Imunidade inata treinada na resposta protetora das candidatas a vacina contra patógenos intracelulares
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tese de doutorado
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Resumo
A imunidade inata treinada tem sido objeto de amplo estudo para compreensão do desenvolvimento de memória imunológica em células imunes inatas. O desenvolvimento de melhor capacidade de proteção contra numerosas doenças, dentre elas, metabólicas, neoplásicas e infecciosas, tem demonstrado o aspecto promissor do treinamento imune inato. Algumas substâncias têm sido amplamente utilizadas com essa finalidade, em especial β-glucana e zymosan. Diante disso, este trabalho objetivou investigar a capacidade destas substâncias em contribuir para melhorar a eficiência de candidatas a vacina contra infecção por B. ovis e L. monocytogenes. Este trabalho demonstrou que β-glucana foi capaz de conduzir a redução importante da infecção bacteriana in vitro em macrófagos da medula ósseas de camundongos estimulados, além da colonização bacteriana em órgãos alvo, comparada ao zymosan. A estimulação com β-glucana não foi capaz de melhorar a eficiência vacinal das vacinas atenuada de B. ovis ∆abcBA e, porém, observou-se importante redução da colonização bacteriana em animais vacinados com B. ovis inativada por irradiação gama. A estimulação com β-glucana também não foi capaz de melhorar a eficácia vacinal da vacina inativada L. monocytogenes gama-irradiada, embora metade dos camundongos estimulado e vacinado não tiveram recuperação bacteriana detectável. O número de doses é um fator que pode contribuir de maneira negativa para o controle de agentes infecciosos, prejudicando a indução da imunidade treinada. Estes resultados sugerem que a imunidade inata treinada pode ser um importante mecanismo no auxílio no controle e prevenção de doenças infecciosas causadas por bactérias intracelulares, e que seu uso pode favorecer determinados protocolos vacinais.
Abstract
Trained innate immunity has been the subject of extensive study to understand the development of immunological memory in innate immune cells. The development of improved protective capacity against numerous diseases, including metabolic, neoplastic and infectious diseases, has demonstrated the promising aspect of innate immune training. Some substances have been widely used for this purpose, especially β-glucan and zymosan. Therefore, this study aimed to investigate the ability of these substances to contribute to improving the efficiency of vaccine candidates against B. ovis and L. monocytogenes infection. It demonstrated that β-glucan was able to lead to a significant reduction in bacterial infection in vitro in bone marrow macrophages of stimulated mice, in addition to bacterial colonization in target organs, compared to zymosan. Stimulation with β-glucan was not able to improve the vaccine efficiency of the attenuated B. ovis ∆abcBA vaccines, but a significant reduction in bacterial colonization was observed in animals vaccinated with gamma-irradiated B. ovis. Stimulation with β-glucan was also not able to improve the vaccine efficacy of the gamma-irradiated inactivated L. monocytogenes vaccine, although half of the stimulated and vaccinated mice did not have detectable bacterial recovery. The number of doses is a factor that can negatively contribute to the control of infectious agents, impairing the induction of trained immunity. These results suggest that trained innate immunity can be an important mechanism in aiding the control and prevention of infectious diseases caused by intracellular bacteria, and that its use can favor certain vaccine protocols.
Assunto
Patologia Animal
Palavras-chave
Patologia Veterinária, Veterinária
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