Úlcera péptica gastroduodenal e infecção helicobacter pylori em crianças e adolescentes: fatores de risco do hospedeiro e da bactéria

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tese de doutorado

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ELISA DE CARVALHO
GISELIA ALVES PONTES SILVA
Marco Antonio Duarte
Rocksane de Carvalho Norton

Resumo

Artigo de revisãoÚlcera péptica gastroduodenal na criança e no adolescenteObjetivo: o presente trabalho tem por objetivo rever as principais publicações sobre a úlcera péptica gastroduodenal na criança e no adolescente. Fontes dos dados: a pesquisa bibliográfica foi realizada nas bases de dados Medline, de 1966 a 2005 e no Lilacs, de 1979 a 2003, em português, espanhol e inglês, utilizando-se as palavras chave, úlcera, péptica, crianças, adolescentes. Síntese dos dados: as úlceras pépticas em crianças e adolescentes apresentam baixa incidência mesmo em serviços de referência de vários paises. Predominam em crianças maiores de 6 anos, em especial adolescentes. Seus aspectos clínicos podem variar consideravelmente de acordo com a idade do paciente. A infecção pelo Helicobacter pylori está mais presente em crianças dos paises em desenvolvimento, ocupando papel importante na etiopatogenia da doença. A endoscopia digestiva alta tem se mostrado método diagnóstico seguro e de grande valor, além de possibilitar a coleta de material para identificação do Helicobacter pylori e atuar no tratamento das úlceras sangrantes.O tratamento da úlcera é bastante eficaz com os novos inibidores de bomba de prótons, mas enfatiza-se a importância da erradicação do Helicobacter pylori, quando presente, para diminuição das recidivas. Conclusões: está evidente a participação do Helicobacter pylori na gênese da úlcera péptica primária na criança e no adolescente, ressaltando-se a importância na sua identificação e tratamento específico. Artigo OriginalPolimorfismo do IL1RN e cepas de Helicobacter pylori cagA-Positivo aumentam o risco de úlcera duodenal em criançasA úlcera duodenal em crianças está associada com infecção por cepas de Helicobacter pylori cagA-positivas, mas fatores ligados ao hospedeiro são pouco conhecidos. Os autores avaliaram o papel do polimorfismo de genes relacionados à interleucina-1 na patogênese da úlcera duodenal. Foram estudadas prospectivamente 437 crianças de 1 a 18 anos de idade, 209 H. pylori-positivas e 228 H. pylori -negativas. IL1B-511-C/T, -31T/C e IL1RN foram genotipados por PCR, RFLP e CCPR, respectivamente. O status cag-A foi avaliado por PCR. O papel dos genótipos de citocinas pró-inflamatórias na gênese da úlcera duodenal foi avaliado antes e após a estratificação do status H. pylori por modelo de regressão logística. No grupo de crianças sem úlcera duodenal nenhuma associação foi observada entre o status H. pylori e o polimorfismo pró-inflamatório. Além disso, nenhuma associação entre os genótipos da IL1 e o status cagA foi vista nas crianças H. pylori positivas. Entretanto, o aumento da idade, sexo masculino e IL1RN2 foram independentemente associados com a úlcera duodenal. Após estratificação, nas crianças H. pylori positivas, o aumento da idade, o sexo masculino, a presença do alelo 2 da IL1RN e o status cagA-positivo, foram independentemente associados com a úlcera duodenal. O risco de desenvolver úlcera duodenal aumentou quando a presença do alelo 2 do IL1RN e a infecção por amostras cagA-positivas foram a variável. Os resultados deste estudo fornecem evidências de que o alelo 2 do IL1RN e a infecção por amostras de H. pylori cagA-positivas estão independentemente envolvidos na gênese da úlcera duodenal em crianças.

Abstract

Assunto

Úlcera péptica, Helicobacter pylori, Criança, Adolescente, Infecções por helicobacter

Palavras-chave

Úlcera, Helicobacter pylori, Infecção, Crianças e adolescentes

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