the insertion of the personal identity debate in the field of moral philosophy: according to the author, it is not possible to establish an adequate criterion of personal identity without considering the material relationships and historical context in which the individual is inserted. Secondly, we must understand how Williams used the concept of personal integrity, a concept that I believe is inherent to the debate on personal identity, to criticize utilitarian doctrines: for Williams, utilitarianism demands the violation of personal integrity and moral identity of the individual for the benefit of the principle of utility in practical deliberation. Finally, we must understand how Kantian morality, despite also offering criticisms of utilitarianism, also ends up violating personal integrity, demanding that the subject give up their moral character, or their personal projects, commitments, and beliefs, in favor of external moral reasons. In addition, this study also aims to demonstrate how certain moral residues of practical deliberation, such as tragedy, moral regret, and their respective pedagogical roles, are habitually ignored by both utilitarian and Kantian moral doctrines. In the end, it will be demonstrated how morality, as an externalist system of reasons, can be harmful, impoverishing moral philosophy and establishing a deliberative logic that underestimates the capacity of individuals. However, it cannot be completely dismissed, as it can offer a powerful tool for improving deliberative reasons, on the condition of a new meaning of its importance in political life
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/55172
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectDireito
dc.subjectMoralidade (Direito)
dc.subjectUtilitarismo
dc.subject.otherMoralidade
dc.subject.otherUtilitarismo
dc.subject.otherIdentidade pessoal
dc.subject.otherTragédia
dc.subject.otherSorte moral
dc.titleA crítica da moralidade de Bernard Williams: identidade moral, tragédia e responsabilidade ética
dc.title.alternativeThe critique of morality by Bernard Williams: moral Identity, tragedy, and ethical responsibility
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Thiago Lopes Decat
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3304021503105782
local.contributor.referee1Thomas da Rosa Bustamante
local.contributor.referee1Lucas Mateus Dalsotto
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/3172055539099879
local.description.resumoA presente dissertação tem como objetivo realizar um esforço de compreensão genealógico da crítica da moralidade realizada por Bernard Williams em seu projeto filosófico. O estudo busca realizar esse esforço de compreensão a partir três grandes eixos de trabalhos do autor. Primeiramente, devemos compreender como foram construídas suas considerações sobre identidade pessoal e como, a partir do diálogo com seus críticos, é possível perceber a inserção do debate da identidade pessoal no campo da filosofia moral: segundo o autor, não é possível estabelecer um critério de identidade pessoal adequado sem considerar as relações materiais e o contexto histórico em que o indivíduo está inserido. Segundamente, devemos compreender como Williams utilizou o conceito de integridade pessoal, um conceito que acredito ser inerente ao debate da identidade pessoal, para realizar críticas às doutrinas utilitaristas: para Williams, o utilitarismo demanda a violação da integridade pessoal e da identidade moral do indivíduo em benefício do princípio da utilidade na deliberação prática. Por fim, devemos compreender como a moralidade kantiana, apesar de também oferecer críticas ao utilitarismo, também acaba por violar a integridade pessoal, demandando que o sujeito abdique de seu caráter moral, ou seja, de seus projetos, comprometimentos e crenças pessoais, em favor de razões morais externas. Além disso, esse estudo também tem como objetivo demonstrar como certos resíduos morais das deliberação prática, tais quais: a tragédia, o arrependimento moral e seus respectivos papéis pedagógicos, são habitualmente ignorados tanto pelas doutrinas utilitaristas quanto pelas doutrinas moralistas kantianas. Ao final, será demonstrado como a moralidade enquanto, um sistema externalista de razões, pode ser prejudicial, empobrecendo a filosofia moral e estabelecendo uma lógica deliberativa que subestima a capacidade dos indivíduos. Contudo, a moralidade não pode ser completamente descartada, podendo oferecer uma ferramenta poderosa para o aprimoramento das razões deliberativas, com a condição de uma nova significação de sua importância na vida política
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentDIREITO - FACULDADE DE DIREITO
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Direito

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