Freqüência dos problemas neuromusculares ocupacionais de pianistas e sua relação com a técnica pianística: uma leitura transdisciplinar da medicina do músico

dc.creatorJoao Gabriel Marques Fonseca
dc.date.accessioned2019-08-12T15:40:15Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:56:16Z
dc.date.available2019-08-12T15:40:15Z
dc.date.issued2007-06-19
dc.description.abstractINTRODUCTION: Playing an instrument is commonly taken as something exciting and pleasurable, not offering any risk. However this is not what has been observed in the musicians medical centers. The systematic study of a musical instrument is not a simple task and requires an emotional and physical effort hardly imagined by one notinvolved with this field. In high standard performances, the act of playing is similar to an athlete performance and involves intense muscular training, with lots of hours of daily practice. Such high demand predisposes this elite to several neuromuscular problems. In spite of that, the occupational diseases of these professionals are not wellknown, not well studied and often under valuated. OBJECTIVES: Make a review of the literature on the pianists neuromuscular occupational problems and on the conceptual evolution of the piano technique and its practice; study the frequency of the occupational neuromuscular diseases among pianists in our country and the influence of the technical problems related to the piano performance in the genesis of theseoccupational problems. METHODOLOGY: This was a cross-sectional clinical occupational study, which combined three different sets of data: (1) frequency of selfreferred disconforts, determined by a questionairy applied to a group of ninety three pianists (professionals or university sudents) and to a control group of fifty one nonmusicians; (2) frequency and nature of piano thechnical problems, assessed by a vídeoof fifty one pianists performances, based on a protocol, specially developed for this purpose; (3) clinic-neurological and eletromyographic evaluation (measure of nerve conduction velocity) of the same previous fifty one pianists in order to reinforce the assessment of their performances. Each one of these three sets of data were determined by different researchers, who were blind to each others findings. RESULTS: Crossing the data led to the confirmation of a much higher frequency of neuromuscular occupational symptoms in the pianistsgroup (91,5%), against 61% of the control group (p< 0,001). The main symptoms were pain and muscular weariness; the pianistspresented pain especially in the neck, back and superior limbs. The statistics showed an etiological relationship between technical problems of performance and detected symptoms (p< 0,05). CONCLUSIONS: The incidence of occupational neuromuscular problems in pianists is very high and the technical difficulties concerning the performance can be considered a significant etiological factor.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/ECJS-757PEG
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectDor nas costas
dc.subjectEstudos transversais
dc.subjectAntebraço/patologia
dc.subjectQuestionários
dc.subjectFatores de risco
dc.subjectAdolescente
dc.subjectDoenças ocupacionais
dc.subjectFadiga Muscular
dc.subjectCervicalgia
dc.subjectEletromiografia
dc.subjectAdulto
dc.subjectMeia idade
dc.subjectProtocolos clínicos
dc.subjectDoenças neuromusculares/etiologia
dc.subjectExtremidade superior/patologia
dc.subjectMúsica
dc.subject.otherDoenças ocupacionais
dc.subject.otherProblemas neuromusculares
dc.subject.otherPianistas
dc.subject.otherLeitura transdisciplinar
dc.titleFreqüência dos problemas neuromusculares ocupacionais de pianistas e sua relação com a técnica pianística: uma leitura transdisciplinar da medicina do músico
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Maria Celina Paiva Szrvinsk
local.contributor.advisor1Francisco Eduardo Costa Cardoso
local.contributor.referee1Ney Fialkow
local.contributor.referee1Ylmar Corrêa Neto
local.contributor.referee1Patrícia Furst Santiago
local.contributor.referee1Delcio da Fonseca Sobrinho
local.description.resumoINTRODUÇÃO: Tocar um instrumento musical é, popularmente, tido como algo eminentemente lúdico, destituído de qualquer risco, mas essa não é a realidade observada em serviços de medicina do músico. O estudo sistemático de um instrumento musical não é uma tarefa simples e implica em uma demanda física e emocional não imaginável por quem não se dedica a ele. Em níveis elevados de performance, tocarpiano é algo análogo à performance de um atleta, envolvendo intenso treinamento muscular, com longas horas diárias de prática. Esse alto nível de exigência predispõe os pianistas de elite a vários problemas neuromusculares. Apesar disso, as doenças ocupacionais desses profissionais são pouco conhecidas, pouco estudadas e poucovalorizadas. OBJETIVOS: Fazer uma revisão da literatura sobre os problemas ocupacionais neuromusculares dos pianistas e sobre a evolução conceitual e prática da técnica pianística; estudar a freqüência das doenças neuromusculares ocupacionais de pianistas em nosso meio e a influência dos problemas técnicos da performance pianística na gênese desses problemas. METODOLOGIA: Esse trabalho foi um estudo de corte transversal clínico ocupacional, que combinou três conjuntos de dados: (1) freqüência de desconfortos auto-referidos, obtida através da aplicação de questionário a um grupo de noventa e três pianistas (profissionais ou estudantes de curso superior depiano) e a um grupo controle de cinqüenta e um não músicos; (2) freqüência e natureza de problemas técnico-pianísticos avaliados a partir de filmagens de cinqüenta e um pianistas durante performance, com base num protocolo de avaliação especialmente desenvolvido para essa pesquisa; (3) avaliação clínico-neurológica e neurofisiológica(medida da velocidade de condução nervosa) dos mesmos cinqüenta e um pianistas cuja técnica foi avaliada, para consubstanciar a avaliação da performance. Cada um dos conjuntos de dados foram obtidos por pesquisadores diferentes, cegos aos resultados uns dos outros. RESULTADOS: O cruzamento dos dados obtidos permitiu constatar aelevada freqüência de sintomas neuromusculares ocupacionais nos pianistas estudados (91,5%), muito superior ao grupo controle (61%) p < 0,001. Os principais sintomas foram dor e fadiga muscular; os pianistas apresentaram dores principalmente no pescoço, nas costas e nos membros superiores. Ficou estatisticamente demonstrada a correlação dos problemas técnicos de performance com os desconfortos apresentados (p < 0,05). CONCLUSÕES: A incidência de problemas neuromusculares ocupacionais em pianistas é muito elevada e as dificuldades técnicas de performance se mostraram comoum fator importante no aparecimento desses problemas.
local.publisher.initialsUFMG

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