Avaliação dos efeitos morfofisiológicos e comportamentais em camundongos jovens submetidos ao estresse por separação maternal em conjunto com administração de L-Dopa
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tese de doutorado
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Resumo
O estresse crônico no início da vida pode levar a alterações comportamentais geralmente associadas a muitos dos transtornos neuropsiquiátricos, incluindo transtorno de ansiedade e depressão. Vários destes transtornos surgem durante a adolescência, quando ocorre o remodelamento do cérebro. Esta é uma das razões pelas quais a prática de psiquiatria infantil / adolescente e abordagens preventivas ainda são um desafio. Por isso, investigamos os efeitos do estresse por separação maternal (MS) no comportamento de camundongos pré-púberes. Um dos desafios nos estudos de psiquiatria é o viés sexual na prevalência de alguns distúrbios mentais. Para abordar esta questão, utilizamos camundongos machos e fêmeas C57 / BL6. Com 4 semanas de idade, analisamos o comportamento dos animais através dos testes da caixa de atividade locomotora, teste de campo aberto, caixa claro/escuro, labirinto em cruz elevado, teste da alimentação suprimida pela novidade e teste de nado forçado. Vimos que o estresse pós-natal levou a um aumento do comportamento exploratório e locomotor de fêmeas e um aumento do comportamento tipo-ansioso e tipo-depressivo em machos. Além de diversos genes dopaminérgicos estarem associados à transtornos neuropsiquiátricos e do sistema dopaminérgico ser alvo de muitos dos tratamentos farmacológicos, sabe-se que o estresse crônico gera desequilíbrios na sinalização dopaminérgica. Então, investigamos se o aumento do tônus dopaminérgico através da administração de L-Dopa, em conjunto com o estresse por MS, amplifica ou reduz as consequências comportamentais em camundongos pré-púberes. Nós dividimos os camundongos em quatro grupos experimentais: tratados com solução salina (SAL); Grupo tratado com L-Dopa / Benserazida (DOPA); MS tratados diariamente com Salina (MS+SAL); e grupo tratado com L-Dopa / Benserazida durante a MS (MS+DOPA). Vimos que a administração de L-Dopa proporcionou uma menor aversão a ambientes mais aversivos em fêmeas e um aumento do comportamento de medo em machos. Também vimos que o aumento do tônus dopaminérgico durante o estresse pós-natal foi capaz de alterar os efeitos comportamentais do estresse e nossos resultados sugerem um dimorfismo sexual em resposta ao tratamento com L-Dopa durante o protocolo de separação maternal.
Abstract
Early life stress can lead to behavioral changes commonly associated with many of the
neuropsychiatric disorders, including anxiety and depression. Several of these disorders appear
during adolescence, when brain remodeling takes place. This is one of the reasons why the
practice of child/adolescent psychiatry and preventive approaches is still a challenge. Therefore,
we investigated the effects of maternal separation (MS) stress on the behavior of prepubertal
mice. One of the challenges in psychiatry studies is the sexual bias in the prevalence of some
mental disorders. To address this issue, we used C57 / BL6 male and female mice. At 4 weeks
of age, we analyzed the behavior of the animals through locomotor activity box tests, open field
test, light/dark box, elevated plus maze, novelty suppressed feeding test and forced swimming
test. We have seen that postnatal stress led to an increase in exploratory and locomotor behavior
in females and an increase in anxious-like and depressive-like behavior in males. In addition to
the fact that several dopaminergic genes are associated with neuropsychiatric disorders and the
dopaminergic system is the target of many pharmacological treatments, it is known that chronic
stress generates imbalances in dopaminergic signaling. We then investigated whether increased
dopaminergic tone through L-Dopa administration, in conjunction with MS stress, amplifies or
reduces behavioral consequences in prepubertal mice. We divided the mice into four
experimental groups: treated with saline solution (SAL); Group treated with L-Dopa /
Benserazide (DOPA); MS treated daily with Saline (MS+SAL); and group treated with L-Dopa
/ Benserazide during MS (MS+DOPA). We saw that L-Dopa administration provided less
aversion to more aversive environments in females and an increase in fearful behavior in males.
We also saw that increased dopaminergic tone during postnatal stress was able to alter the
behavioral effects of stress and our results suggest a sexual dimorphism in response to L-Dopa
treatment during the maternal separation protocol.
Assunto
Fisiologia, Estresse, Dopamina, Transtornos do Neurodesenvolvimento
Palavras-chave
Estresse, Dopamina, Neurodesenvolvimento