Eventos adversos a medicamentos e efetividade do tratamento em pacientes com mieloma múltiplo: coorte histórica de pacientes tratados no Sistema Único de Saúde

dc.creatorLaura Beatriz Fonseca
dc.date.accessioned2025-10-09T15:39:18Z
dc.date.issued2025-08-06
dc.description.abstractIntroduction: Multiple myeloma (MM) is an incurable hematologic cancer marked by clonal plasma cell proliferation and systemic complications. MM has shown increasing incidence and mortality, especially in Latin American countries such as Brazil. Treatment has advanced with the incorporation of new therapeutic agents; however, these regimens are still associated with significant adverse events (AEs), and access to emerging therapies in the public healthcare system remains unequal. Aim: The present study aimed to evaluate the factors associated with overall survival (OS) and AEs in a cohort of patients initiating treatment for MM. Methods: This is a historical cohort study conducted at a public onco-hematology center in Belo Horizonte, Brazil, including patients diagnosed with MM who initiated treatment between 2018 and 2022. Data were retrospectively collected from medical records and analyzed using Statistical Analysis System (SAS®) OnDemand for Academics. The primary outcomes were treatment-related AEs, including peripheral neuropathy, thromboembolism, cardiotoxicity, and hematologic toxicities. Secondary outcomes included OS and time to next treatment (TTNT). Variables analyzed included age, sex, comorbidities, polypharmacy, International Staging System (ISS) stage, treatment regimen, autologous stem cell transplant, and treatment response. Statistical analyses involved descriptive statistics, Kaplan-Meier (KM) survival curves with log-rank test, Cox proportional hazards models, and estimation of cumulative incidence and incidence rates of AEs during first-line treatment. Results: Most patients were male (57.1%), aged 65 or less (53.3%), with high rates of comorbidities (75.2%) and polypharmacy (58.1%). At the time of diagnosis, more than one-third (38.1%) presented with advanced disease (ISS stage III). First-line regimens included immunomodulatory drugs (IMiDs), proteasome inhibitors (PIs). Autologous stem cell transplantation (ASCT) was performed in 28.6% of cases. A partial or very good partial response was achieved by 59.0% of patients. KM analysis estimated mean OS at 21.6 months (SD=16.4) and showed significantly reduced survival in patients without ASCT (p<0.05), indicated by Cox regression (HR=8.15; 95% CI: 1.07–62.17). AEs occurred in 83.8% of patients, and peripheral neuropathy was the most common (69.5%), particularly among patients treated with IMiDs and PIs. Conclusion: This study provides relevant real-world data on MM patients treated in the SUS. Results indicate the effectiveness of current MM treatments in Brazil, highlight the prognostic benefit of ASCT, and underscore the need for early transplantation and monitoring of toxicities.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/548
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso aberto
dc.subject.otherMieloma múltiplo
dc.subject.otherTransplante de células-tronco hematopoéticas
dc.subject.otherEventos adversos
dc.subject.otherEfetividade
dc.subject.otherImunomoduladores
dc.subject.otherInibidores de proteassoma
dc.titleEventos adversos a medicamentos e efetividade do tratamento em pacientes com mieloma múltiplo: coorte histórica de pacientes tratados no Sistema Único de Saúde
dc.title.alternativeAdverse events and treatment effectiveness in patients with multiple myeloma: A historical cohort of patients treated in the Brazilian Unified Health System
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Adriano Max Moreira Reis
local.contributor.advisor-co1Paula Lana de Miranda Drummond
local.contributor.advisor-co1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4412547750108123
local.contributor.advisor-co1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7325762651552424
local.contributor.advisor1Cristiane Aparecida Menezes de Pádua
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0999148325656924
local.contributor.referee1Cristiane de Paula Rezende
local.contributor.referee1Giovana Paula Rezende Simino
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/5963301381027392
local.description.resumoIntrodução: Mieloma múltiplo (MM) é um câncer hematológico incurável caracterizado pela proliferação clonal de plasmócitos e por complicações sistêmicas. O MM tem crescente incidência e mortalidade, especialmente em países da América Latina como o Brasil. O tratamento tem avançado com a incorporação de novos agentes terapêuticos, no entanto, esses esquemas ainda estão associados a eventos adversos (EAs) significativos e o acesso às terapias emergentes no sistema público permanece desigual. Objetivo: O presente estudo teve como objetivo avaliar os fatores associados à sobrevida global (SG) e aos EAs em uma coorte de pacientes iniciando tratamento para MM. Métodos: Trata-se de um estudo de coorte histórica, realizado em um centro público de onco-hematologia da cidade de Belo Horizonte, com pacientes diagnosticados com MM, que iniciaram tratamento entre 2018 e 2022. Os dados foram coletados retrospectivamente a partir dos prontuários e analisados com o software Statistical Analysis System (SAS®) OnDemand for Academics. Os desfechos primários foram os eventos adversos relacionados ao tratamento, incluindo neuropatia periférica, tromboembolismo, cardiotoxicidade e toxicidades hematológicas. Também foram avaliados os desfechos SG e tempo até o próximo tratamento (TTNT). Foram analisadas variáveis como idade, sexo, comorbidades, polifarmácia, Sistema de Estadiamento Internacional (ISS), esquema terapêutico, uso de transplante e resposta ao tratamento. As análises estatísticas incluíram medidas descritivas, curvas de Kaplan-Meier (KM) com teste log-rank, modelo de riscos proporcionais de Cox e cálculo da incidência acumulada e taxas de eventos adversos durante a primeira linha de tratamento. Resultados: A maioria dos pacientes era do sexo masculino (57,1%), com idade igual ou inferior a 65 anos (53,3%), apresentando altas taxas de comorbidades (75,2) e polifarmácia (58,1). No momento do diagnóstico, mais de um terço (38,1%) apresentava doença avançada (ISS III). Os esquemas de primeira linha incluíram imunomoduladores (IMiDs) e inibidores de proteassoma (IPs). O transplante autólogo de células-tronco (TCTH) foi realizado em 28,6% dos casos. Uma resposta parcial ou resposta muito boa parcial foi alcançada por 59,0% dos pacientes. A análise de KM estimou a média de SG em 21,6 meses (EP=16,4) e demonstrou redução significativa da sobrevida em pacientes que não realizaram TCTH (p<0,05), conforme indicado pela regressão de Cox (HR=8,15; IC 95%: 1,07–62,17). EAs ocorreram em 83,8% dos pacientes e neuropatia periférica foi mais comum (69,5%), especialmente entre pacientes tratados com IMiDs e IPs. Conclusão: Este estudo fornece dados relevantes de mundo real sobre pacientes com MM tratados no SUS. Os resultados indicam a efetividade dos tratamentos atuais para MM no Brasil, destacam o benefício prognóstico do TCTH e reforçam a necessidade de transplante precoce e monitoramento dos EAs.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFARMACIA - FACULDADE DE FARMACIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Medicamentos e Assistencia Farmaceutica
local.subject.cnpqCIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVA::EPIDEMIOLOGIA

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