Estudo de associação entre os polimorfismos dos genes da POMC, MC4R, HMCN-1 e COMT e a suscetibilidade à depressão pós-parto
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Dissertação de mestrado
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Primeiro orientador
Membros da banca
Debora Marques de Miranda
Rodrigo Nicolato
Humberto Correa da Silva Filho
Rodrigo Nicolato
Humberto Correa da Silva Filho
Resumo
A Depressão pós-parto é um transtorno comum que afeta as mulheres, com importantes consequências para a mãe e a criança. Diversos estudos, sugerem um importante componente genético na gênese da DPP. Foram selecionadas aleatoriamente, cento e dezessete mulheres que deram à luz em uma maternidade. Foram preenchidas a Escala de depressão pós-parto de Edimburgo (EPDS) e uma entrevista psiquiátrica estruturada (MINI PLUS 5,0), cerca de 8 semanas após o parto. Polimorfismos dos genes POMC, MC4-R, HMCN-1 e COMT foram analisados por PCR. As diferenças nas frequências dos genótipos foram calculadas pelo teste X2 e a diferença entre os grupos avaliada pelo teste t de Student. Todos os testes foram bicaudais e os resultados considerados significativos quando p !0,05. Após entrevista psiquiátrica estruturada, 34 (29,06%) mulheres foram diagnosticadas com DPP. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os dados sócio-demográficos entre mulheres deprimidas (DPP +) e não-deprimidas (DPP-), à exceção do nível de escolaridade. Não foi encontrada associação alélica ou genotípica entre o SNPs estudados para os genes da POMC e MC4R com a DPP. Encontrou-se uma interação significativa entre o desenvolvimento de sintomas depressivos no pós-parto e os polimorfismos dos genes HMCN-1 (p !0,01) e COMT (p = 0,01). Em conclusão, este estudo corrobora com a noção de que o DPP é o resultado de interações complexas entre múltiplas variáveis, incluindo fatores genéticos. Repetições independentes em amostras maiores e investigações mais aprofundadas sobre o papel desses genes na DPP fazem-se necessárias.
Abstract
Postpartum depression is a common disorder affecting women, with important consequences for both mother and child. A genetic determinant for PPD is suggested by many genetic epidemiologic studies. One hundred and seventeen women subjects were randomly selected among those who delivered in a maternity hospital and filled in the Edinburgh Postpartum Depression Scale (EPDS) questionnaire and a structured psychiatric interview (MINI PLUS 5.0), about 8 weeks after delivery. POMC, MC4-R, HMCN-1 and COMT polymorphisms were analysed by PCR.Differences in genotype frequency were calculated by X2 test and the difference between groups was tested with Students t test. Tests were two-tailed and results significant when p !0.05. Following the psychiatric structured interview 34 (29,06%) women were diagnosed with PPD. No significant statistical differences in terms of socio-demographic data were observed between depressed (PPD+) and non-depressed women (PPD-) except for educational level. No differences in POMC and MC4R genotype distribution were observed between the depressed and non-depressed women. We found a significant interaction between the development of depressive symptoms in postpartum and olymorphisms in HMCN-1 (p ! 0.01) and COMT (p=0,01). In conclusion, this study supports the notion that PPD is the result of complex interactions between multiple variables, including genetic factors. It is encouraged independent replications in larger samples and further investigation on these gene effects in PPD.
Assunto
Depressão pós-parto, Avaliação da deficiência, Escalas de graduação psiquiátrica, Sensibilidade e especificidade, Polimorfismo genético, Predisposição genética para doença, Entrevista psicológica, Depressão pós-parto/genética, Transtorno depressivo maior, Reprodutibilidade dos testes, Escalas, Depressão pós-parto/psicologia
Palavras-chave
POMC, MC4R, Gene candidato, Depressão pós-parto, EPDS, Genética, COMT, HMCN-1