Cartografia das Controvérsias na região Lagoinha

dc.creatorGabriela Campelo Aragão Bitencourt
dc.date.accessioned2021-08-25T16:20:59Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:30:21Z
dc.date.available2021-08-25T16:20:59Z
dc.date.issued2020-12-18
dc.description.abstractUnder the influence of modern urban ideas, both speeches and spatial practices reveal socio-spatial segregation, hygienism and racial stigma as constituting behaviors of the initial Belo Horizonte territory. The Lagoinha region, considered a suburban area, has its formation imbricated to the origin of the planned city of Belo Horizonte through a historic process of gentrification and displacement of groups of greater social vulnerability (SILVA; PEREIRA, 2018; GUIMARÃES, 1992). Based on these considerations, the work seeks to reflect on the current territorial disputes that permeate the Lagoinha region, no longer considered peripheral, but strategically central and adjacent to the Center of Belo Horizonte, a fact that accentuates recent speeches in favor of its requalification, having in view of the urban degradation scenario. The image of abandonment in the region is strengthened in association with residential emptying, the high rate of scenes of use and the predominant occupation of public spaces by the homeless population and drug users. Thus, the research approach is aimed at reflecting on the intense proposition of urban plans, restructuring of urban space and reconfigurations of the landscape in association with the impacts of the removal processes of popular layers. At the same time, it seeks to map the urban public policies of greatest incidence in this complex territory, highlighting the axis of public health, social inclusion and participatory urban planning. The research aims to relate the multifaceted panorama of the Lagoinha region with possible developments regarding neoliberal spatial production and the rise of gentrification, the latter being understood as a phenomenon that is no longer sporadic and punctual, to become a true global strategy for colonization of the urban space (SMITH, 1979, 1996, 2002), systematically established by the cyclical movements of divestment and investment of financial capital in the built environment and through uneven geographical development (HARVEY, 1996, 2001, 2013). To this end, the dissertation seeks to operationalize the Indisciplinary Cartographic or Cartography of Controversies method (LOPES; RENA; SÁ, 2019) whose genealogical (FOUCAULT, 1988, 2006), rhizomatic and cross-scale aspect (DELEUZE; GUATTARI, 1995) results in the elaboration of a timeline that exposes tensions in cataloged speeches and presents diagrams with strength lines and controversial groupings between human-actors and non-human actors, as adapted from the Theory-Actor-Network (TAR) (LATOUR, 2012). The application of the method seeks to reveal the simultaneous and controversial crossings that arise between the regulations of neoliberal policies, which emerged through flexibility between State, Capital and civil society and the various biopotent spatial practices (PELBART, 2003) that resist the advance of exclusive neoliberal urbanism.
dc.description.sponsorshipFAPEMIG - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/37756
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectRenovação urbana
dc.subjectSociologia urbana
dc.subjectNeoliberalismo
dc.subjectEspaço urbano
dc.subjectPolítica urbana
dc.subjectBelo Horizonte (MG)
dc.subject.otherNeoliberalismo
dc.subject.otherGentrificação
dc.subject.otherLagoinha
dc.subject.otherCartografia das Controvérsias
dc.subject.otherAmbiente Construído
dc.subject.otherOperação Urbana Consorciada (OUC)
dc.titleCartografia das Controvérsias na região Lagoinha
dc.title.alternativeCartography of controversies in the Lagoinha region.
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Natacha Silva Araújo Rena
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5202973767095132
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/1517561254895979
local.description.resumoSob influência do ideário urbano moderno, tanto os discursos, quanto as práticas espaciais revelam a segregação sócio-espacial, o higienismo e o estigma racial como condutas constituidoras do inicial território belo-horizontino. Nesta dissertação, buscamos defender que a região da Lagoinha, inicialmente considerada uma zona suburbana, expressa uma formação imbricada à origem da cidade planejada de Belo Horizonte através de um histórico processo de gentrificação e de deslocamentos forçados de grupos de maior vulnerabilidade social (SILVA; PEREIRA, 2018; GUIMARÃES, 1992). A partir dessas considerações, o trabalho busca refletir sobre as atuais disputas territoriais que permeiam a região da Lagoinha, não mais tida como periférica, mas estrategicamente central e adjacente ao Centro de Belo Horizonte, fato que acentua recentes discursos a favor de sua requalificação, tendo em vista o cenário de degradação urbana. A imagem de abandono da região se fortalece em associação ao esvaziamento residencial, ao alto índice de cenas de uso e à predominante ocupação dos espaços públicos pela população em situação de rua e pelos usuários de drogas. Assim, a abordagem da pesquisa se direciona para a reflexão quanto à intensa proposição de planos urbanísticos, reestruturações do espaço urbano e reconfigurações da paisagem em associação aos impactos dos processos de remoção de camadas populares. Ao mesmo tempo, busca-se mapear as políticas públicas urbanas de maior incidência nesse complexo território, trazendo destaque para o eixo da saúde pública, inclusão social e planejamento urbano participativo. A pesquisa visa relacionar o panorama multifacetado da região da Lagoinha com possíveis desdobramentos quanto à produção espacial neoliberal e a ascensão da gentrificação, sendo a última entendida como um fenômeno que deixou de ser esporádico e pontual, para se tornar uma verdadeira estratégia global de colonização do espaço urbano (SMITH, 1979, 1996, 2002), instaurada sistematicamente pelos cíclicos movimentos de desinvestimento e investimento do capital financeiro no ambiente construído e por meio do desenvolvimento desigual geográfico (HARVEY, 1996, 2001, 2013). Nesse intuito, a dissertação busca operacionalizar o método Cartográfico Indisciplinar ou Cartografia das Controvérsias (LOPES; RENA; SÁ, 2019) cujo aspecto genealógico (FOUCAULT, 1988, 2006), rizomático e transescalar (DELEUZE; GUATTARI, 1995) resulta na elaboração de uma linha do tempo que expõe as tensões nos discursos catalogados e apresenta diagramas com linhas forças e agrupamentos controversos entre atores-humanos e atores não-humanos, conforme adaptação da Teoria-Ator-Rede (TAR) (LATOUR, 2012). A aplicação do método busca revelar os atravessamentos simultâneos e controversos que surgem entre as regulamentações de políticas neoliberais, emergidas via flexibilização entre Estado, Capital e sociedade civil e as diversas práticas espaciais biopotentes (PELBART, 2003) que resistem ao avanço do urbanismo neoliberal excludente.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentARQ - ESCOLA DE ARQUITETURA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável

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