The focus position in Cinyanja: a typological and formal approach

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tese de doutorado

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A posição do foco em Cinyanja: uma abordagem tipológica e formal

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This dissertation investigates the syntactic encoding of focus in Cinyanja, a Bantu language spoken in Mozambique and other countries, in the context of generative syntax and information structure. The study addresses a central debate in Bantu linguistics: whether focus is realized in a dedicated syntactic position. The theoretical framework is based on Rizzi's (1997) cartographic approach, which integrates pragmatic features such as focus and topic into syntactic structure, and Aboh's (2010) proposal that information structure originates in the numeration. The study employs mixed methods: corpus analysis of elicited data (question-answer pairs, felicity and grammaticality tests), and theoretical analysis within the principles of the Minimalist Program and Distributed Morphology. Based on the data analyzed, I argue that Cinyanja marks focus through cleft and pseudocleft constructions, in which the focused constituent appears immediately after a copular verb ‘ndí’. I propose that the functional head Focus is mapped between InflP and VoiceP, i.e. a low focus projection, in the matrix clause of the cleft / pseudocleft. The argument in focus assimilates the high floating tone of the copula that precedes it and is flanked by a phonological boundary. In this way, my analysis is in line with Zubizarreta's (2010) proposal. The empirical evidence includes: (i) the optionality of the copula ‘ndí’ and the complementizer ‘méne’ in focus constructions; (ii) the agreement between the focus constituent and the overtly realized complementizer ‘méne’; and (iii) prosodic marking (assignment of high tone) in focused arguments. The results contribute to broader discussions on the syntax-pragmatics interface and Bantu linguistic typology, highlighting the role of prosody and syntax in the realization of focus.

Abstract

Esta dissertação investiga a codificação sintática do foco em Cinyanja, uma língua Bantu falada em Moçambique e outros países, no contexto da sintaxe gerativa e da estrutura da informação. O estudo aborda um debate central na linguística Bantu: se o foco é realizado em uma posição sintática dedicada. A fundamentação teórica se baseia na abordagem cartográfica de Rizzi (1997), que integra características pragmáticas como foco e tópico à estrutura sintática, e na proposta de Aboh (2010) de que a estrutura da informação se origina na numeração. O estudo emprega métodos mistos: análise de corpus de dados elicitados (pares de pergunta-resposta, testes de felicidade e gramaticalidade), e análise teórica dentro dos princípios do Programa Minimalista e da Morfologia Distribuída. Com base nos dados analisados, defendo que o Cinyanja marca o foco por meio de construções de clivada e pseudoclivada, em que o constituinte focalizado aparece imediatamente após um verbo copular ‘ndí’. Proponho que o núcleo funcional Foco é mapeado entre InflP e VoiceP, isto é, uma projeção de foco baixa, na oração matriz da clivada/pseudoclivada. O argumento em foco assimila o tom flutuante alto da cópula que o precede e é flanqueado por uma fronteira fonológica. Desse modo, minha análise se alinha com a proposta de Zubizarreta (2010). As evidências empíricas incluem: (i) a opcionalidade da cópula ‘ndí’ e do complementizador ‘méne’ em construções de foco; (ii) a concordância entre o constituinte em foco e o complementizador ‘méne’ realizado segmentalmente; e (iii) marcação prosódica (atribuição de tom alto) em argumentos focalizados. Os resultados contribuem para discussões mais amplas sobre a interface sintaxe-pragmática e a tipologia linguística Bantu, destacando a função da prosódia e da sintaxe na realização do foco.

Assunto

Línguas banto Moçambique Estudo e ensino, Línguas banto Sintaxe, Línguas africanas, Língua umbundu

Palavras-chave

Information structure; Argument structure; Focus, Formal syntax, Bantu languages.

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