Na falha da gramática, a carne: a pornografia em Hilda Hilst

dc.creatorRonnie Francisco Pereira Cardoso
dc.date.accessioned2019-08-13T16:28:41Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:13:34Z
dc.date.available2019-08-13T16:28:41Z
dc.date.issued2007-08-21
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/ECAP-76BHLL
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectHilst, Hilda, 1930-2004 Crítica e interpretação
dc.subjectPerversão sexual na literatura
dc.subjectSexo na literatura
dc.subjectPornografia
dc.subjectLiteratura imoral
dc.subjectLiteratura erótica
dc.subject.otherHilda Hilst
dc.subject.otherCarne
dc.subject.otherPerversão
dc.subject.otherPornografia
dc.titleNa falha da gramática, a carne: a pornografia em Hilda Hilst
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Sabrina Sedlmayer Pinto
local.contributor.referee1Julio Cesar Machado Pinto
local.contributor.referee1Eliane Robert Moraes
local.description.resumoTrês são os desvios que encaminham a pesquisa, todos eles motivados pela leitura da obra de Hilda Hilst, mais especificamente, impulsionados pela análise da trilogia pornográfica. No primeiro momento da pesquisa, investiguei o fracasso da pornografia em sua relação com a cultura de massa a partir dos elementos presentes na própria obra da escritora. Observei o problema relacionado à definição dos conceitos de pornografia, grotesco, erotismo, obsceno e licencioso, analisando depoimentos da própria Hilda Hilst, artigos de jornais e ensaios acadêmicos que tentaram delimitar os conceitos em função das contraposições binárias. O movimento aqui é pela ampliação do conceito de pornografia que se pensava perdido no contexto da indústria cultural, apropriado tão-somente para designar a "erotomania" da cultura de massa. Na falha da gramática, na cisão com o procedimento acomodado, Hilda Hilst nos apresenta as possibilidades de uma escrita movida pela pulsão, estimulada ou excitada, no texto pornográfico, pela descrição obscena e licenciosa da cena sexual ou pelos exercícios lúbricos. Na trilogia pornográfica, assim como em quase toda obra em prosa da escritora, é o cenário sexual que se mostra aí pulsando, em carne viva, ancorado no enigma pulsional. No segundo momento, abordei os elementos que compõem o imaginário perverso na trilogia de Hilda Hilst, ressaltando os elementos que nos fazem perceber sua obra como uma literatura do incesto e, consequentemente, como escrita perversa. Por fim, no último desvio, associo a pornografia hilstiana ao que está ainda em construção, valendo-me da noção de rizoma em Deleuze. Ao longo de todo o trabalho, postulo a operacionalização do termo pornografia, realimentando ou ampliando-o em direção a um processo de escrita que tem a ver com a perversão e com a inserção da demanda erótica do corpo no texto. Penso, assim, retomar o conteúdo "recalcado" da pornografia a partir da concepção de carne, observando que a trilogia de Hilda Hilst é construída através da mistura de gêneros, que se organizam como estruturas dialógicas, na qual os enunciados estão fragmentados segundo diferentes estratégias narrativas, remetendo á idéia de carnalidade
local.publisher.initialsUFMG

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