Desenvolvimento e valor nutritivo de fermentados de mandioca utilizando soro de leite ou vinhaça e iogurte natural para suínos em crescimento
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Dalton de Oliveira Fontes
Francisco Carlos de Oliveira Silva
Francisco Carlos de Oliveira Silva
Resumo
A alimentação de suínos representa, em um sistema de produtivo, cerca de 70 a 80% dos custos de produção e tem como a principal fonte energética o milho seco e moído, sendo este o responsável pela maior parte dos custos de produção de rações. Desta forma, tem sido uma grande preocupação a busca por alimentos alternativos ao milho, que possam melhorar os índices produtivos e econômicos nos sistemas de produção sem comprometer o desempenho animal (SILVA et al., 2008). Alguns países como Cuba, devido a questões políticas, o governo fornece cerca de 70% da alimentação dos suínos para os produtores, sendo os 30% restantes ficando a cargo dos suinocultores. Sendo assim, alguns produtores de suínos da região central deste país, tem utilizado um produto fermentado oriundo da ensilagem da mandioca e outros tubérculos na forma líquida com água e/ou resíduos agroindustriais e iogurte para alimentação de suínos (RODRÍGUES, 2007) devido ao alto custo e a indisponibilidade de determinados insumos. O Brasil se encontra em destaque na produção de mandioca, ocupando atualmente o segundo lugar na produção mundial deste tubérculo, com cerca de 12,7% do total produzido mundialmente, tendo como principais estados produtores: Pará, Paraná, Bahia, Maranhão, São Paulo e Acre (SEAPA, 2015).Na alimentação de suínos a utilização de produtos oriundos do processamento da mandioca são bem conhecidos, sendo os principais utilizados: farinha integral, farelo de raspas, mandioca fresca e farinha da parte aérea. O Brasil detém da maior produção mundial de álcool e açúcar obtidos a partir da cana de açúcar. O estado de Minas Gerais também tem se destacado pela grande produção de aguardente de cana. Ambos os processos industriais geram resíduos sólidos, como o bagaço, e líquidos, como a vinhaça ou vinhoto, que é o remanescente dos destiladores (ÚNICA, 2015). Após o término de cada destilação, a vinhaça deve ser retirada e descartada, para que nova remessa de caldo de cana fermentado entre no equipamento e o processo de fabricação prossiga. De maneira geral, cada litro de álcool produzido em uma destilaria gera entre 10 e 15 litros de vinhaça (CORTEZ et al., 1992). A vinhaça possui alto poder contaminante na razão de 12-16 m3/m3 de etanol fabricado. Este efluente alcança valores próximos a 80 Kg/m3 de Demanda Química de Oxigênio (DQO). É comumente encontrada a distribuição da vinhaça nas lavouras de cana de açúcar, como fertilizante diretamente no solo, mas este uso tem limitações, devido a sua acidez e concentração de elementos minerais. Existem alternativas para a utilização deste resíduo, que pode ser empregado na fertirrigação, produção de biogás, incineração em caldeiras especiais para obtenção de energia e para produzir leveduras (CAMHI, 1979). Outro resíduo muito importante nas atividades agroindustriais é o soro de leite que é oriundo da fabricação de queijos. De acordo com estimativas, para cada tonelada de soro despejado não tratado lançado por dia em um sistema de tratamento de esgoto, equivale à poluição diária de cerca de 470 pessoas (COSTA et al., 2014). Nos dias atuais há uma grande preocupação com a destinação destes resíduos agroindustriais. Sendo assim, inúmeros pesquisadores têm investido em estudos com o intuito de se utilizar alguns destes resíduos como ingredientes para alimentação animal. E o principal passo para se descobrir o real potencial destes resíduos é saber o que cada um deles contribui nutricionalmente para os animais. Diante disso, o objetivo com este trabalho foi desenvolver produtos fermentados a base de mandioca e resíduos da agroindústria brasileira e avaliar seu valor nutricional e energético para suínos em crescimento
Abstract
Assunto
Suino Alimentação e rações, Valor nutricional, Nutrição animal
Palavras-chave
Zootecnia