Aspectos fenotípicos celulares da imunidade inata e adaptativa emportadores de hepatite C crônica com e sem insuficiência renal crônica
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Edison Roberto Parise
Mariléia Chaves Andrade
Fausto Edmundo Lima Pereira
Aloisio Sales da Cunha
Mariléia Chaves Andrade
Fausto Edmundo Lima Pereira
Aloisio Sales da Cunha
Resumo
A história natural da hepatite C crônica varia de lesões mínimas à cirrose. Além disso, a infecção pelo HCV permanece freqüente em pacientes com insuficiência renal crônica em hemodiálise, com progressão lenta. Fatores virais e do hospedeiro envolvidos na patogênese da doença crônica estão sob investigação. Este estudo teve por objetivo avaliar a resposta imune através da análise da freqüência de populações e subpopulações de leucócitos do sangue periférico, a expressão de moléculas de ativação e co-estimuladoras, o potencial migratório e a correlação entre a população de linfócitos T de indivíduos com hepatite C crônica. Para a análise, subpopulações leucocitárias foram avaliadas por citometria de fluxo antes do tratamento. Três grupos foram incluídos: portadores crônicos do vírus da hepatite C (grupo HCV, n=32), portadores crônicos do vírus da hepatite C com insuficiência renal crônica em hemodiálise (grupo IRC, n=9) e controles não infectados (grupo NI, n=14). Os resultados demonstraram que as freqüências de linfócitos T CD4+ e T CD8+ ativados (HLA-DR+) e da fração de linfócitos T CD4+ CD28- foram superiores nos grupos HCV e IRC comparados ao grupo NI. A expressão de CD18 em eosinófilos, monócitos, neutrófilos e linfócitos T CD4+ e CD8+ foi menor nos grupos HCV e IRC em relação ao grupo NI, bem como CD62L em neutrófilos, mas não em eosinófilos e linfócitos. Apesar da ausência de diferenças, nos três grupos, na freqüência de populações e subpopulações majoritárias de leucócitos do sangue periférico, a análise de subpopulações celulares permitiu identificar características fenotípicas distintas entre os grupos HCV e IRC, o 27 que pode contribuir para o entendimento das diferenças imunopatogênicas. Fração inferior de monócitos CD62L+ foi observada somente no grupo IRC. Houve correlação positiva entre a freqüência de linfócitos T CD8+HLA-DR+ e CD4+HLA-DR+ nos grupos HCV e IRC. Além disso, mais quatro correlações foram observadas no grupo HCV, como a correlação direta entre CD8+HLADR+ e NK, reforçando a hipótese de maior dano tissular nesses indivíduos, junto com a correlação inversa entre HLA DR+ e a expressão de CD62L+ em linfócitos T CD4 e CD8, um marcador fenotípico de ativação contínua e persistente, que não foi observado no grupo IRC. Em conclusão, nossa análise de marcadores fenotípicos envolvidos em eventos de ativação, co-estimulação e migração celular permitiu identificar um perfil imune de caráter inflamatório misto na infecção crônica pelo vírus C, com componentes da imunidade inata e adaptativa.A história natural da hepatite C crônica varia de lesões mínimas à cirrose. Além disso, a infecção pelo HCV permanece freqüente em pacientes com insuficiência renal crônica em hemodiálise, com progressão lenta. Fatores virais e do hospedeiro envolvidos na patogênese da doença crônica estão sob investigação. Este estudo teve por objetivo avaliar a resposta imune através da análise da freqüência de populações e subpopulações de leucócitos do sangue periférico, a expressão de moléculas de ativação e co-estimuladoras, o potencial migratório e a correlação entre a população de linfócitos T de indivíduos com hepatite C crônica. Para a análise, subpopulações leucocitárias foram avaliadas por citometria de fluxo antes do tratamento. Três grupos foram incluídos: portadores crônicos do vírus da hepatite C (grupo HCV, n=32), portadores crônicos do vírus da hepatite C com insuficiência renal crônica em hemodiálise (grupo IRC, n=9) e controles não infectados (grupo NI, n=14). Os resultados demonstraram que as freqüências de linfócitos T CD4+ e T CD8+ ativados (HLA-DR+) e da fração de linfócitos T CD4+ CD28- foram superiores nos grupos HCV e IRC comparados ao grupo NI. A expressão de CD18 em eosinófilos, monócitos, neutrófilos e linfócitos T CD4+ e CD8+ foi menor nos grupos HCV e IRC em relação ao grupo NI, bem como CD62L em neutrófilos, mas não em eosinófilos e linfócitos. Apesar da ausência de diferenças, nos três grupos, na freqüência de populações e subpopulações majoritárias de leucócitos do sangue periférico, a análise de subpopulações celulares permitiu identificar características fenotípicas distintas entre os grupos HCV e IRC, o 27 que pode contribuir para o entendimento das diferenças imunopatogênicas. Fração inferior de monócitos CD62L+ foi observada somente no grupo IRC. Houve correlação positiva entre a freqüência de linfócitos T CD8+HLA-DR+ e CD4+HLA-DR+ nos grupos HCV e IRC. Além disso, mais quatro correlações foram observadas no grupo HCV, como a correlação direta entre CD8+HLADR+ e NK, reforçando a hipótese de maior dano tissular nesses indivíduos, junto com a correlação inversa entre HLA DR+ e a expressão de CD62L+ em linfócitos T CD4 e CD8, um marcador fenotípico de ativação contínua e persistente, que não foi observado no grupo IRC. Em conclusão, nossa análise de marcadores fenotípicos envolvidos em eventos de ativação, co-estimulação e migração celular permitiu identificar um perfil imune de caráter inflamatório misto na infecção crônica pelo vírus C, com componentes da imunidade inata e adaptativa.
Abstract
Assunto
Hepatite C, Insuficiência renal
Palavras-chave
Gastroenterologia