Comparação da transmissão de força miofascial entre os músculos grande dorsal e glúteo máximo em corredores e sedentários: um estudo transversal

dc.creatorPaola de Figueiredo Caldeira
dc.date.accessioned2024-02-19T18:24:17Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:47:58Z
dc.date.available2024-02-19T18:24:17Z
dc.date.issued2023-12-12
dc.description.abstractMyofascial force transmission (MFT) has already been demonstrated in cadavers and in vivo in different regions of the musculoskeletal system, such as between the latissimus dorsi (LD) and gluteus maximus (GM) muscles. The efficiency of MFT appears to be influenced by tissue passive characteristics. It is known that the mechanical stimulus induced by regular physical activity can induce changes in the stiffness of biological tissues and it is possible that specific physical and sporting activities, such as running, may require greater use of the force transmission pathway between LD and GM. The sports gesture of running involves a coupled movement of shoulder extension on one side and contralateral hip extension, a moment in which the action of the LD and GM muscles can generate an increase in tension in the thoracolumbar fascia, stimulating MFT between the muscles. Considering this movement pattern and the fact that runners have greater tissue stiffness, it is possible that runners have greater MFT between LD and GM when compared to sedentary people. The objectives of the present study were to investigate whether (1) the contraction of the LD during shoulder extension modifies the stiffness of the lumbar region, and the passive properties of the contralateral hip in runners and sedentary people, which would indicate the occurrence of MFT and (2) to verify whether this MFT is higher in runners than in sedentary people. 54 individuals participated in this study, 27 in each group. Assessments of lumbar stiffness were carried out with a myothonometer and of the passive properties of the hip (hip resting position, passive hip torque, and passive hip stiffness) with the isokinetic dynamometer in two test conditions: LD relaxed and LD contracted. Mixed analysis of variance was used to evaluate the main and interaction effects for the variables lumbar stiffness, hip resting position, passive hip torque, and stiffness. In the presence of an interaction effect, pre-planned contrasts were used to investigate the direction of the interactions. Runners had a more pronounced increase in lumbar stiffness during LD contraction (p = 0.017). Furthermore, LD contraction led to a change in the resting position of the hip towards external rotation and an increase in torque and passive hip stiffness in both groups. Thus, the results of the study demonstrated that MFT occurred in both groups. The analyzes also demonstrated that, although the magnitude of the change in lumbar stiffness was greater in runners, the MFT was not greater in this group when compared to the sedentary group. As far as we know, this was the first study to carry out this analysis, therefore, it is necessary to develop research that carries out this investigation through, for example, elastography, and that analyzes other factors, such as the effect of GM tension in lumbar stiffness and MFT in the direction of GM contraction for the contralateral LD in runners and sedentary people.
dc.description.sponsorshipCNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
dc.description.sponsorshipFAPEMIG - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/64247
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectMúsculos
dc.subjectCorredores (Esporte)
dc.subjectFisioterapia esportiva
dc.subject.othertransmissão de força miofascial
dc.subject.othergrande dorsal
dc.subject.otherglúteo máximo
dc.subject.othercorredores
dc.subject.othersedentários
dc.subject.otherrigidez lombar
dc.subject.otherposição de repouso
dc.subject.othertorque passivo
dc.subject.otherrigidez passiva
dc.titleComparação da transmissão de força miofascial entre os músculos grande dorsal e glúteo máximo em corredores e sedentários: um estudo transversal
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Renan Alves Resende
local.contributor.advisor1Juliana de Melo Ocarino
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/8341612542504580
local.contributor.referee1Sérgio Teixeira Fonseca
local.contributor.referee1Fábio Viadanna Serrão
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/9183422977832623
local.description.resumoA transmissão de força miofascial (TFM) já foi demonstrada em cadáveres e in vivo em diferentes regiões do sistema musculoesquelético, como por exemplo, entre os músculos grande dorsal (GD) e glúteo máximo (GM). A eficiência da TFM parece ser influenciada por características teciduais passivas. Sabe-se que o estímulo mecânico induzido pela prática regular de atividade física pode induzir alterações ao nível da rigidez dos tecidos biológicos e é possível que atividades físicas e esportivas específicas, como a corrida, possam demandar maior uso da via de transmissão de força entre GD e GM. O gestual esportivo da corrida envolve um movimento acoplado de extensão de ombro de um lado e extensão de quadril contralateral, momento no qual a ação dos músculos GD e GM pode gerar um aumento de tensão na fáscia toracolombar, estimulando a TFM entre os músculos. Considerando este padrão de movimento e o fato de que corredores apresentam maior rigidez tecidual, é possível que corredores apresentem maior TFM entre GD e GM quando comparados com sedentários. Os objetivos do presente estudo foram investigar se (1) a contração do GD na extensão de ombro modifica a rigidez da região lombar e as propriedades passivas do quadril contralateral em corredores e sedentários, o que indicaria a ocorrência de TFM e (2) verificar se essa TFM é maior em corredores do que em sedentários. Participaram deste estudo 54 indivíduos, sendo 27 em cada grupo. Foram realizadas avaliações da rigidez lombar com um miothonômetro e das propriedades passivas do quadril (posição de repouso, torque e rigidez passivos do quadril) com o dinamômetro isocinético em duas condições de teste: GD relaxado e GD contraído. Análise de variância mista foi utilizada para avaliar os efeitos principais e de interação para as variáveis rigidez lombar, posição de repouso, torque e rigidez passivos do quadril. Na presença de efeito interação, contrastes pré-planejados foram utilizados para investigar a direção das interações. Os corredores tiveram aumento mais pronunciado da rigidez lombar durante a contração do GD (p = 0,017). Além disso, a contração do GD levou mudança na posição de repouso do quadril para a rotação externa e um aumento do torque e rigidez passiva do quadril em ambos os grupos. Dessa forma, os resultados do estudo demonstraram que a TFM para o quadril ocorreu em ambos os grupos. As análises também demonstraram que, apesar de a magnitude da mudança da rigidez lombar ter sido maior em corredores, a TFM não foi maior neste grupo quando comparados com os sedentários. Até onde sabemos, este foi o primeiro estudo a realizar esta análise, sendo assim, torna-se necessário o desenvolvimento de pesquisas que façam essa investigação por meio, por exemplo, da elastografia, e que analisem outros fatores, como por exemplo, o efeito do tensionamento de GM na rigidez lombar e a TFM no sentido da contração de GM para o GD contralateral em corredores e sedentários.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentEEFFTO - ESCOLA DE EDUCAÇÃO FISICA, FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação

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