Literatura e política: a representação das elites pós-coloniais africanas em Chinua Achebe e Pepetela

dc.creatorFernanda Alencar Pereira
dc.date.accessioned2019-08-12T17:10:16Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:18:21Z
dc.date.available2019-08-12T17:10:16Z
dc.date.issued2012-08-03
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/ECAP-8WWJDP
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectColônias na literatura
dc.subjectLiteratura africana Aspectos políticos
dc.subjectAchebe, Chinua Man of the people Crítica e interpretação
dc.subjectLiteratura africana
dc.subjectLiteratura africana História e crítica
dc.subjectAchebe, Chinua No longer at ease Crítica e interpretação
dc.subjectPepetela, 1941- Geração da utopia Crítica e interpretação
dc.subjectPepetela, 1941- Predadores Crítica e interpretação
dc.subjectPós-colonialismo
dc.subjectAculturação África História
dc.subjectEspaço e tempo na literatura
dc.subject.otherPepetela
dc.subject.otherChinua Achebe
dc.subject.otherelites africana
dc.titleLiteratura e política: a representação das elites pós-coloniais africanas em Chinua Achebe e Pepetela
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Rita Olivieri-Godet
local.contributor.referee1Glaucia Renate Goncalves
local.contributor.referee1Maria Zilda Ferreira Cury
local.contributor.referee1Maria Nazareth Soares Fonseca
local.contributor.referee1Maria de Fátima Maia Ribeiro
local.description.resumoEsta tese apresenta um estudo crítico e comparativo dos romances No Longer at Ease (1960) e A Man of the People (1966), do escritor nigeriano Chinua Achebe, e de A geração da utopia (1992) e Predadores (2005), do angolano Pepetela. Por meio da análise dos contextos histórico, geográfico, político e literário que circundam e perpassam a tessitura dos referidos romances, propomos mostrar como ambos os escritores africanos apropriam-se do romance, gênero cosmopolita por excelência, para adaptá-lo às condições locais de produção do romance na África pós-colonial, de modo a expressar literariamente o (des)encontro entre metrópole e pós-colônia e o processo de (re)construção da nova nação. O que nos interessa nesses romances é refletir sobre que tipos de negociações e concessões os narradores precisam fazer para contar suas histórias. Para isso, estudamos o estatuto do narrador, a configuração dos personagens, a transformação do processo social em forma literária, a representação da nação e a linguagem convocada pelos autores para representar tal realidade. Enfocamos primordialmente os personagens que representam os novos 'burgueses' da fase póscolonial da Nigéria e de Angola, os quais fazem parte da nova classe social, responsável pela esfera burocrática que surge nos países africanos depois dos processos de independência, a partir dos anos 1960. A escolha de Pepetela para dialogar com Achebe fundamenta-se na proximidade de estilo literário apresentado pelos dois autores e pela afinidade que demonstram na eleição dos temas tratados em suas obras. Ambos são observadores perspicazes das realidades de seus países e utilizam linguagem afiada, repleta de sutil ironia. Propomos, portanto, averiguar a tese de que existe uma articulação entre o tema da ascensão dos personagens corruptos, membros das novas elites burguesas, e as modificações progressivas das narrativas analisadas, na medida em que passamos da leitura dos romances cujos enredos representam momentos anteriores às independências para a leitura dos romances que encenam contextos posteriores a elas. Partindo da análise dos componentes identitários e linguísticos, investigamos os pontos de confluência e de distanciamento entre as obras de Achebe e Pepetela, na representação das realidades pós-coloniais
local.publisher.initialsUFMG

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