Alterações da paisagem são indicadoras da ocorrência de peixes não nativos na bacia do Rio Doce?

dc.creatorCarla Patrícia de Souza
dc.date.accessioned2023-08-21T16:31:11Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:05:39Z
dc.date.available2023-08-21T16:31:11Z
dc.date.issued2022-10-31
dc.description.abstractThe introduction of species, when followed by their establishment in a new location (i.e., biological invasion), is one of the greatest threats to global biodiversity. Studies have shown that this process can be facilitated by the interaction with other human pressures. Commonly, introduced species have life history attributes that allow them to persist in places that native species cannot tolerate. In this context, landscape changes induced by land-use activities (e.g., agriculture, grazing, urbanization, mining) can act as drivers for the establishment of non-native species. Particularly for freshwater ecosystems, dams can also act as facilitators of invasions by changing habitat and increasing propagule pressure, as well as the presence of roads, providing human access, the main agent of introductions. We examined the relationship between land use and land cover (LULC), dams and roads and the occurrence of non-native fishes in the Doce River basin. We hypothesized that the higher the level of degradation, the higher the frequency of occurrence and richness of non-native species. We considered 41 sub-basins from Doce River basin as sampling units. The occurrences of non-native species were obtained through databases and compilation of specialized literature. We identified 1040 records of 35 non-native fish species, belonging to 17 families and six orders. The species with the highest occurrences were the lebiste Poecilia reticulata, the tamboatá Hoplosternum littorale, and the piabinha Knodus moenkhausii. We found a positive relation between % agriculture and cattle ranching and the total richness of non-native fish. This landscape alteration was also positively associated to the presence of non-native fishes whose the main introduction vectors were sport-fishing, aquaculture and baitcasting, indicating that more degraded sub-basins were the most invaded. This study is considered an important step towards the understanding of the distribution patterns of non-native fish species and its relation with environmental degradation in the Rio Doce basin. The information generated can help in the planning of management actions and public policies for the region.
dc.description.sponsorshipFAPEMIG - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/58006
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Restrito
dc.subjectEcologia
dc.subjectBiodiversidade
dc.subjectIndústria agropecuária
dc.subjectDegradação ambiental
dc.subjectPeixes
dc.subjectBioinvasão
dc.subject.otherBiodiversidade
dc.subject.otherAgropecuária
dc.subject.otherDegradação Ambiental
dc.subject.otherIctiofauna
dc.subject.otherInvasões biológicas
dc.titleAlterações da paisagem são indicadoras da ocorrência de peixes não nativos na bacia do Rio Doce?
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Renata Guimarães Frederico
local.contributor.advisor1Rafael Pereira Leitão
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/1431026167939116
local.contributor.referee1André Lincoln Barroso de Magalhães
local.contributor.referee1Gabriel Lourenço Brejão
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/5732593790737180
local.description.embargo2024-10-31
local.description.resumoA introdução de espécies, quando seguida pelo seu estabelecimento em um novo local (i.e., invasão biológica), é uma das maiores ameaças à biodiversidade global. Estudos vêm demonstrando que este processo pode ser facilitado pela interação com outras pressões antrópicas. Comumente, espécies introduzidas apresentam atributos de história de vida que as permitem persistir em locais onde as espécies nativas não toleram. Neste contexto, as alterações na paisagem acarretadas por atividades de uso do solo (e.g., agricultura, pastagem, urbanização, mineração), podem agir como impulsionadores do estabelecimento de espécies não nativas. Particularmente para ecossistemas aquáticos continentais, os barramentos também podem atuar como facilitadores de invasões, pela mudança de habitat e aumento da pressão de propágulos, assim como a presença de estradas, viabilizando o acesso humano, principal agente de introdução. Examinamos a relação entre uso e ocupação de solo (UOS), barramentos hidrelétricos e estradas e a ocorrência de peixes não nativos na bacia do Rio Doce. Hipotetizamos que quanto maior o nível de degradação, maior a frequência de ocorrência e a riqueza de espécies não nativas. Utilizamos 41 sub-bacias da bacia do Rio Doce como unidades amostrais. As ocorrências das espécies não nativas foram obtidas através de bancos de dados e compilação de literatura especializada. Identificamos 1040 registros de 35 espécies não nativas de peixes, pertencentes a 17 famílias e seis ordens. As espécies com maiores ocorrências foram o lebiste Poecilia reticulata, o tamboatá Hoplosternum littorale, a piabinha Knodus moenkhausii. Encontramos relação positiva entre % agropecuária e a riqueza total de peixes não nativos. Esta alteração da paisagem também foi positivamente associada à presença de peixes não nativos cujos principais vetores de introdução são a pesca-esportiva, a aquicultura e o uso como isca-viva, indicando que sub-bacias mais degradadas foram as mais invadidas. Considera-se que este estudo represente um passo importante para o entendimento dos padrões de distribuição das espécies de peixes não nativos e sua relação com a degradação ambiental na bacia do Rio Doce. As informações geradas podem auxiliar no planejamento de ações de manejo e políticas públicas para a região.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ecologia, Conservacao e Manejo da Vida Silvestre

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