Aplicação de proteínas toleradas por via subcutânea ou tópica melhora a cicatrização de feridas cutâneas em camundongos
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Resumo
O reparo de lesões na pele depende de interações entre vários tipos de células que resultam em inflamação local e ativação, migração e proliferação de queratinócitos, fibroblastos, células endoteliais e leucócitos. Através da tolerância oral, fenômeno imunológico que ocorre após a ingestão de proteínas, é possível inibir a produção de anticorpos e a reduzir a inflamação. Trabalhos anteriores mostraram que uma injeção intraperitoneal de proteínas previamente ingeridas em adjuvante, minutos antes de uma lesão na pele de camundongos, reduz a inflamação e melhora a cicatrização. O objetivo deste trabalho foi avaliar se outras duas vias de aplicação - a injeção por via subcutânea (s.c.) e a aplicação tópica - de proteínas previamente ingeridas também melhoram a cicatrização de feridas. Utilizamos duas proteínas: Zeina, que está presente na ração dos camundongos; Ovalbumina, que foi adicionada à água dos camundongos e oferecida por 3 dias consecutivos, antes das lesões na pele. Duas lesões excisionais foram realizadas na pele do dorso de camundongos C57BL/6 machos, com 8 semanas de idade, utilizando um punch dermatológico de 6 mm, sob anestesia. A aplicação s.c. foi feita uma única vez na base da cauda, minutos antes das lesões na pele. O tratamento tópico foi aplicado nas feridas durante sete dias consecutivos. Grupos controle não tolerantes receberam aplicações parenterais de Ovalbumina ou veículo. A cicatrização das feridas foi analisada macroscopicamente e microscopicamente após coloração com H&E, Azul de toluidina ou Alcian Blue-Safranina, Tricrômico de Masson, Picrosirus Red e Resorcina-Fucsina de Weigert. A quantidade e distribuição de leucócitos (CD45), macrófagos (F4/80), linfócitos T (CD3), miofibroblastos (α-SMA) e Vimentina foi investigada no leito da lesão, por imunofluorescência. Análises macroscópicas mostraram menos inflamação e cicatriz mais suave nos animais que receberam aplicação de proteínas toleradas. Análises microscópicas no dia 7 após a lesão mostraram menor infiltrado inflamatório nos grupos que receberam aplicação de proteínas toleradas. Aos 40 e 60 dias após a lesão, a
organização da matriz extracelular na neoderme dos grupos que receberam aplicação de proteínas toleradas estava mais semelhante à da pele intacta. Concluímos que a aplicação de proteínas toleradas diminui a inflamação e melhora a cicatrização de lesões cutâneas independentemente da via de aplicação.
Abstract
Skin wound healing depends on interactions between many types of cells that result in
local inflammation and activation, migration and proliferation of keratinocytes, fibroblasts,
endothelial cells and leukocytes. Through oral tolerance, an immunological phenomenon
that occurs after protein intake, it is possible to inhibit the production of antibodies and
reduce inflammation. Previous works have shown that an intraperitoneal injection of orallytolerated proteins plus adjuvant, minutes before skin injuries in mice, reduces inflammation
and improves wound healing. Herein we evaluated whether two other routes of application
- subcutaneous injection (s.c.) and topical application - of previously ingested proteins also
improve wound healing. We used two different proteins: Zein that is a regular component
of mice chow; and Ovalbumin that was added in the water offered to the mice for 3
consecutive days, before skin lesions. Two excisional lesions on the dorsal skin were
performed in 8-week-old male C57Bl/6 mice with a 6 mm dermatological punch, under
anesthesia. One s.c. application of the previously ingested proteins, in adjuvant, was made
at the base of the tail, minutes before the lesions. Topical treatment with the previously
ingested proteins, without adjuvant, was applied to the wounds for seven consecutive
days. Non-tolerant control groups received treatment with the previously ingested proteins
or vehicle. Wound healing was analyzed macroscopically and microscopically after
staining with H&E, toluidine blue, Alcian Blue-Safranin, Masson's Trichrome, Picrosirus
Red and Weigert's Resorcin-Fuchsin. The amount and distribution of leukocytes (CD45),
macrophages (F4 / 80), T lymphocytes (CD3), myofibroblasts (α-SMA) and Vimentin was
investigated in the wound bed by immunofluorescence. Macroscopic analyzes showed
less inflammation and scarless healing in animals that received application of the tolerated
proteins. Microscopic analyzes on day 7 after the injuries showed reduced inflammatory
infiltrate in the groups that received application of tolerated proteins. At 40 and 60 days
after the injuries, the organization of the extracellular matrix in neodermis of the groups
that received application of tolerated proteins was more similar to that of intact skin. We
conclude that the application of tolerated proteins decreases inflammation and improves
the healing of skin lesions regardless of the route of application.
Assunto
Biologia Celular, Pele, Inflamação, Matriz Extracelular, Ovalbumina, Zeina, Tolerância Imunológica
Palavras-chave
reparo de lesão, tolerância imunológica, pele, inflamação, matriz extracelular, Ovalbumina, Zeina
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