Prevalência de deficiência hipofisária na hemorragia subaracnóidea aneurismática

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Membros da banca

Aluizio Augusto Arantes Junior
Cassius Vinicius Correa dos Reis

Resumo

Introdução: A disfunção hipofisária é uma condição observada com certa frequência em pacientes vítimas de hemorragia subaracnóidea espontânea aneurismática (HSAEa) e sua prevalência foi pouco estudada. Objetivo: O objetivo deste estudo foi determinar a prevalência de hipopituitarismo na fase aguda, após HSAEa, e na fase crônica, no mínimo um ano depois do sangramento, bem como avaliar suas correlações com as características clínicas da população estudada. Pacientes e Métodos: Trata-se de um estudo prospectivo de coorte que avaliou pacientes internados na Santa Casa de Belo Horizonte, Minas Gerais, entre junho de 2009 e outubro de 2011, com diagnóstico de HSAEa. As avaliações clínica e endócrina foram realizadas durante a fase aguda, após admissão hospitalar e antes do tratamento, em média 7,5 (± 3,8 DP) dias após o ictus, e também na reavaliação de seguimento, em média 25,5 meses (intervalo: 12-55 meses) após a hemorragia. Resultados: Dos 92 doentes analisados, 68 (73,9%) foram seguidos tanto na fase aguda como na crônica. Constatou-se que as médias de idade e mediana foram menores nos pacientes com disfunção na fase aguda, quando comparados com os sem disfunção (p < 0,05). A prevalência de disfunção na fase aguda foi maior entre aqueles com hidrocefalia na TC da admissão (57,9%) do que entre aqueles sem essa alteração (p < 0,05). Na fase crônica houve associação entre a disfunção pituitária e a pontuação na escala de Hunt & Hess > 2 (p < 0,05). Conclusões: Não há provas suficientes para incorporar a avaliação endocrinológica de rotina nos pacientes vítimas de HSAEa, mas devemos sempre manter esse diagnóstico diferencial em mente quando da realização de seguimento de longo prazo dessa população.

Abstract

Introduction: Pituitary dysfunction is a condition that has been observed frequently in patients victims of aneurysmal subarachnoid haemorrhage (aSAH) and its prevalence has been little studied in the literature. Objective: The aim of this study was to determine the prevalence of hypopituitarism at the acute stage of aSAH as well as the chronic stage, at least 1 year after bleeding, to assess its correlation with clinical features of the studied population. Patients Methods: The prospective cohort study that evaluated patients admitted between June 2009 and October 2011 with a diagnosis of aSAH. Clinical and endocrine assessment was performed at the acute stage after hospital admission and before treatment at a mean of 7.5 (SD ± 3.8) days following aSAH. Another follow up was performed at a mean of 25.5 months (range: 12 55 months) after the bleeding. Results: A total of 92 patients were analyzed and 68 (73.9%) were followed in both acute and chronic phases. Dysfunction in the acute phase was lower among yonger compared to those without dysfunction (p < 0.05). The prevalence of dysfunction in the acute phase was higher among those with hydrocephalus on admission CT (57.9%) than among those without it (p < 0.05). At the chronic phase there was an association between pituitary dysfunction and Hunt & Hess scale > 2 (p < 0.05). Conclusions: There is not enough evidence to incorporate routine endocrinological evaluation to patients victims of SAH, but we should always keep this differential diagnosis in mind when conducting long-term assessments of this population.

Assunto

Hemorragia subaracnóidea, Aneurisma intracraniano, Hipopituitarismo/epidemiologia, Medicina, Hormônios adeno-hipofisários, Estudos prospectivos

Palavras-chave

Hemorragia Subaracnóidea, Aneurisma Intracraniano, Hormônios Adeno-Hipofisários, Hipopituitarismo

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