Cada poema já sonha outra forma: Poesia e poética cinematográfica em Carlos de Oliveira e Manuel Gusmão

dc.creatorPatrícia Resende Pereira
dc.date.accessioned2019-08-13T23:53:32Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:44:09Z
dc.date.available2019-08-13T23:53:32Z
dc.date.issued2018-08-21
dc.description.abstractIn this present thesis, it is studied the cinematograph rereading proposed by the critic and poet Manuel Gusmão when writting the script of Carlos de Oliveira Sobre o lado esquerdo (2007), directed by Margarida Gil. It is realized by Manuel Gusmão, a well knowm poet and critic that widely studied the work of Gândaras author, an attempt to expand cinematography and poetically the authors Carlos de Oliveira work. But not only, once its possible to notice, specially on A terceira mão (2008), an attempt of thinking, and sometimes solve some of centrals aspects of Carlos de Oliveiras poetic work. For this purpose, this research concentrates in the concept of dialogism, because is noticeable in the Manuel Gusmãos poetry and academic work, as it proves his books title: Uma razão dialógica (2011). Furthermore, its relevant to know that Carlos de Oliveiras poetry concept also concentrate on dialogism idea, specially on O aprendiz de feiticeiro (1971). Its important to keep in mind that, to write the script, Manuel Gusmão uses the concept of collage, same resource as Carlos de Oliveira to compose some of his texts. For the movies script, Manuel Gusmão proposes a collage with fragments of Carlos de Oliveiras work. For this, the essayist finds in Finisterra: paisagem e povoamento the movies heart, since, in order to constitute a narrative, this is the book that provides the characters. From this union of fragments, weve got the possibility of an expansion of Carlos de Oliveiras work by Manuel Gusmãos hands, in a way, to use the ideia of Lavoisier, from Sobre o lado esquerdo (1968), to put in practice the proposal of: every poem, / in its uncertain / calligraphic profile, / is already dreaming / of another form1 (OLIVEIRA, 2004b, p. 53).
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/LETR-B7DLDT
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectPoesia portuguesa Historia e critica
dc.subjectGusmão, Manuel , 1945- Crítica e interpretação
dc.subjectCinema e literatura
dc.subjectOliveira, Carlos de , 1921-1981 Critica e interpretação
dc.subject.otherManuel Gusmão
dc.subject.otherCarlos de Oliveira
dc.subject.othercinema
dc.subject.otherpoesia
dc.subject.otherliteratura portuguesa moderna e contemporânea
dc.titleCada poema já sonha outra forma: Poesia e poética cinematográfica em Carlos de Oliveira e Manuel Gusmão
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Silvana Maria Pessoa de Oliveira
local.contributor.referee1Maria Zilda Ferreira Cury
local.contributor.referee1Raquel dos Santos Madanelo
local.contributor.referee1Ida Maria Santos Ferreira Alves
local.contributor.referee1Sandro Santos Ornellas
local.description.resumoEsta tese propõe um estudo da releitura cinematográfica realizada pelo ensaísta e poeta Manuel Gusmão na escrita do roteiro do média-metragem Carlos de Oliveira Sobre o lado esquerdo (2007), dirigido por Margarida Gil. A partir do filme, pode-se perceber que Manuel Gusmão, poeta renomado e acadêmico que estudou por anos os livros de Carlos de Oliveira, expande a obra do poeta da Gândara no cinema. Mas não só, uma vez que é possível verificar, especialmente no livro A terceira mão (2008), uma tentativa de pensar (e solucionar) ali alguns aspectos centrais da poética de Carlos de Oliveira. Para alcançar este objetivo, a pesquisa centra-se no conceito de dialogismo, escolha que se justifica quando se leva em consideração que está presente nas obras poéticas e ensaísticas de Manuel Gusmão, como comprova o título do livro que reúne seus textos acadêmicos, Uma razão dialógica (2011). Acrescenta-se a isso o fato de que a concepção de poesia de Carlos de Oliveira, especialmente quando se tem em mente as reflexões contidas em O aprendiz de feiticeiro (1971), também se concentra em uma discussão dialógica. Importa mencionar que, para a composição do roteiro, Manuel Gusmão propõe uma colagem, recurso utilizado em alguns textos pelo poeta da Gândara. Para tanto, o ensaísta faz de Finisterra: paisagem e povoamento (1978) o cerne para a estrutura fílmica proposta, uma vez que, com o intuito de constituir um fio narrativo, é esta a obra que fornece ao média-metragem seus personagens e conflitos. Esses trechos se unem a outros fragmentos, retirados de outras obras de Carlos de Oliveira. É, então, a partir dessa costura de fragmentos que se tem a possibilidade de uma expansão da obra de Carlos de Oliveira pelas mãos de Manuel Gusmão, de modo que, como nos versos de Lavoisier, de Sobre o lado esquerdo (1968), se coloca em prática a ideia de uma poesia capaz de sonhar outra forma.
local.publisher.initialsUFMG

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