Docência na educação infantil: percursos de vida, formação e condições institucionais das experiências de professoras no cuidado e educação de crianças de 4 e 5 anos

dc.creatorMaria Lúcia de Resende Lomba
dc.date.accessioned2021-01-15T12:34:26Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:09:40Z
dc.date.available2021-01-15T12:34:26Z
dc.date.issued2020-05-29
dc.description.abstractThis research aimed to understand the social experiences of teachers who work with children aged 4 and 5 years in a Municipal School of Early Childhood Education (EMEI) in the public education network of Belo Horizonte City, Minas Gerais, Brazil. In this study – which focuses on Early Childhood Education with children aged 4 and 5 years – we outlined the following specific objectives: to understand the professional training processes and the reasons that instigated teachers to enter and remain as teachers in Child Education; to analyze how the teachers organize their work with the children who are 4 and 5 years old; and understand how interactions between teachers and children occur. The fieldwork – carried out from March to December 2017 – had as main methodological instruments the participant observation registered in fieldnotes with dense descriptions and the narrative interviews. In the field, during the year 2017, we carried out 244 hours of observations in two classes: a class of 4 year-old children and another class of 5 year-old children. Along with the period of participant observation, we conducted 19 hours and 35 minutes of narrative interviews with the two teachers of the classes accompanied; and also with two other teachers who worked in these classes; and the Pedagogical Coordinator of EMEI. The data we constructed were interpreted through a content analysis of the categorical type, which allowed us to identify and delimit significant aspects in the teachers' narratives, information considered relevant by us. The concept of social experience (DUBET, 1994) was essential to support our inquiries and interpretations of the data, which demonstrate combinations of different logics of action – logics of integration, strategy and subjectivation – that the teachers mobilized in the elaboration of their experiences, product of their social interactions. According to the proposed objectives, in a first movement, we built life stories of two of the participating teachers. Considering their social experiences built in the course of their lives, we started from the assumption that teaching practices developed in the articulation among elements of pedagogical theory, political and institutional injunctions, and elements of their life trajectories, which constituted the dispositions, conceptions, and guidelines in the profession. In a second movement, we approached the organization of the teachers' work focusing on the normative discourses and daily practices at EMEI in order to articulate the individual and institutional dimensions considered here as mutually conditioned. And finally – in a third movement – we sought to understand how the interactions between teachers and children occurred. We recognized that the way teachers interacted with children – valuing their different modes of knowledge in search of the richness of their socio-cultural experiences – interfered in the ways in which each of them exercised teaching. We understood that teachers become professionals in care and education in Early Childhood Education through multiple, complex and sometimes contradictory social processes, combining different logics of action: now seeking to integrate with the set of norms and values instituted by the field of Education Child; sometimes looking for and creating strategies to develop work with children; and / or now experimenting with new ways of interacting with them and becoming teachers in Early Childhood Education. In this sense, the respective logics – of integration, strategy and subjectivation – were articulated by the teachers so that each of them could build their own view of themselves and others: their social experiences as teachers of children in Early Childhood Education.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/34717
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectEducação infantil
dc.subjectEducação pré-escolar
dc.subjectEscolas maternais
dc.subjectJardim de infância
dc.subjectProfessores alfabetizadores
dc.subjectProfessores de educação pré-escolar
dc.subjectEducadoras
dc.subjectExperiência
dc.subjectAmbiente de sala de aula
dc.subject.otherEducação infantil
dc.subject.otherPré-escola
dc.subject.otherDocência
dc.subject.otherExperiência social
dc.titleDocência na educação infantil: percursos de vida, formação e condições institucionais das experiências de professoras no cuidado e educação de crianças de 4 e 5 anos
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Isabel de Oliveira e Silva
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9448803576146788
local.contributor.referee1Márcia Buss-Simão
local.contributor.referee1Karina de Oliveira Santos Cordeiro
local.contributor.referee1Ademilson de Souza Soares
local.contributor.referee1Mônica Correia Baptista
local.contributor.referee1Iza Rodrigues da Luz
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/8970452297154311
local.description.resumoEsta pesquisa teve por objetivo geral compreender as experiências sociais das professoras que trabalham com crianças de 4 e 5 anos de idade em uma Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) da Rede Municipal de Educação da cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Neste estudo – que tem como objeto a docência na Educação Infantil, focalizando o trabalho com crianças de 4 e 5 anos – delineou-se os seguintes objetivos específicos: conhecer os processos de formação profissional e as razões que instigaram as professoras a ingressarem e permanecerem como docentes na Educação Infantil; analisar como as professoras organizam o trabalho com as crianças de 4 e 5 anos de idade; e compreender como ocorrem as interações entre professoras e crianças. O trabalho em campo – realizado de março a dezembro de 2017 – teve como principais instrumentos metodológicos a observação participante registrada em Diário de Campo e as entrevistas narrativas. Em campo, durante o ano de 2017, realizou-se 244 horas de observações em duas turmas da pré-escola: uma de crianças de 4 anos e outra de crianças de 5 anos de idade. Junto ao período da observação participante, realizou-se 19h35minutos de entrevistas narrativas com as duas professoras das turmas acompanhadas; e também com outras duas professoras que exerciam docência nestas turmas; e a Coordenadora Pedagógica da EMEI. Os dados construídos foram interpretados por meio da análise de conteúdo do tipo categorial, o que permitiu identificar e delimitar aspectos significativos nas narrativas das professoras, informações consideradas relevantes. O conceito de experiência social (DUBET, 1994) foi essencial para fundamentar as indagações e interpretações dos dados construídos, os quais demonstram combinações de diferentes lógicas de ação – da integração, da estratégia e da subjetivação – que as professoras mobilizavam na elaboração de suas experiências, produto de suas interações sociais. De acordo com os objetivos propostos, em um primeiro movimento, construímos histórias de vida de duas das professoras participantes. Considerando as suas experiências sociais construídas no decorrer de suas vidas, partiu-se do pressuposto de que as práticas docentes se desenvolviam na articulação entre elementos da teoria pedagógica, das injunções político-institucionais e de elementos das trajetórias de vida, que constituíam as disposições, concepções e orientações no exercício da profissão. Em um segundo movimento, abordou-se a organização do trabalho das professoras focalizando os aspectos normativos e as práticas cotidianas na EMEI de modo a articular as dimensões individual e institucional aqui consideradas como mutuamente condicionadas. E por último – em um terceiro movimento – buscou-se compreender como ocorriam as interações entre as professoras e as crianças. Reconhecendo que o modo como as docentes se relacionavam com as crianças – valorizando os seus diferentes modos de conhecimentos em busca da riqueza das suas experiências socioculturais – interferia nas formas como cada uma delas exercia a docência. Compreende-se que as docentes tornam-se profissionais do cuidado e educação na Educação Infantil por meio de processos sociais complexos e contraditórios, combinando diferentes lógicas de ação: algumas vezes, buscando integrar-se ao conjunto de normas e valores instituídos pelo campo da Educação Infantil; outras vezes, buscando e criando estratégias para desenvolver o trabalho com as crianças; e/ou experimentando novas formas de interagirem com elas e tornarem-se professoras nesta primeira etapa da Educação Básica. Nesse sentido, as respectivas lógicas – da integração, da estratégia e da subjetivação – eram articuladas pelas professoras para que cada uma construísse a sua visão de si mesma e dos outros: suas experiências sociais como docentes de crianças na Educação Infantil.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0003-4296-
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAE - FACULDADE DE EDUCAÇÃO
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Educação - Conhecimento e Inclusão Social

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