Caracterização e impacto reprodutivo da dismorfia da papila urogenital de tilápias do Nilo

dc.creatorVinícius Monteiro Bezerra
dc.date.accessioned2025-02-06T19:00:16Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:56:04Z
dc.date.available2025-02-06T19:00:16Z
dc.date.issued2024-03-22
dc.description.abstractNile tilapia is widely produced in conventional systems due to its rusticity and adaptability to various water quality conditions, making it the third largest species produced by aquaculture worldwide. Selecting efficient breeders and identifying factors that negatively impact reproductive performance should be further investigated to ensure high productivity in tilapia farming. Additionally, reproductive problems in Nile tilapia are poorly studied, and their impact on the production chain is not explored. This study investigated in detail a reproductive dysmorphia identified in the urogenital papillae of female Nile tilapia. First, the anatomical-morphological alteration was classified, and the different degrees of involvement, its progression, association with ovarian disorders, and impact on reproductive efficiency in females with the dysmorphia were compared to those without it. In the second step, possible causal factors were explored, as well as the prevalence of the anatomical dysmorphia under different temperature conditions and genetic lineages, and the impact of these conditions on biological indices, hormonal profiles, and reproductive efficiency. In the first experiment, 96 normal females and 96 abnormal females were divided into three tanks per group. The abnormal females were used to create a classification standard for urogenital papilla dysmorphia. To determine the impact of dysmorphia on reproductive efficiency, a reproductive trial was designed and divided into three three-week cycles, with new groups of normal and abnormal females each week. The males used in the trial had normal urogenital papillae. All females and males were chipped. During the trials, water quality and reproductive variables were monitored. After the trials, the animals were euthanized, and the weights of the body, viscera, gonads, and liver were obtained to calculate the biological indices. Fragments of brain, kidney, spleen, and gonads from abnormal females were inoculated on blood and MacConkey agar for bacteriological evaluation. The results indicated that females with abnormal urogenital papilla showed lower reproductive performance. Dysmorphia of the urogenital papilla was associated with significant ovarian alterations and biological indices. Therefore, the morphology of this external reproductive structure can be used as a selection criterion for Nile tilapia broodstock. This reduced reproductive performance was not associated with bacterial disease, so other causes were investigated. In the second experiment, possible causes, such as genetic and environmental effects (temperature and bacterial agents) on the prevalence of urogenital papilla dysmorphia, were explored. Three temperature ranges were defined for investigation: 25°C-28°C (Control), 27°C-30°C (MT), and 30°C-33°C (HT). Genetic effects were evaluated with two tilapia strains: one improved body weight (G8) over seven generations of selection and another genetically unimproved (G0). The control group was created only with improved strain due to tank limitations. The animals were subjected to the same temperatures for 60 days after absorption of the yolk sac, then maintained in common tanks and chipped for individual monitoring. After reaching adulthood, the proportion of females with a urogenital papilla anomaly in each treatment and their reproductive capacity were determined. Higher temperatures during the 60 days after absorption of the yolk sac resulted in a higher prevalence of female Nile tilapia with the anomaly, with a consequent decrease in reproductive efficiency and larval production in these groups. Females with alterations in the urogenital papilla also presented significant changes in their ovaries, biological indices, and hormonal profiles. G8 animals showed a linear relationship between increasing temperature and the prevalence of urogenital papilla dysmorphia. Between 30°C and 33°C, 90% of G8 females had the anomaly, compared to 54% prevalence in the G0 lineage. In conclusion, inspection of the urogenital papilla can contribute to the selection of breeders in tilapia farming, and conducting larviculture in the first 60 days at temperatures close to 25°C prevents the occurrence of urogenital papilla dysmorphia. Finally, since the temperature ranges investigated were not extreme, the results illustrate how global warming and climate change can negatively affect tilapia production.
