Decifra-me ou devoro-te : conexões, afastamentos e hibridizações entre antropofagia e psicanálise

dc.creatorLuciana Cavalcante Torquato
dc.date.accessioned2023-04-05T13:53:39Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:19:05Z
dc.date.available2023-04-05T13:53:39Z
dc.date.issued2020-06-26
dc.description.abstractThis thesis analises the relations, approximations and distanciations between Anthropophagy - a movement led by Oswald de Andrade - and Freudian psychoanalysis taking as a starting point what Andrade formulated as "strategic relations" which it had to establish with the viennese discipline. Understanding this strategy as an anthropophagic movement itself in research and object relations, we seek to investigate in what ways, surrounding the construction of the Anthropophagic Weltanschauung and his matriarchal utopia, Oswald de Andrade used Freudian psychoanalysis to identify possibles solutions for the malaise of your time. From the Oswaldian writings most related to Anthropophagy - mainly the Anthropophagic Manifesto, along with other texts published in the Revista de Antropofagia, and also its late essays, such as Crisis of Messianic Philosophy, The Anthropophagus and The March of Utopias - and having as hexis propositions contained in the Manifesto as a line that weaves the entire thesis, it examines how (from, with and against Freud) Oswald built an anthropophagic utopia towards the matriarchy of Pindorama, combating authoritarianism and colonial mentality, using what he called “Catechist males” registered by Freud. It was also from Freud that he understood sexuality in the etiology of neurosis and repression as a producer of symptoms. However, as we could demonstrate, it was through reformatting/anthropophagizing Freud that Oswald proposed or established one of the formulas of the Manifest, “the transformation of the taboo into totem”. And it was against Freud that he denounced or universalized Oedipus in his project to decolonize thought and de-patriarchize the world. We also seek to demonstrate both Anthropophagy and psychoanalysis interpreted the discomfort of its time. These intersections reveal the intertwining between these two fields that demonstrate, in a time of crises and catastrophes, the actuality and reenactment of this encounter between anthropofagy and psychoanalysis.
dc.description.sponsorshipCNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/51612
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/pt/
dc.subjectPsicologia - Teses
dc.subjectAntropofagia - Teses
dc.subjectIdentidade - Teses
dc.subjectPsicanálise - Teses
dc.subject.otherAntropofagia
dc.subject.otherIdentidade
dc.subject.otherPsicanálise
dc.subject.otherMal-estar
dc.titleDecifra-me ou devoro-te : conexões, afastamentos e hibridizações entre antropofagia e psicanálise
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Guilherme Massara Rocha
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9372630883932920
local.contributor.referee1Pedro Teixeira Castilho
local.contributor.referee1Alexandre André Nodari
local.contributor.referee1Cristiana Facchinetti
local.contributor.referee1André Monteiro Guimarães Dias Pires
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/1224242020182488
local.description.resumoA presente tese analisa as relações, aproximações e afastamentos entre a Antropofagia - movimento capitaneado por Oswald de Andrade - e a psicanálise freudiana a partir do que o escritor paulista formulou como “ligações estratégicas” que pretendia estabelecer com a disciplina de Viena. Entendendo esta estratégia como a própria dinâmica antropofágica em suas pesquisas e relações de objeto, buscamos investigar de que maneiras, na construção do que delimitou como Weltanschauung antropofágica e de sua utopia matriarcal, Oswald de Andrade se serviu da psicanálise freudiana para apontar algumas saídas para o mal-estar de seu tempo. A partir dos documentos oswaldianos mais relacionados à Antropofagia – sobretudo o Manifesto Antropófago, outros textos publicados na Revista de Antropofagia, e também seus ensaios tardios, como A crise da filosofia messiânica, O antropófago e A marcha das utopias- e tendo as proposições contidas no documento inaugural da Antropofagia como uma linha que atravessa toda a tese, examinamos como (a partir, com e contra Freud) Oswald construiu a utopia antropofágica com destino ao matriarcado de Pindorama, combateu o autoritarismo e a mentalidade reinol, valendo-se do que chamou de “males catequistas” cadastrados por Freud. Foi também a partir de Freud que entendeu a sexualidade na etiologia das neuroses e do recalque como produtor de sintomas. Todavia, como pudemos demonstrar, foi reformatando/antropofagizando Freud que propôs o que ficou estabelecido em uma das fórmulas do Manifesto Antropófago, “a transformação do tabu em totem”. E foi contra Freud que pôde denunciar o universalismo do Édipo em seu projeto de descolonização do pensamento e despatriarcalização do mundo. Buscamos ainda demonstrar como tanto Antropofagia quanto psicanálise interpretaram o mal-estar identitário e civilizatório de seu tempo. Os pontos que revelam o entrecruzamento entre esses dois campos apontam, na crise de um tempo de catástrofe que se apresenta, para a atualidade e atualização desse encontro.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAFICH - FACULDADE DE FILOSOFIA E CIENCIAS HUMANAS
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Psicologia

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