O uso cotidiano de medicamentos em pacientes com Hepatite C crônica: uma análise na perspectiva fenomenológica de Merleau-Ponty

dc.creatorYone de Almeida Nascimento
dc.date.accessioned2019-08-13T08:08:23Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:49:15Z
dc.date.available2019-08-13T08:08:23Z
dc.date.issued2018-03-14
dc.description.abstractThe subjective experience with the medication use is personal. However, it has the potential to influence health outcomes by contributing to problems related to such use. The understanding of the subjective, complex and multidimensional nature of this phenomenon can have relevant implications in health, such as the improvement of quality of care. Currently, theres a lack of studies approaching the experience with the use of medication by patients with chronical hepatitis C, specially covering the direct-acting antivirals. The objectives of this study have been to develop and use a theoretical framework, in the perspective of Merleau-Pontys phenomenology, to investigate the use of medication. Based in that strategy, the experience with everyday use of medication was evaluated, including that with specific medication for chronical hepatitis C such as second generation direct-acting antivirals. The steps are described for a research anchored in Merleau-Pontys phenomenology and structured in the form of a cascade, beginning with the definition of phenomenology as a new form of epistemology, existence as a paradigm, and the body as a theory. Furthermore, the methodology included the use of existential structures, namely, time, space, relationships with others, and sexuality, connected through the intentional arc to reach an understanding of the phenomenon of medication use. taking long-term medications at the Viral Hepatitis Outpatient Clinic of the Alfa Gastroenterology Institute of the Hospital das Clínicas, Federal University of Minas Gerais, Brazil. The content of field diaries kept during the interviews were also used. Thematic analysis was employed, enabling the identification of the ways in which individuals experienced their medication routines, which were then reorganized to encompass the essential structures of the experience. The researchers identified four ways patients experience daily medication use, all anchored in corporeality: resolution, adversity, ambiguity, and indifference. The first three were based on the perspective that daily medication use is more than a mere mechanical action, involving changes in the phenomenal body, relieving, eliminating or causing symptoms in the physical body, normalizing life and symbolizing the disease. The experience with second generation direct-acting antivirals was of resolution, and characterized by the stagnation of phenomenological time. The present study allowed the researchers to infer that the same individual can even simultaneously experience daily medication use in different ways, depending on the disease and the medication in question. It was also understood that experiences with the everyday use of medication do not follow a course through negative experiences towards positive ones; as such, the introduction of a new medication can also introduce a new experience. The results point to the complexity of this experience, which requires formal education and places health professionals as responsible for this aspect of care.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUOS-BB9KPF
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectHepatite C
dc.subjectMedicamentos Utilização
dc.subjectFenomenologia
dc.subjectMerleau-Ponty, Maurice, 1908-1961
dc.subjectPesquisa qualitativa
dc.subject.otherPesquisa Qualitativa
dc.subject.otherExperiência com Medicamentos
dc.subject.otherUso de Medicamento
dc.subject.otherMerleau-Ponty
dc.subject.otherSaúde
dc.subject.otherFenomenologia
dc.titleO uso cotidiano de medicamentos em pacientes com Hepatite C crônica: uma análise na perspectiva fenomenológica de Merleau-Ponty
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Luciana Diniz Silva
local.contributor.advisor1Djenane Ramalho de Oliveira
local.contributor.referee1Andre Joffily Abath
local.contributor.referee1Erika Lourenço de Freitas
local.contributor.referee1Carmen Lúcia Cardoso
local.contributor.referee1Rosangela Teixeira
local.description.resumoA experiência subjetiva com o uso de medicamentos é individual, contudo ela tem o potencial de influenciar os resultados em saúde ao associar-se à ocorrência de problemas relacionados ao uso de medicamentos. A compreensão da natureza subjetiva, complexa e multidimensional desse fenômeno pode ter implicações relevantes em saúde como a melhoria da qualidade do cuidado. Na atualidade, estudos que abordam a experiência em usar medicamentos pelos pacientes com hepatite C crônica, inclusive àqueles que abrangem os agentes antivirais de ação direta são escassos. Dessa forma, os objetivos desse estudo foram desenvolver e utilizar um arcabouço teórico, na perspectiva da fenomenologia proposta por Merleau-Ponty, para as investigações sobre o uso de medicamentos. Com base nessa estratégia, no presente estudo, foi avaliada a experiência com o uso cotidiano de medicamentos, incluindo medicamentos específicos para hepatite C crônica como os antivirais de ação direta de segunda geração. Deste modo, descrevemos os passos de uma pesquisa ancorada na fenomenologia de MerleauPonty e estruturada na forma de uma cascata que se inicia pela definição da fenomenologia como uma nova epistemologia, a existência como paradigma e o corpo como teoria. Ainda, como metodologia, propomos o uso das estruturas da existência, o tempo, o espaço, a relação com o outro e a sexualidade, conectadas por meio do arco intencional para se alcançar a compreensão do fenômeno do uso de medicamentos. Foram realizadas entrevistas com dez indivíduos em uso crônico de medicamentos, no Ambulatório de Hepatites Virais do Instituto Alfa de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais. Foram usados ainda os diários de campo gerados durante as entrevistas e a análise dos dados. Foi realizada uma análise temática, que permitiu a identificação das formas de experienciar o uso cotidiano de medicamentos, que foram então reorganizadas para abarcar as estruturas essenciais da experiência. Foram identificadas quatro formas, ancoradas na corporeidade, de experienciar o uso cotidiano de medicamentos: resolutividade, adversidade, ambiguidade e indiferença. As três primeiras se fundamentam na perspectiva de que usar medicamentos de forma cotidiana é muito mais do que um ato mecânico, pois envolve alterações no corpo fenomenal, ao diminuir/eliminar ou provocar sintomas no corpo físico, ao normalizar a vida e ao simbolizar a doença. A experiência com o uso dos antivirais de ação direta de segunda geração foi de resolutividade e caracterizou-se pela estagnação do tempo fenomenológico. Esse estudo permitiu inferir que um mesmo indivíduo pode experienciar o uso cotidiano de medicamentos de formas diferentes em um mesmo momento da vida, dependendo da doença e do medicamento em questão. Ainda permitiu compreender que a experiência com o uso de medicamentos não segue um curso passando pelas experiências negativas em direção às experiências positivas; assim, a introdução de um novo medicamento pode introduzir uma nova experiência. Os resultados apontam para a complexidade dessa experiência, demandando a necessidade de uma educação formal e a responsabilização de um profissional de saúde por esse aspecto do cuidado.
local.publisher.initialsUFMG

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