Transgredindo o discurso jornalistico: a paródia nas reportagens de Ernesto Varela

dc.creatorLeonardo Cezar Correa Medina
dc.date.accessioned2019-08-11T17:46:36Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:55:14Z
dc.date.available2019-08-11T17:46:36Z
dc.date.issued2012-03-30
dc.description.abstractCette recherche essaie de vérifier comment les conditions psychosociales ou psychosociohistoriques ont été importantes pour la mise en oeuvre des matières journalistiques produites par le journaliste Marcelo Tas, qui y a opéré une transgression du genre « entrevuetélévisée ». En partant de ce point de vue on a cherché à savoir comment lhumour, la parodie, lironie enfin, des phénomènes langagiers qui ont pu opérer la transgression dont il est question, ont-elles été utilisées en tant que stratégies de captation (du téléspectateur et des interlocuteurs). Visaient-elles faire front aux contraintes imposées au travail des journalistes dans la période finale de la dictature militaire au Brésil et aussi dans la première année après la fin de cette période ? Notre proposition part du présupposé quil y a une relation intrinsèqueentre le langage et le contexte socio-historique dans lequel celle-ci sinsère ; ce présupposé trouve son écho dans la Théorie Sémiolinguistique de Patrick Charaudeau, comme nousessayerons de démontrer au long de la recherche. Sous le pseudonyme du « personnagejournaliste Ernesto Varela », Marcelo Tas et ses collègues ont été les responsables de la production dun matériel télévisuel complètement différent des autres productions de cettepériode, où la censure imposé par le gouvernement des militaires était souveraine. Avec ses incontournables lunettes rouges et sans peur de sexprimer, Tas/Varela sest faufilé au milieu des événements historiques importants et a pu discuter avec des personnalités de lépoque.Pour réaliser létude dun corpus si riche formé par sept reportages faits par Tas/Varela qui traitaient toutes des thèmes politiques - on a puisé dans des concepts issus des méthodologies communicationnelles de lanalyse du discours, mais aussi dans les réflexions de Machado sur lironie et la parodie et sur quelques considérations que Bakhtine a soulevées sur les genresdiscursifs. On a tenté dassocier ces pensées avec des éléments venus de la théorie de la communication qui prennent en compte le journalisme, limage et la télévision. On a pu voir ainsi que Tas a pu constituer un discours transgressif pour parler joyeusement des faitspolitiques sérieux dune époque assez confuse de la vie politique brésilienne.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/LETR-8U7Q2Z
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectComunicação de massa Censura Brasil
dc.subjectEntrevistas em jornalismo
dc.subjectParódia
dc.subjectEstratégia discursiva
dc.subjectRetórica Aspectos políticos
dc.subjectIronia
dc.subjectGêneros discursivos
dc.subjectDiscurso jornalístico
dc.subjectHumorismo brasileiro
dc.subjectAnálise do discurso
dc.subjectReportagens e repórteres
dc.subjectBrasil História 1980-
dc.subjectTelejornalismo
dc.subjectJornalismo
dc.subject.otherparodia
dc.subject.otherironia
dc.subject.othertelevisao
dc.subject.otherjornalismo
dc.subject.otherHumor
dc.subject.othertransgressao discursiva
dc.titleTransgredindo o discurso jornalistico: a paródia nas reportagens de Ernesto Varela
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Ida Lucia Machado
local.contributor.referee1Monica Santos de Souza Melo
local.contributor.referee1Carolina Assuncao e Alves
local.description.resumoA dissertação se destina a tentar verificar de que maneira as condições psicossociais, ou psicossociohistóricas, determinaram uma dada configuração do material de cunho jornalístico produzido pelo comunicador Marcelo Tas, numa possível transgressão do gênero reportagem televisiva. Partindo dessa premissa, vislumbramos uma possibilidade de resposta para a pergunta que norteia o trabalho da pesquisa do mestrado: o humor, a paródia, a ironia - enfim,a transgressão do gênero entrevista televisiva - foram usados como estratégias de captação (do telespectador e dos interlocutores) e para superar as limitações impostas ao trabalho jornalístico durante o período final e o primeiro ano após a ditadura militar (1983-1986)?Nossa proposta parte do pressuposto de que existe uma relação intrínseca entre a linguagem e o contexto sociohistórico em que ela se insere, pressuposto esse que é contemplado pela Teoria Semiolinguística de Patrick Charaudeau. Sob a alcunha do repórter/personagem Ernesto Varela, Marcelo Tas e seus parceiros da produtora Olhar Eletrônico, de São Paulo, foram responsáveis por um material que se diferenciava das demais produções do período,quando ainda havia a censura imposta aos meios de comunicação. Com indefectíveis óculos vermelhos e sem papas na língua, Varela transitou por acontecimentos históricos importantes e interagiu com figuras de destaque. Para o estudo desse corpus, buscamos no arcabouço metodológico da Análise do Discurso teorias que nos permitissem uma abordagem voltada para a análise das condições de produção do objeto proposto - composto por sete reportagensde Ernesto Varela que tratam de questões políticas, tema de maior destaque no período histórico mencionado. Apoiamo-nos, principalmente, na teoria de Charaudeau (1996, 2001,2004, 1006, 2008, 2009a e 2009b), nas reflexões de Ida Lucia Machado (1988, 1995, 1998, 1999, 2001, 2004, 2006, 2007, 2008a e 2008b) sobre ironia e paródia, além da questão dos gêneros, tratada por Mikhail Bakhtin (1970, 2010a e 2010b). Procuramos associar tais reflexões com elementos da teoria da comunicação, abarcando o jornalismo, a imagem e a própria televisão.
local.publisher.initialsUFMG

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