Filogenia e classificação de Megachile Latreille, 1802 grupo Pseudocentron, sensu Mitchell, 1980
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tese de doutorado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Adalberto José dos Santos
Antônio José Camillo de Aguiar
Kirstern Lica Folllman Haseyama
Paulo Christiano de Anchietta Garcia
Antônio José Camillo de Aguiar
Kirstern Lica Folllman Haseyama
Paulo Christiano de Anchietta Garcia
Resumo
Megachile Latreille é o gênero mais diversificado de Megachilidae, com mais
de 1100 espécies e 58 subgêneros atualmente reconhecidos, encontradas em vários
tipos de habitats. É um gênero taxonomicamente pouco conhecido e as relações
filogenéticas entre os seus subgêneros são mal compreendidas. A maioria dos
subgêneros ainda não foi revisada e muitas espécies não foram adequadamente
associadas a nenhum dos subgêneros conhecidos. O grupo genérico Pseudocentron
foi reconhecido por Mitchel (1980) e tem sido sustentado por alguns autores como um
grupo natural, embora nenhum estudo filogenético tenha sido realizado até então. No
primeiro capítulo dessa tese, com o objetivo de investigar as relações filogenéticas
entre os subgêneros que formam esse grupo, foi confeccionada uma matriz com 74
terminais e 208 caracteres referentes à morfologia de machos e fêmeas, incluindo a
genitália dos machos e esternitos associados. Os caracteres foram analisados
utilizando pesos iguais e pesos implícitos com o programa TNT. Os resultados
sugerem o monofiletismo do grupo Pseudocentron, com o clado formado por
Leptorachis e Acentron aparecendo com grupo irmão dos demais representantes.
Moureapis aparece como grupo irmão do clado formado por (Melanosarus e
Pseudocentron clado 1) + Pseudocentron clado 2. Aqui, é sugerida a sinonimização de
Acentron com Leptorachis; a confirmação da sinonímia, proposta por Michener, de
Leptorachina, também com Leptorachis; e a validação dos subgêneros Moureapis e
Melanosarus. Os resultados indicam que o subgênero Pseudocentron pode ser
reconhecido como dois subgêneros distintos (tratados aqui como Pseudocentron
grupo 1 e grupo 2, respectivamente). O segundo capítulo apresenta a revisão das
espécies do subgênero Pseudocentron que ocorrem na região sudeste do Brasil.
Foram validadas 12 espécies e descritas três novas: M. (P.) riodocesis, M. (P.)
cosvera e M. (P.) ceciliae. Novas sinonímias foram propostas: M. perita Mitchell, 1930
e M. delectus Mitchell, 1930 são sinônimos juniores de M. botucatuna Schrottky, 1913.
M. timida Mitchell, 1930 é sinônimo júnior de M. rubricata Smith, 1853. A partir dos
resultados obtidos, propôs-se uma chave de identificação das 15 espécies com
ocorrência na região Sudeste. No terceiro capítulo, realizou-se uma compilação de
todos os casos de ginandromorfismo documentados para as espécies de Megachile
(Pseudocentron). No estudo, descreveu-se o primeiro caso de para M. (P.) rubricata,
sendo, este, o terceiro para o subgênero. O ginandromorfo apresenta o padrão de
distribuição em mosaico de caracteres masculinos e femininos, o mais comum para
Megachile.
Abstract
Megachile Latreille is the most diverse genus of Megachilidae bees, with more than
1100 species and 58 subgenera currently recognized; it is found in a wide diversity of
habitats through the world. The genus is taxonomically poorly known and its
phylogenetic relationships are barely understood. Most subgenera have not been
revised and many species still needs a correct association to the valid subgenera. The
Pseudocentron generic group was recognized by Mitchell (1980) and it has been
supported by many authors as a natural group, although no phylogenetic studies have
been carried out so far. In the first chapter of this thesis, with the aim of investigate the
phylogenetic relationships of this group of subgenera, a matriz was built with 74
terminals and 208 characters of external morphology of males and females, including
the male genitalia and associated sternites. The characters were analysed using equal
and implied weighting with the software TNT. The results suggest the monophyly of the
Pseudocentron group, with the clade consisting of Leptorachis and Acentron appearing
as sister group of the remaining subgenera. Moureapis appears as sister group of the
clade consisting of (Melanosarus e Pseudocentron clade 1) + Pseudocentron clade 2.
Here, we suggest the synonymization of Acentron with Leptorachis; the confirmation of
the synonymy, proposed by Michener (2000), of Leptorachina, also with Leptorachis;
and the validation of the subgenera Moureapis and Melanosarus. The results also
suggest that Pseudocentron subgenus should be recognized as two distinct subgenera
(treated here as Pseudocentron clade 1 and clade 2, respectively). New combinations
were proposed as follows: M. (Cressoniella) costaricesis Friese and M.
(Pseudocentron) manaosensis Schrottky. The second chapter presents the review of
the species of Pseudocentron subgenus that occurs in southeastern Brazil. We
validated 12 species and described three new: M. (P.) riodocesis, M. (P.) cosvera and
M. (P.) ceciliae. New synonyms were suggested: M. perita Mitchell, 1930 e M. delectus
Mitchell, 1930 are junior synonyms of M. botucatuna Schrottky, 1913. M. timida
Mitchell, 1930 is junior synonym of M. rubricata Smith, 1853. We propose an
identification key to the 15 speciess occurring in southeastern region. In the last
chapter, we performed a compilation of the gyandromorphism cases documented in the
literature for Megachile (Pseudocentron) species. In this study, we described the first
case for M. (P.) rubricata, the third for the subgenus. The ginandromorph shows a
mosaic pattern of male and female characteristics, the most commom in Megachile
bees.
Assunto
Zoologia, Abelhas, Filogenia
Palavras-chave
Zoologia
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