Perfil de gestantes com ruptura prematura de membranas e manejo conservador na casa de gestante do Hospital Sofia Feldman

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Monografia de especialização

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Vivian Mara G. de O. Azevedo
Sybile Emilie Vogt

Resumo

Introdução As mortalidades materna e perinatal no Brasil ainda continuam elevadas, apesar dos esforços que vêm sendo empreendidos pelos profissionais de saúde nos serviços de assistência materno-infantil, nos últimos anos, com o objetivo de reduzir esses índices. Dentre tantos fatores atribuídos a estes índices, destaca-se a qualidade insuficiente da assistência à gravidez, parto e puerpério, sobretudo naquelas situações onde existem riscos aumentados à saúde da mulher e da criança. A Ruptura Prematura de Membranas em Recém-Nascidos Pré-Termo (RPMPT) é um quadro clínico importante na Obstetrícia e uma complicação em 5% das gestações, com elevada morbimortalidade neonatal. O tratamento expectante da patologia (manejo conservador) proporciona melhores resultados neonatais e tem o objetivo de prevenir os efeitos nocivos do nascimento prematuro, por meio da manutenção intra-uterina do feto com avaliação rigorosa das condições materna e fetal. Contudo, esse tratamento está associado ao aumento da incidência de corioamnionite, endometrite e sepse neonatal. Objetivo: Conhecer e descrever o perfil das gestantes com Ruptura Prematura de Membranas submetidas ao Manejo Conservador, internadas na Casa de Gestante do Hospital Sofia Feldman, Belo Horizonte, Minas Gerais. Metodologia Trata-se de um estudo descritivo, retrospectivo e exploratório, realizado na Casa de Gestante do Hospital Sofia Feldman, em Belo Horizonte, Minas Gerais, no período de janeiro a dezembro de 2010. Foram analisados os prontuários de gestantes com RPMPT submetidas ao Manejo Conservador. As variáveis avaliadas foram: características das gestantes (idade gestacional na data do diagnóstico da RPMPT; tempo de bolsa rota até o parto; patologias associadas; sinais de corioamionite; índice de líquido amniótico (ILA); toque a admissão) e variáveis relacionadas à assistência prestada às gestantes (idade gestacional no parto; tipo de parto; corticoterapia; uso do ATB para profilaxia de sepse neonatal; dose de ataque de ATB; dose de manutenção de ATB). Resultados: A idade gestacional na RPMPT na qual houve maior porcentagem de casos foi maior que 30 semanas, sendo que a maioria das gestantes não desenvolveu nenhuma patologia associada a outros diagnósticos. Os sinais de corioanmionite também tiveram uma baixa porcentagem, e o índice de líquido amniótico menor que 5cm foi maior na maioria dos prontuários pesquisados e o toque à admissão não foi realizado na maioria das mulheres internadas com o diagnostico de RPMPT. Com relação ao tempo de bolsa rota, observou-se que 92% das gestantes tiveram a finalização do parto em um período menor que 20 dias do diagnóstico de RPMPT. A maioria dos partos das gestantes com RPMPT ocorreu com 30 a 34 semanas de gestação, sendo a maioria dos partos vaginal. A maioria das gestantes não recebeu a dose completa do antibiótico (79.5%). O uso de antibiótico profilático foi presente em 67% das gestantes. Dentre as gestantes, 42% receberam dose de manutenção de antibiótico e, entre estas mulheres, 1,1% utilizaram 3 doses. A análise da administração de corticóides mostrou que 75% das gestantes receberam doses completas desses medicamentos. Conclusão: O perfil de gestantes com RPMPT admitidas em Casa de Gestantes, no Hospital Sofia Feldman, e o manejo conservador realizado com aquelas estão de acordo, em sua maioria, com o que é preconizado pelo Ministério da Saúde e pela literatura. Contudo, há necessidade de aprimoramento e de melhora desse serviço, principalmente das intervenções relacionadas ao uso do corticóide e do antibiótico.

Abstract

Assunto

Enfermagem Obstétrica

Palavras-chave

Ruptura prematura de membranas fetais, Manejo conservador, Gestantes

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