Resiliência agroextrativista : análise da Cooperativa Grande Sertão à luz da Teoria da Estruturação Forte

dc.creatorMarina Teixeira de Freitas
dc.date.accessioned2026-03-17T16:53:02Z
dc.date.issued2025-12-12
dc.description.abstractThis study analyzes the Grande Sertão Cooperative of Family Farmers and Agroextractivists (CGS), located in Northern Minas Gerais, as a collective organization that articulates economic viability, environmental conservation, and the valorization of traditional knowledge within the Cerrado biome, in a context marked by intense market, sociodemographic, and ecological pressures. The study is grounded in the premise that agroextractivism, historically marginalized by dominant economic models, can constitute a concrete strategy of resistance, organizational resilience, and territorial development when structured collectively. The research adopts Strong Structuration Theory (SST), proposed by Stones, as its analytical framework, which enables an understanding of the recursive relationship between structure and agency through four interdependent dimensions: external structures, internal structures, agential practices, and outcomes. This theoretical framework made it possible to analyze how CGS mobilizes social capital, traditional knowledge, and institutional partnerships to confront environmental, institutional, and economic constraints, while preserving its solidarity-based and territorial principles. Methodologically, this is a qualitative study with ethnographic inspiration, based on semi-structured interviews conducted both in the field and online, direct observation carried out during visits to the cooperative’s areas of operation, and document analysis. The interlocutors were organized into three analytical groups: representatives of partner companies, CGS leaders and technical staff, as well as cooperative members and agroextractivists affiliated with the cooperative. Data analysis followed procedures of open, axial, and selective coding, allowing for the identification of recurring patterns, tensions, and strategies. The results indicate that CGS builds its organizational resilience through collective action, shared production management, and the articulation of alternative commercialization networks, including institutional markets and private partnerships aligned with socio-bioeconomic principles. These practices contribute to the valorization of Cerrado-based products, the strengthening of traditional ways of life, and the conservation of the biome. However, the study also reveals persistent structural constraints, such as dependence on public policies, financing, and infrastructure, as well as difficulties in integrating agroextractivist products into highly competitive conventional markets. It is concluded that the Grande Sertão Cooperative not only resists the pressures of the hegemonic agribusiness model but also, drawing on its resilience, acts as a vector of social and ecological innovation within the territory, demonstrating the transformative potential of solidarity-based local economies. The application of Strong Structuration Theory proved to be appropriate for understanding the dynamics between structure and agency in the cooperative under study, contributing to debates on sustainable development, bioeconomy, and organizational resilience in the Cerrado context.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/2194
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso aberto
dc.subjectEngenharia de produção
dc.subjectCooperativismo
dc.subjectSustentabilidade
dc.subjectCerrado
dc.subject.otherCooperativismo
dc.subject.otherAgroextrativismo
dc.subject.otherCerrado
dc.subject.otherBioeconomia
dc.subject.otherSustentabilidade
dc.titleResiliência agroextrativista : análise da Cooperativa Grande Sertão à luz da Teoria da Estruturação Forte
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Francisco de Paula Antunes Lima
local.contributor.advisor-co1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0191107377051312
local.contributor.advisor1Richard Jan Arie van der Hoff
local.contributor.advisor1ID0000-0002-0708-0264
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2679788440866957
local.contributor.referee1Sonia Maria Carvalho Ribeiro
local.contributor.referee1Cristina Yumie Aoki Inoue
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/5639031799197313
local.description.resumoEste estudo analisa a Cooperativa dos Agricultores Familiares e Agroextrativistas Grande Sertão (CGS), localizada no Norte de Minas Gerais, enquanto organização coletiva que articula viabilidade econômica, conservação ambiental e valorização dos saberes tradicionais no bioma Cerrado, em um contexto marcado por intensas pressões mercadológicas, sociodemográficas e ecológicas. Parte-se da premissa de que o agroextrativismo, historicamente marginalizado pelos modelos econômicos dominantes, pode constituir uma estratégia concreta de resistência, resiliência organizacional e desenvolvimento territorial quando estruturado de forma coletiva. A pesquisa adota como referencial analítico a Teoria da Estruturação Forte (Strong Structuration Theory – SST), proposta por Stones, que permite compreender a relação recursiva entre estrutura e agência a partir de quatro dimensões interdependentes: estruturas externas, estruturas internas, práticas de agência e resultados. Esse arcabouço teórico possibilitou analisar como a CGS mobiliza capital social, conhecimento tradicional e parcerias institucionais para enfrentar constrangimentos ambientais, institucionais e econômicos, ao mesmo tempo em que preserva seus princípios solidários e territoriais. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa, com inspiração etnográfica, baseada em entrevistas semiestruturadas realizadas em campo e on-line, em observação direta, feita durante visitas a áreas de atuação da cooperativa e análise de documentos. Os interlocutores foram organizados em três grupos analíticos: representantes de empresas parceiras, dirigentes e técnicos da CGS, bem como cooperados e agroextrativistas vinculados à cooperativa. A análise dos dados seguiu procedimentos de codificação aberta, axial e seletiva, permitindo identificar padrões, tensões e estratégias recorrentes. Os resultados indicam que a CGS constrói sua resiliência organizacional por meio da ação coletiva, da gestão compartilhada da produção e da articulação de redes alternativas de comercialização, incluindo mercados institucionais e parcerias privadas alinhadas à sociobioeconomia. Essas práticas contribuem para a valorização dos produtos do Cerrado, o fortalecimento dos modos de vida tradicionais e a conservação do bioma. Contudo, o estudo também evidencia limites estruturais persistentes, como a dependência de políticas públicas, financiamento e infraestrutura, além das dificuldades de inserção dos produtos agroextrativistas em mercados convencionais altamente competitivos. Conclui-se que a Cooperativa Grande Sertão não apenas resiste às pressões do modelo hegemônico do agronegócio como também, valendo-se de sua resiliência, atua como vetor de inovação social e ecológica no território, demonstrando o potencial transformador de economias locais de base solidária. A aplicação da Teoria da Estruturação Forte revelou-se adequada para compreender a dinâmica entre estrutura e agência da cooperativa estudada, contribuindo para o debate sobre desenvolvimento sustentável, bioeconomia e resiliência organizacional no contexto do Cerrado.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0009-0009-7541-800X
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentENGENHARIA - ESCOLA DE ENGENHARIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Engenharia de Produção
local.subject.cnpqENGENHARIAS

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