Qualidade dos componentes pré hospitalares fixos da rede de urgência e emergência: um estudo a partir de dados do PMAQ-AB e PNASS
Carregando...
Data
Autor(es)
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Márcia Cristina Rodrigues Fausto
Helvécio Miranda Magalhães Júnior
Marcus Vinícius Melo de Andrade
Helvécio Miranda Magalhães Júnior
Marcus Vinícius Melo de Andrade
Resumo
Introdução: A gestão e a organização de sistemas de saúde unificados e integrados são complexas e enfrentam inúmeros desafios. Como estratégia para melhoria da qualidade e acesso, o Ministério da Saúde adotou a implantação das Redes Temáticas, dentre elas a Rede de Urgência e Emergência (RUE), onde a Atenção Primária à Saúde (APS) tem um papel estratégico e a forma como está estruturada reflete nos demais pontos da rede. A UPA é o principal componente fixo pré-hospitalar da RUE. Entretanto, sofre com a descaracterização do seu papel, por absorver parte dos atendimentos que deveriam ser solucionados na APS ou em nível hospitalar. A avaliação dos serviços de saúde é fundamental para identificar fragilidades e induzir melhorias. No SUS, fazem parte do Sistema de Avaliação para a Qualificação do SUS: o PMAQ-AB e o PNASS. Objetivos: Avaliar a qualidade dos componentes pré-hospitalares fixos da rede de urgência e emergência em Macrorregiões de Saúde brasileiras. Metodologia: foi realizado um estudo transversal retrospectivo exploratório de dados secundários, com abordagem quantitativa, a partir dos bancos de dados do PNASS e do terceiro ciclo do PMAQ-AB; construída uma tipologia da qualidade das UPAs e do acolhimento na APS; calculadas as notas médias da qualidade do conjunto delas em cada Macrorregião de Saúde; realizada análise de clusters por meio da ligação de Ward; comparados os indicadores por cluster utilizando os testes de Kurskall-Wallis e de Nemenyí; e realizado estudo do comportamento de variáveis sócio-demográficas-assistenciais em cada um. Para as análises estatísticas, foi utilizado o Programa R versão 4.0.3. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFMG (em 30/05/12, registro nº 28804). Resultados: Fizeram parte do estudo 280 UPAs, 21.182 UBS e 27.335 equipes, localizadas em 74 Macrorregiões de Saúde. O indicador geral da qualidade dos componentes pré-hospitalares fixos da RUE apresentou média geral de 0,687. A nota média da qualidade da UPA (0,61) foi positivamente influenciada pelos indicadores da Assistência Farmacêutica (0,824) e Atenção Imediata à Urgência e Emergência (0,790) e teve os piores resultados nos de Gestão de Contratos (0,480), Planejamento e Organização (0,493) e Modelo Organizacional (0,493). A nota média da qualidade da APS foi de 0,783, e as dimensões Articulação com a Rede (0,953), Acolhimento (0,939) e Procedimentos (0,939) foram as mais bem avaliadas. Por sua vez, Exames (0,492) e Medicamentos (0,602) apresentaram baixa nota. As Macrorregiões de Saúde foram alocadas em três clusters. O Cluster 3 (0,81) obteve nota média bem superior à dos clusters 1 (0,64) e 2 (0,63). Observou-se qualidade inferior de tais componentes da RUE no Cluster 1, que apresenta maior vulnerabilidade social. A correlação de Sperman também indicou uma relação inversa entre a qualidade dos indicadores e as condições sócio-demográficas-assistenciais.
Abstract
Assunto
Saúde Pública, Assistência à Saúde, Atenção Primária à Saúde, Emergências, Avaliação em Saúde
Palavras-chave
Saúde Pública, Assistência à Saúde, Atenção Primária à Saúde, Emergências, Avaliação em Saúde, Redes de Atenção