Inventário de miudezas: crônica recombinante, procedimentos recreativos e estética da decepção em Hilda Hilst
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tese de doutorado
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Leandro Garcia Rodrigues
Marcelino Rodrigues da Silva
Aline Leal Fernandes Barbosa
Cláudia Crisitna Maia
Marcelino Rodrigues da Silva
Aline Leal Fernandes Barbosa
Cláudia Crisitna Maia
Resumo
Esta tese tem como objetivo analisar a edição 132 crônicas: Cascos & carícias e outros escritos (2018), de Hilda Hilst, com foco nos processos criativos e de arquivamento da escritora, examinados de acordo com a concepção de um inventário incidental, apreendido como formato arquivístico do livro. Inicialmente, pretende-se conceber como inventário o gesto de compilação e autocitação de Hilst nas crônicas de jornal escritas entre 1992 e 1995 no Correio Popular de Campinas (SP). Para embasamento teórico da tese, recorro aos estudos de Reinaldo Marques (2015) sobre o trabalho com arquivos literários, associando o pesquisador de acervos de escritores ao ofício do contador de histórias a partir de documentos e outros achados utilizados. Também menciono Jacques Derrida (2001) ao utilizar o princípio de consignação, a fim de conjugar o estudo das crônicas aos documentos primários miúdos e dispersos (bilhetes, cartas dos leitores, recortes de jornal, datiloscritos, escritos esparsos de agendas e cadernos) que estão sob a guarda do Centro de Documentação Cultural Alexandre Eulálio (CEDAE) da Unicamp. Quanto à acepção de inventário e suas relações com a literatura, valho-me de reflexões teóricas contidas nos trabalhos de Maria Esther Maciel (2009) e Kelvin Falcão Klein (2013). Assim, no primeiro capítulo, trato do formato crônica recombinante para ler a proposta organizacional e funcional do texto no jornal, que acopla textos poéticos em sua composição, nomeados aqui como poesia de brinde. Devido a isso, compreendo que há certo movimento colecionista presente na migração e na disponibilização revista e repaginada da obra hilstiana no Correio Popular. Aspectos visíveis também em seis crônicas inéditas em livro, localizadas em minha pesquisa, e presentes no CEDAE e no Centro de Memória da Unicamp (CMU). Já no segundo capítulo, a partir das leituras teóricas sobre almanaque desenvolvidas por Vera Casa Nova (2010) e Margareth Park (1999), busco aproximar comparativamente a forma de composição das crônicas hilstianas aos procedimentos próprios dos almanaques de farmácia, evidenciando semelhanças e diferenças. Em um breve diálogo com a estética da recepção, a tese se encerra com o exame de uma estética da decepção muito presente nos textos cronísticos e nas entrevistas de Hilda Hilst, procurando articular o verbo “inventariar” a uma performance discursiva megalômana como saída para o ressentimento diante da recepção decepcionante proveniente dos leitores medianos do jornal. Para isso, são analisadas cartas de leitores das crônicas guardadas no CEDAE. Em suma, busca-se investigar o gesto arquivístico e inventariante de Hilda Hilst por meio de crônicas, entrevistas e documentos mínimos encontrados em seu arquivo público.
Abstract
Assunto
Hilst, Hilda – Crítica e interpretação, Crônicas brasileiras – História e crítica, Escritoras brasileiras – Arquivos
Palavras-chave
Arquivo de escritora, Hilda Hilst, Procedimentos criativos, Crônica, Inventário
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