Análise comportamental de polvos em cativeiro: um estudo comparativo das espécies Octopus americanus e Octopus insularis

dc.creatorEliane Pesente Soares
dc.date.accessioned2025-08-04T17:21:30Z
dc.date.accessioned2025-09-08T22:58:59Z
dc.date.available2025-08-04T17:21:30Z
dc.date.issued2025-05-15
dc.description.abstractOctopuses are cephalopod mollusks that possess a rich behavioral repertoire, which is rare among other invertebrates. Among the more than 300 recognized species of octopus, we highlight Octopus insularis and Octopus americanus, recently differentiated from Octopus vulgaris and native to Brazilian waters. While O. insularis is smaller and inhabits rocky reefs, O. americanus prefers shallow waters up to 200 meters deep. Both species are artisanal and commercial fishing targets throughout their distribution and have been used in research on behavioral ecology and the effects of climate change. However, although these species differ in nature, no previous studies have compared their behavior in captivity, a particularly relevant gap considering their potential application in neuroscience research. In the present study, we first established laboratory infrastructure to house the animals in a controlled environment, a fundamental requirement for conducting behavioral analyses. We then selected three tasks designed to assess novelty aversion. These tests were chosen because neophobia plays a critical role in animal survival and reflects behaviors typically observed in natural habitats. Additionally, variations in neophobia protocols may allow for inferences regarding distinct neurophysiological mechanisms. A total of 38 animals—17 O. americanus and 21 O. insularis—were collected along the coast of Espírito Santo, Brazil. The animals were acclimated and subjected to food, objects, and social neophobia tasks. Sex was determined through histological analysis. Both species adapted to feeding in captivity, although O. americanus adapted more rapidly than O. insularis. Food-related neophobia was more pronounced in O. insularis, as was object-related neophobia, particularly among females. Octopuses are generally known to be asocial, meaning they live in isolation in natural settings. Thus, we anticipated a high degree of social neophobia. Overall, O. americanus appeared to exhibit lower levels of social neophobia than O. insularis; however, statistical differences could not be confirmed due to the high variability in data from this type of test. This pioneering study demonstrates that these two species exhibit different responses in specific behavioral tasks under laboratory conditions. It also establishes baseline conditions for maintaining these species in captivity and for testing fundamental behaviors with sex-based distinctions. These findings enhance our understanding of octopus behavior and contribute to animal welfare, species conservation, and the development of experimental designs involving cephalopods. Moreover, our results underscore the importance of considering sex as a biological variable when investigating the behavior of O. insularis. Future research should explore the neurobiological mechanisms underlying the behaviors described herein.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/83980
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectNeurociências
dc.subjectOctopodiformes
dc.subjectComportamento Animal
dc.subjectTranstorno Alimentar Restritivo Evitativo
dc.subject.otherPolvos
dc.subject.otherComportamento
dc.subject.otherAdaptação em cativeiro
dc.subject.otherNeofobia
dc.titleAnálise comportamental de polvos em cativeiro: um estudo comparativo das espécies Octopus americanus e Octopus insularis
dc.title.alternativeBehavioral analysis of octopuses in captivity: a comparative study of the species Octopus americanus and Octopus insularis
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Grace Schenatto Pereira Moraes
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/1884100217996439
local.contributor.referee1Theo Rolla Paula Mota
local.contributor.referee1Ana Flávia Santos Almeida
local.contributor.referee1Rodrigo Antonio Peliciari Garcia
local.contributor.referee1Marlon Carlos França
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/8284295496058000
local.description.resumoOs polvos são moluscos cefalópodes que apresentam um rico repertório comportamental, raro entre outros invertebrados. Entre as mais de 300 espécies reconhecidas de polvos, destacamos a Octopus insularis e a Octopus americanus, que foram recentemente diferenciadas da Octopus vulgaris e habitam águas brasileiras. Enquanto O. insularis é menor e habita recifes rochosos, O. americanus prefere águas rasas de até 200m. Ambas as espécies são alvo de pesca artesanal e comercial em toda a sua distribuição e têm sido usadas em pesquisas sobre ecologia comportamental e os efeitos das alterações climáticas. Entretanto, embora diferentes na natureza, não há estudos comparando seu comportamento em cativeiro, o que é particularmente importante para sua aplicação em neurociências. No presente estudo, primeiramente construímos uma infraestrutura laboratorial para manutenção dos animais em ambiente controlado, condição fundamental para as análises comportamentais. A seguir, avaliamos o comportamento dos animais em 3 tarefas que estimam aversão à novidade. Escolhemos esses ensaios, pois a neofobia é essencial à sobrevivência e reproduz comportamentos observados no habitat natural. Além disso, as variações nos protocolos de neofobia permitem inferir bases neurofisiológicas distintas. Foram capturados trinta e oito (38) animais das espécies O. americanus (17) e O. insularis (21) no litoral do Espírito Santo, Brasil. Os animais foram aclimatados e submetidos às tarefas de neofobia alimentar, a objetos e social. O sexo dos animais foi determinado visualmente e por análise histológica. Ambas as espécies se adaptaram à alimentação em cativeiro, embora O. americanus tenha se adaptado mais rapidamente que O. insularis. A neofobia em relação à alimentação foi mais pronunciada em O. insularis, assim como a neofobia a objetos, sendo a última especialmente maior em indivíduos do sexo feminino. Os polvos são conhecidos por serem associais, ou seja, vivem de maneira isolada na natureza. Portanto, esperávamos que tivessem alta neofobia social. De maneira geral o O. americanus pareceu ter um nível de neofobia social menor que o O. insularis, mas devido à alta variabilidade e o tamanho amostral insuficiente, não foi possível detectar diferenças estatísticas. Nosso estudo é pioneiro ao mostrar que essas duas espécies diferem em testes comportamentais específicos, realizados em laboratório. Estabelecemos condições básicas de manutenção dessas espécies em cativeiro, testando comportamentos fundamentais, com distinção por sexo. Esses achados ampliam o conhecimento sobre o comportamento dos polvos, contribuindo para o bem-estar animal, a conservação das espécies e a elaboração de desenhos experimentais com cefalópodes. Ademais, nossos resultados reforçam a importância de considerar o sexo ao estudar o comportamento de O. insularis. Pesquisas futuras devem explorar os mecanismos neurobiológicos subjacentes aos comportamentos descritos neste trabalho.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentICB - INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLOGICAS
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Neurociências

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