Efeito da superioridade numérica e do foco atencional no número de escaneamentos visuais sem bola e no desempenho do passe em pequenos jogos no futebol

Carregando...
Imagem de Miniatura

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Federal de Minas Gerais

Descrição

Tipo

Dissertação de mestrado

Título alternativo

Primeiro orientador

Membros da banca

Bruno Filipe Rama Travassos
Vitor Leandro da Silva Profeta

Resumo

O escaneamento visual sem bola consiste em um movimento de pescoço realizado para identificar informações importantes no futebol. Apesar da importância desse tópico, a literatura é escassa com relação à manipulação de pequenos jogos para o treinamento do escaneamento visual. Dessa forma, os objetivos do estudo foram comparar o número de escaneamentos visuais sem bola em pequenos jogos com diferentes modificações e verificar se há associação entre o foco atencional e o resultado do passe em pequenos jogos. Trinta e seis atletas da categoria sub-15 de três clubes de Belo Horizonte participaram das coletas. O estudo aconteceu durante quatro dias em cada clube: no primeiro dia, foi feita a familiarização com os pequenos jogos e suas regras; nos dias seguintes, cada jogador participou de dois pequenos jogos, um com superioridade numérica e outro com igualdade numérica. Além disso, em cada dia de coleta, os jogadores foram direcionados a seguir uma instrução fornecida previamente ao pequeno jogo, sendo um dia com instrução voltada para o foco interno (movimente o pescoço), um dia com instrução voltada para o foco externo (busque por colegas livres), e outro dia sem instrução relacionada ao escaneamento. A ordem dos protocolos foi aleatorizada e os jogos foram gravados utilizando dois drones DJI Mini. Para comparar o número de escaneamentos visuais sem bola entre as condições experimentais, foram utilizadas as Equações de Estimativas Generalizadas (GEE) com o post-hoc de Holm-Bonferroni. Como tamanho de efeito, adotou-se d de Cohen para cada par. Para identificar se há associação entre o foco atencional e o resultado do passe, foi conduzida uma regressão logística binária. Para todas as análises, o nível de significância adotado foi p ≤ 0,05. O GEE identificou interação entre os fatores (p < 0,001). Com o nível “igualdade numérica” fixado, o número de escaneamentos visuais nos jogos com foco interno foi maior do que nos jogos sem foco (p = 0,04; d = 4,07; efeito grande). Além disso, com o nível “superioridade numérica” fixado, o número de escaneamentos visuais foi maior nos jogos sem foco do que nos jogos com foco interno (p = 0,02; d = 4,27; efeito grande). Por fim, com o nível “sem foco” fixado, o número de escaneamentos visuais nos jogos com superioridade numérica foi maior que nos jogos com igualdade numérica (p < 0,001; d = 5,45; efeito grande). Não foi identificada associação entre foco atencional e o resultado do passe. Conclui-se então que, neste estudo, os jogos com igualdade/foco interno e superioridade/sem foco geram mais escaneamentos visuais sem bola. Além disso, não há associação entre o tipo de foco atencional e o resultado do passe.

Abstract

The scanning behavior consists of neck movements performed to search for relevant information in soccer. Despite the relevance of this topic, literature regarding the manipulation of small-sided games for the training of visual scanning is scarce. Therefore, the objectives of this study were to compare the number of scanning actions in small-sided games with different modifications, and to verify whether there is an association between attentional focus and pass outcome in small-sided games. Thirty-six under-15 athletes from three clubs in Belo Horizonte participated in the data collection. The study took place over four days at each club: on the first day, players were familiarized with the small-sided games and their rules; on the following days, each player participated in two small-sided games, one with numerical superiority and the other with an equal number of players. Furthermore, on each data collection, players were told to follow instructions provided prior to the small-sided game: one day with instructions related to the internal focus (move your neck), one day with instructions related to the external focus (look for available teammates), and one day without instructions related to the scanning. The order of the protocols was randomized, and the games were recorded using two DJI Mini drones. To compare the number of visual scans without the ball in each situation, Generalized Estimating Equations (GEE) with the Holm-Bonferroni post-hoc test were used. As an effect size, Cohen’s d value was used. To identify whether there is an association between attentional focus and the pass outcome, binary logistic regression was used. A significance level of p ≤ 0,05 was defined for all analyses. The GEE identified an interaction between factors (p < 0,001). With the "numerical equality" level fixed, the number of visual scans in the internal focus was higher than in the no focus situation (p = 0.04; d = 4.07; large effect). Furthermore, with the "numerical superiority" level fixed, the number of visual scans was higher in the no focus situation than in the internal focus situation (p = 0.02; d = 4.27; large effect). Finally, with the "no focus" level fixed, the number of visual scans in the numerical superiority was higher than in the numerical equality small-sided games (p < 0.001; d = 5.45; large effect). No association was identified between attentional focus and pass outcome. Therefore, in this study, games with equality/internal focus and superiority/no focus promoted more scans without the ball. Furthermore, there is no association between the type of attentional focus and the pass outcome.

Assunto

Futebol – Treinamento técnico, Jogadores de futebol, Esportes – Treinamento técnico

Palavras-chave

Constraints-Led Approach; Abordagem Ecológica, Treinamento Esportivo, Exploração Visual.

Citação

Endereço externo

Avaliação

Revisão

Suplementado Por

Referenciado Por