Avaliação da compreensão de leitura no início dos anos escolares : um estudo com crianças falantes do português brasileiro

dc.creatorÂngela de Carvalho Ribeiro
dc.date.accessioned2024-12-19T15:15:15Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:22:52Z
dc.date.available2024-12-19T15:15:15Z
dc.date.issued2021-07-14
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/78785
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectPsicologia - Teses
dc.subjectCompreensão na leitura - Teses
dc.subjectLeitura - Teses
dc.subject.otherCompreensão da leitura
dc.subject.otherLeitura
dc.subject.otherVisão simples da leitura
dc.titleAvaliação da compreensão de leitura no início dos anos escolares : um estudo com crianças falantes do português brasileiro
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Cláudia Cardoso Martins
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9555963022676364
local.contributor.referee1Julia Beatriz Lopes Silva
local.contributor.referee1Marcia Maria Peruzzi Elia da Mota
local.creator.Latteshttps://lattes.cnpq.br/6064040222596820
local.description.resumoIntrodução e Objetivo. A leitura é uma atividade cognitiva complexa que envolve diversos processos cognitivos e tem como objetivo primordial a compreensão. De acordo com a Visão Simples da Leitura (Gough & Tunmer, 1986), a compreensão da leitura é o produto de duas habilidades: a decodificação e a compreensão da linguagem oral. Embora não existam dúvidas de que essas habilidades são absolutamente necessárias para a compreensão da leitura, há evidência de que sua contribuição varia em função de vários fatores. Um fator importante é o formato do teste que é utilizado para avaliar a compreensão da leitura. Por exemplo, enquanto variações na decodificação contribuem mais para o desempenho em testes de compreensão leitora do tipo Cloze do que variações na compreensão da linguagem, o contrário parece ocorrer para testes que avaliam a compreensão leitora através de perguntas abertas sobre o texto lido (ver, e.g., Keenan, Betjemann & Olson, 2008). O presente estudo avalia em que medida esses resultados podem ser generalizados para crianças aprendendo a ler em Português Brasileiro nos anos iniciais do ensino fundamental. Participantes. 118 crianças matriculadas em escolas particulares de Belo Horizonte participaram do estudo (idade média no início do estudo = 8,32 anos; DP = 0,57; QI médio = 111,20, DP = 13,49). Procedimentos. O estudo foi longitudinal e as crianças foram avaliadas em duas ocasiões diferentes: no início do estudo, quando 51 estavam no 2o ano do ensino fundamental e 67 estavam no 3o ano, e aproximadamente 12 meses depois. Na primeira ocasião, as crianças foram submetidas a testes que avaliam a habilidade de decodificação e a compreensão da linguagem oral. A decodificação foi avaliada através do subteste de leitura do Teste de Desempenho Escolar - TDE (Stein, 1994) e de uma tarefa de fluência de leitura de palavras. A linguagem oral foi avaliada através dos subtestes do Índice de Compreensão Verbal do WISC-III (Wechsler, 2002). Na segunda avaliação, as crianças foram submetidas a três testes de compreensão leitora: dois testes do tipo cloze – o Teste de Idade de Leitura - TIL (Sucena e Castro, 2010) e o Teste Cloze (Santos, 2005) – e o Subteste de Compreensão de Leitura do Teste de Leitura e Escrita em Espanhol (LEE; Defior-Citoler, Fonseca e Gottheil, 2006), o qual inclui três textos (um narrativo e dois expositivos) seguidos por questões abertas, literais e inferenciais, sobre os textos. Resultados: Análises de regressão múltipla foram realizadas para avaliar a contribuição da decodificação, da compreensão verbal e do nível de escolaridade da criança para a compreensão leitora, separadamente para os três testes. Os resultados mostraram que, enquanto a decodificação contribuiu mais do que a compreensão verbal para as diferenças individuais no TIL (f² de Cohen = 1,38 e 0,03, respectivamente) e no Cloze (f² de Cohen = 0,34 e 0,09, respectivamente), o contrário ocorreu para o Lee (f² de Cohen = 0,20 e 0,58, respectivamente). Com exceção do TIL, em que a interação entre o ano escolar e compreensão verbal foi significativa, a contribuição da decodificação ou da compreensão verbal não variou em função do nível de escolaridade da criança. Discussão: Esses resultados confirmam os resultados de estudos anteriores e sugerem que testes do tipo Cloze são inapropriados para avaliar a compreensão da leitura, pois o conteúdo desses testes é, em geral, relativamente simples e dependem, quase que totalmente, da habilidade de decodificação do leitor. Por outro lado, testes como o Lee, em que a compreensão da leitura é avaliada através de perguntas abertas sobre textos que apresentam novas informações, parecem mais apropriados para avaliar a compreensão da leitura propriamente dita. As implicações desses resultados para a avaliação da compreensão leitora são discutidas.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAF - DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-graduação em Psicologia: Cognição e Comportamento

Arquivos

Pacote original

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
pdfa_Dissertação_Angela de Carvalho Ribeiro_1.pdf
Tamanho:
609.72 KB
Formato:
Adobe Portable Document Format

Licença do pacote

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
license.txt
Tamanho:
2.07 KB
Formato:
Plain Text
Descrição: