Neuropatia supraescapular em atletas de voleibol: repercussões biomecânicas e lesões associadas
Carregando...
Arquivos
Data
Autor(es)
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Monografia de especialização
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Resumo
A neuropatia supraescapular é uma lesão neural periférica que pode ter causas
etiológicas como trauma ou sobrecarga repetitiva. A atrofia do músculo infra-espinhoso
decorre dessa condição, e é observada em cerca de 20% dos atletas de voleibol. O
mecanismo de trauma mais observado nessa população é por sobrecarga, devido à intensa
repetição de movimentos observada nesse esporte. O nervo supraescapular é tensionado
durante a fase de desaceleração do gesto esportivo do voleibol, na qual o úmero posiciona se em rotação interna e adução da articulação glenoumeral. A biomecânica observada no
voleibol durante o gesto esportivo do saque e da cortada necessita da função adequada do
manguito rotador para ocorrer da forma ideal. Na presença da neuropatia supraescapular,
os músculos supraespinhoso e infraespinhoso que compõem o manguito rotador
encontram-se fracos, a execução correta dos movimentos não é observada,
comprometendo a integridade das estruturas ao redor como tendões e ligamentos. A
fraqueza desses músculos gera compensações biomecânicas que visam manter a
funcionalidade do sistema, como sobrecarga de músculos adjacentes (deltóide, trapézio
superior). No entanto, nem sempre as compensações são eficazes, e por vezes levam à
lesões. As lesões associadas mais comumente observadas são as tendinopatias de
manguito rotador, síndrome do impacto e bursite subacromial. O aparecimento dessas
lesões pode servir como alerta para diagnosticar a neuropatia supraescapular, visto que ela
é uma patologia pouco sintomática.
Abstract
Suprascapular neuropathy is a peripheral nerve damage that may have root causes
such as trauma or repetitive overhead. The atrophy of the infraspinatus muscle stems of
this condition, and is seen in about 20% of volleyball players. The mechanism of injury is
most commonly observed in this population is the overload, due to the intense repetition of
movements observed in this sport. The supraescapular nerve is stretched during the
deceleration phase of the action sports of volleyball, in which humerus is positioned in
internal rotation and adduction of the glenohumeral joint. The observed biomechanics in
volleyball during the sports gesture drawing and cut the need of proper function of the
rotator cuff to occur optimally. In the presence of supraescapular neuropathy,
supraspinatus and infraspinatus muscles comprising the rotator cuff are weak, the
correctness of the movements is not observed, compromising the integrity of surrounding
structures such as tendons and ligaments. The weakness of these muscles generates
biomechanical compensations for preserving the system’s functionality, such as overload
of adjacent muscles (deltoid, upper trapezius). However, the rewards are not always
effective, and sometimes lead to injury. Associated injuries are the most commonly
observed tendinopathies of the rotator cuff, impingement syndrome and subacromial
bursitis. The appearance of these lesions may serve as a warning to diagnose
supraescapular neuropathy, since it is a rare disease symptoms.
Assunto
Palavras-chave
Ombro, Biomecânica, Voleibol, Lesões do esporte, Neuropatia supraescapular