Raízes históricas da construção do sistema de inovação de Moçambique
| dc.creator | Eduardo Saugineta Sigaúque | |
| dc.date.accessioned | 2026-03-09T18:47:50Z | |
| dc.date.issued | 2025-12-11 | |
| dc.description.abstract | This thesis analyzes the economic development of Mozambique from an evolutionary perspective, covering the period from the colonial era (1938–1974) to the present day. It examines the historical and structural evolution of the Mozambican economy, articulated through three decisive moments: the colonial period, the civil war, and post-conflict economic reconstruction. The historical-structural analysis shows that Mozambique’s economic formation was shaped by a dependent integration into the global system, characterized by the exploitation of primary resources and the absence of an autonomous industrial base. During Portuguese colonial rule, policies such as the development plans (planos de fomento) reinforced the logic of an economy oriented toward the export of raw materials — cotton, sugar, and sisal — for the benefit of the metropolis. The independence of 1975 opened a new phase, soon interrupted by the civil war (1976–1992), which destroyed infrastructure, disarticulated the productive fabric, and deepened regional and ethnic inequalities. The conflict, strongly conditioned by external interference within the context of the Cold War, exposed the fragility of the post-colonial state and the persistence of dependent structures. In the subsequent period, the Mozambican economy remained heavily dependent on commodity exports and foreign direct investment (FDI), with limited industrial diversification, while historical inequalities and institutional fragility sustained a peripheral growth model. The analysis of economic complexity and the Human Development Index (HDI) reveals gradual progress in education and health, but little productive diversification and limited technological innovation. The study concludes that the country’s central challenge lies in transforming quantitative growth into qualitative development, through policies that strengthen human capital, promote inclusive industrialization, and enhance technological sophistication. The thesis argues that Mozambique’s economic development depends on structural transformation, economic diversification, investment in human capital, institutional strengthening, and inclusive innovation policies. Finally, it proposes a typology that situates African countries within the framework of National Innovation Systems (NIS), locating Mozambique in the interaction regime 1b. | |
| dc.description.sponsorship | CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/1843/2051 | |
| dc.language | por | |
| dc.publisher | Universidade Federal de Minas Gerais | |
| dc.rights | Acesso aberto | |
| dc.subject | Moçambique | |
| dc.subject | Condições econômicas | |
| dc.subject | Desenvolvimento econômico | |
| dc.subject.other | Moçambique | |
| dc.subject.other | Desenvolvimento econômico | |
| dc.subject.other | Guerra civil | |
| dc.subject.other | Economia colonial | |
| dc.subject.other | Complexidade econômica | |
| dc.subject.other | Capital humano | |
| dc.subject.other | Sistemas nacionais de inovação | |
| dc.title | Raízes históricas da construção do sistema de inovação de Moçambique | |
| dc.type | Tese de doutorado | |
| local.contributor.advisor-co1 | Márcia Siqueira Rapini | |
| local.contributor.advisor-co1Lattes | http://lattes.cnpq.br/7670878068781009 | |
| local.contributor.advisor1 | Eduardo da Motta e Albuquerque | |
| local.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/6966612518135380 | |
| local.contributor.referee1 | Ulisses Pereira dos Santos | |
| local.contributor.referee1 | Leonardo Costa Ribeiro | |
| local.contributor.referee1 | Sílvio Antonio Ferraz Cário | |
| local.contributor.referee1 | Marisa dos Reis Azevedo Botelho | |
| local.creator.Lattes | http://lattes.cnpq.br/4370262332082367 | |
| local.description.resumo | A tese analisa o desenvolvimento econômico de Moçambique sob uma perspectiva evolucionária, abrangendo o período colonial (1938–1974) até à atualidade. O estudo examina a evolução histórica e estrutural da economia moçambicana, articulando três momentos decisivos: o período colonial, a guerra civil e a reconstrução econômica pós-conflito. A análise histórico-estrutural evidencia que a formação econômica de Moçambique foi moldada por uma inserção dependente no sistema global, marcada pela exploração de recursos primários e pela ausência de uma base industrial autônoma. Durante o colonialismo português, políticas como os planos de fomento reforçaram a lógica de uma economia voltada à exportação de matérias-primas — algodão, açúcar e sisal — em benefício da metrópole. A independência de 1975 inaugurou uma nova etapa, logo interrompida pela guerra civil (1976–1992), que destruiu infraestruturas, desarticulou o tecido produtivo e agravou desigualdades regionais e étnicas. O conflito, fortemente condicionado por interferências externas no contexto da Guerra Fria, revelou a fragilidade do Estado pós-colonial e a persistência de estruturas de dependência. No período subsequente, a economia moçambicana manteve uma forte dependência das exportações de commodities e do investimento direto externo (IDE), apresentando baixa diversificação industrial, enquanto desigualdades históricas e fragilidade institucional sustentam um modelo de crescimento periférico. A análise da complexidade econômica e do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) evidencia avanços graduais em educação e saúde, mas limitada diversificação produtiva e escassa inovação tecnológica. Conclui-se que o principal desafio do país consiste em converter o crescimento quantitativo em desenvolvimento qualitativo, mediante políticas que fortaleçam o capital humano, promovam a industrialização inclusiva e elevem a sofisticação tecnológica da economia. A tese argumenta que o desenvolvimento econômico de Moçambique depende da transformação estrutural, diversificação produtiva, investimento em capital humano, fortalecimento institucional e políticas de inovação inclusivas. Finalmente, propõe-se uma tipologia que integra os países africanos no universo dos Sistemas Nacionais de Inovação (SNI), situando Moçambique no regime de interação 1b. | |
| local.publisher.country | Brasil | |
| local.publisher.department | FACE - FACULDADE DE CIENCIAS ECONOMICAS | |
| local.publisher.initials | UFMG | |
| local.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Economia | |
| local.subject.cnpq | CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ECONOMIA |
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