Os doze sons e a cor nacional: conciliações estéticas e culturais na produção musical deCésar Guerra-Peixe (1944 - 1954)

dc.creatorAna Claudia de Assis
dc.date.accessioned2019-08-13T20:45:36Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:23:34Z
dc.date.available2019-08-13T20:45:36Z
dc.date.issued2006-03-17
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/VCSA-6X5FEP
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectDodecafonismo (Música)
dc.subjectMúsica História e crítica
dc.subjectHistória
dc.subjectGuerra-Peixe, Cesar, 1914-1993
dc.subject.otherCésar Guerra Peixe
dc.subject.otherDodecafonismo
dc.subject.otherHistória
dc.subject.otherMúsica
dc.titleOs doze sons e a cor nacional: conciliações estéticas e culturais na produção musical deCésar Guerra-Peixe (1944 - 1954)
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Richard Marin
local.contributor.advisor1Regina Horta Duarte
local.contributor.referee1Angela de Castro Gomes
local.contributor.referee1Carlos Elias Kater
local.contributor.referee1Eliana Regina de Freitas Dutra
local.contributor.referee1Rodrigo Patto Sa Motta
local.description.resumoDurante a década de 40 e primeira metade dos anos 50 do século XX, o ambiente musical erudito brasileiro empreendeu um dos mais significativos debates acerca da criação musical. Este debate, moldado e alimentado por diversas conjunturas históricas daquele período, teve como estímulo inicial a chegada do dodecafonismo no Rio de Janeiro, adotado quase que de imediato por jovens compositores, membros do Grupo Música Viva (1939- 1952). César Guerra-Peixe, em 1944, ao optar pelo dodecafonismo assumiu, assim como seus colegas do Música Viva, uma posição de compositor esteticamente anti-nacional, afastando-se de uma tradição fundada na segunda metade do século XIX e prolongada até a primeira metade do século XX. A opção pelo dodecafonismo implicava propor novos valores estéticomusicais para o público brasileiro, este habituado à afinação nacionalista, às consonâncias da música tradicional européia e aos ritmos da música popular. Porém, adotar a técnica dos doze sons de forma ortodoxa significava, para o compositor, distanciar-se do diálogo com sua cultura. Era preciso flexibilizá-la, imprimindolhe uma cor nacional. A interpretação da música dodecafônica de Guerra-Peixe, presente neste trabalho, parte do pressuposto de que a música é uma prática constituída no diálogo entre o compositor e seu tempo. Ela não é apenas um espelho sobre o qual a sociedade pode ser refletida, mas, antes, é parte dessa sociedade. Nesta perspectiva, a música dodecafônica de Guerra-Peixe constitui-se através de um diálogo polifônico em processo contínuo de auto-alteração, entre odesejo individual do artista e a multiplicidade criadora própria de sua cultura.
local.publisher.initialsUFMG

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