Diagnóstico e caracterização da doença da dilatação Proventricular em Psitacídeos em Minas Gerais

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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A síndrome da dilatação do proventrículo (proventricular dilatation disease - PDD) é hoje uma doença emergente de ocorrência mundial e de caráter fatal. O Bornavírus aviário (ABV) foi identificado em 2008 como o agente etiológico de PDD, tendo sido comprovada a relação de causalidade entre a infecção por ABV e PDD em infecções experimentais. A doença e a infecção por ABV foram previamente descritas no Brasil, em 2010-2012, com a primeira detecção na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais. No biênio de 2015-2016, 46 psitacídeos cativos de espécies nativas e exóticas provenientes de criatórios e mantenedouros de fauna da região metropolitana de Belo Horizonte, de instituições privadas, do Laboratório de Pesquisa em Animais Silvestres (LAPAS) de Uberlândia e da casuística da rotina do Laboratório de Doenças das Aves da Escola de Veterinária – UFMG, foram examinados para diagnóstico da causa mortis. Foi realizado detecção molecular de ABV por RT-PCR e descrição das lesões post mortem por necropsia e histopatologia. Essas aves também foram submetidas ao diagnóstico diferencial por RT-PCR para os gêneros Alphavirus e Paramyxovirus. Dezenove aves recebidas em óbito (19/46 – 41,3%) foram avaliadas em exame histopatológico por apresentarem boa conservação post mortem. Como resultados, em nove (n=9; 19,6%) aves puderam-se observar lesões histopatológicas típicas para PDD (PDD positiva). Entretanto, em treze aves (13/46; 28,2%) com lesões macroscópicas características de PDD não houve confirmação histopatológica, sendo considerados quadros sugestivos de PDD. Em vinte e quatro aves (24/46; 52,2%) não foram encontradas alterações clínico-patológicas de PDD (PDD negativa). Considerando os resultados da RT-PCR para ABV, vinte e nove aves (29/46; 63%) avaliadas foram positivas, sendo que a maior sensibilidade foi observada utilizando os oligonucleotídeos para o gene que codifica a proteína da matriz (M) em comparação com o gene que codifica a proteína N (20/29 - 89,7%;3/29 - 10,3%). Entre as aves positivas para ABV por RT-PCR, onze aves (11/29; 38%) foram consideradas não doentes e portadoras do vírus. ABV foi associado à manifestação clínico-patológica de PDD em nove (9/46; 19,6%) aves avaliadas. No diagnóstico diferencial, duas aves (2/46; 4,3%) foram positivas na RT-PCR para gênero Alphavirus (EEV, vírus da encefalite equina), sendo detectado EEV em co-infecção com ABV em uma ave. Uma ave (1/46; 2,1%) foi positiva na RT-PCR para Paramyxovirus, embora a não conclusão do sequenciamento não permitiu o diagnóstico final. Os resultados apresentados no presente estudo confirmam a presença de ABV nos planteis de psitacídeos cativos da região metropolitana de Belo Horizonte, reforçam a associação de ABV e PDD, indicam a existência de aves portadoras saudáveis e de coinfecções.

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Ave, Psitacídeo

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