Elementos para uma análise categorial da objetividade/subjetividade em "O Capital" (1867): um aporte teórico para os estudos organizacionais marxistas

dc.creatorRenata de Almeida Bicalho Pinto
dc.date.accessioned2019-08-11T21:31:13Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:10:52Z
dc.date.available2019-08-11T21:31:13Z
dc.date.issued2014-08-25
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUOS-9PVK2W
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectFilosofia marxista
dc.subjectOrganização
dc.subjectAdministração
dc.subjectEconomia marxista
dc.subject.otherAdministração
dc.titleElementos para uma análise categorial da objetividade/subjetividade em "O Capital" (1867): um aporte teórico para os estudos organizacionais marxistas
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Ana Paula Paes de Paula
local.contributor.referee1Deise Luiza da Silva Ferraz
local.contributor.referee1Ester Vaisman
local.contributor.referee1Rodrigo de Souza Filho
local.contributor.referee1Ronaldo Vielmi Fortes
local.description.resumoA pesquisa que desenvolvemos foi movida pelo seguinte problema: como se apresenta a relação objetividade-subjetividade no primeiro volume de O capital? Assim sendo, o objetivo que move esta tese é: indicar a presença marcante do aspecto subjetivo sempre em relação recíproca com a objetividade no primeiro volume de O capital. Tal questão torna-se relevante para os Estudos Organizacionais porquanto os seus pesquisadores, mesmo aqueles com afinidades marxistas, desconsideram a existência do aspecto subjetivo no pensamento marxiano ou o consideram nada desenvolvido, buscando outras bases para suprir esta suposta lacuna. Já a tese que defendemos é que não existe uma autonomização do subjetivo no volume um de O capital, visto que a subjetividade não é tomada como singularidade pura. E, portanto, os estudiosos marxistas das organizações têm um problemático ponto de partida ao buscar esta autonomização em Marx, a despeito da insuprimível relação dialética existente entre objetividade e subjetividade. Nesse sentido, defendemos que não há uma teoria geral da subjetividade nem uma consideração autônoma dessa, senão o relacionamento dialético nos casos concretos, isto é, a dialética entre objetividade e subjetividade respeita a trama própria da materialidade dos momentos particulares e também historicamente determinados sem que com isso saia do movimento a preponderância da objetividade, em última instância. A tese foi desenvolvida na sequência descrita a seguir. Primeiro, apresentamos os principais pontos que instigaram tal pesquisa: (i) as bases filosóficas que inspiraram uma cesura epistemológica nas obras de Karl Marx ; (ii) como não se encontra claro para os estudiosos marxistas das organizações sejam eles estrangeiros e possuam inclinação epistemológica, do Labour Process Theory, do Critical Management Studies ou brasileiros o modo em que se estabelece a relação objetividade-subjetividade nas linhas marxianas; (iii) o ponto de partida e o alicerce para a análise da obra marxianas publicada em 1867, a partir de György Lukács e José Chasin. Então, apresentamos o cerne desta tese, os resultados obtidos a partir da análise do primeiro volume de O capital, capítulo este que foi dividido em quatro tópicos que representam as categorias centrais da análise empreendida, sejam elas: trabalho como forma de mediação entre objetividade e subjetividade; trocas e circulação das mercadorias; personificações e os interesses materiais; ciência e determinação social do pensamento. Por fim, concluímos o trabalho afirmando que O capital torna-se incompreensível se forem rompidas as cadeias de nexos reais no interior da unidade entre ser e pensar, entre objetividade e subjetividade mediadas pelo atuar efetivo no interior e por meio de relações sociais historicamente determinadas e em esferas sociais também particulares. Nesse sentido, os estudiosos das organizações que buscaram em Marx um tratamento autônomo da questão da subjetividade tinham por princípio um ponto de partida problemático. Por decorrência, foram impelidos inadvertidamente à busca de supostas complementações por vezes profundamente incoerentes com as bases marxianas. Marx não poderia mesmo fornecer uma teoria da subjetividade humana porque parte da unidade ontoprática entre objetividade e subjetividade e não poderia dar um tratamento exclusivo a algo que não é autônoma e não tem, por si mesmo, lógica própria.
local.publisher.initialsUFMG

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