dc.description.sponsorshipFAPEMIG - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/79720
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectzootecnia
dc.subject.otherTilápia
dc.subject.otherPeixe
dc.subject.otherReprodução
dc.titleCaracterização e impacto reprodutivo da dismorfia da papila urogenital de tilápias do Nilo
dc.title.alternativeCharacterization and reproductive impact of urogenital papilla dysmorphia in Nile tilapia
dc.title.alternativeCaracterización e impacto reproductivo de la dismorfia de la papila urogenital en tilapia del Nilo
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Edgar de Alencar Teixeira
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9337709330110505
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/5194959266529967
local.description.resumoA tilápia do Nilo é amplamente produzida em sistemas convencionais devido à sua rusticidade e adaptabilidade a diversas condições de qualidade da água, tornando-se a terceira maior espécie produzida pela aquacultura mundial. A escolha de reprodutores eficientes e a determinação de fatores que impactam negativamente no desempenho reprodutivo devem ser mais investigadas para garantir alta produtividade na tilapicultura. Além disso, problemas reprodutivos em tilápias do Nilo são pouco estudados e seu impacto na cadeia produtiva não é explorado. Este trabalho investigou detalhadamente uma má formação reprodutiva identificada em papilas urogenitais de fêmeas de tilápia do Nilo. Primeiramente, a alteração anato-morfológica foi classificada e foram descritos os diferentes graus de acometimento, sua progressão, associação com distúrbios ovarianos e impacto na eficiência reprodutiva em fêmeas portadoras da anomalia comparadas as não portadoras. Em um segundo momento, foram explorados os possíveis fatores causais, a prevalência da má formação em diferentes condições de temperatura e de linhagens genéticas, impactos dessas diferentes condições nos índices biológicos, nos perfis hormonais, e na eficiência reprodutiva. No primeiro experimento, 96 fêmeas normais e 96 fêmeas anormais foram divididas em três tanques/grupo. As fêmeas anormais foram usadas para criar um padrão de classificação da dismorfia na papila urogenital. Para determinar o impacto da dismorfia na eficiência reprodutiva, foi delineado um ensaio reprodutivo dividido em três ciclos de três semanas, com novos grupos de reprodutoras normais e anormais a cada semana. Os machos usados no ensaio tinham papilas urogenitais normais. Todas as fêmeas e machos foram chipados. Durante os ensaios, foram monitoradas a qualidade da água e variáveis reprodutivas. Após os ensaios, os animais foram eutanasiados e os pesos do corpo, vísceras, gônadas e fígado foram obtidos para cálculo dos índices biológicos. Fragmentos de cérebro, rim, baço e gônadas de fêmeas anormais foram inoculados em ágar sangue e Macconkey para avaliação bacteriológica. Os resultados indicaram que fêmeas com anormalidade na papila urogenital apresentaram menor desempenho reprodutivo. A má formação na papila urogenital foi associada a alterações ovarianas consideráveis e nos índices biológicos. Portanto, a morfologia dessa estrutura reprodutiva externa pode ser usada como critério de seleção para reprodutoras de tilápia do Nilo. Esse desempenho reprodutivo reduzido não foi associado a uma doença bacteriana, então outras causas foram investigadas. No segundo experimento, foram exploradas as possíveis causas, como os efeitos genéticos e ambientais (temperatura e agente bacteriano) na prevalência da dismorfia da papila urogenital. Foram definidas três amplitudes de temperatura para investigação: 25°C-28°C (Controle), 27°C-30°C (TM) e 30°C-33°C (TA). Os efeitos genéticos foram avaliados com duas linhagens de tilápias: uma melhorada para peso corporal (G8) durante 7 gerações de seleção e outra não melhorada geneticamente (G0). O grupo controle foi realizado apenas com a linhagem melhorada devido à limitação de tanques. Os animais foram submetidos às temperaturas por 60 dias após a absorção do saco vitelínico, depois cultivados em tanques comuns e chipados para acompanhamento individual. Após atingirem a idade adulta, determinou-se a proporção de fêmeas com anomalia da papila urogenital em cada tratamento e sua capacidade reprodutiva. Temperaturas mais elevadas durante os 60 dias após a absorção do saco vitelínico resultaram em uma maior prevalência de fêmeas de tilápias do Nilo portadoras da anomalia, com consequente decréscimo na eficiência reprodutiva e produção de larvas desses grupos. Fêmeas com as alterações na papila urogenital também apresentaram alterações consideráveis em seus ovários, nos índices biológicos e nos perfis hormonais. Animais G8 apresentaram uma relação linear entre o aumento da temperatura e a prevalência da dismorfia da papila urogenital. Entre 30°C e 33°C, 90% das fêmeas G8 possuíam anomalia, contra 54% de prevalência na linhagem G0. Em conclusão, a inspeção da papila urogenital pode contribuir para a seleção de reprodutoras na tilapicultura e a condução da larvicultura nos primeiros 60 dias iniciais em temperaturas próximas a 25°C previne a ocorrência de anomalia da papila urogenital. Por fim, como as faixas de temperatura investigadas não foram extremas, os resultados ilustram como o aquecimento global e as mudanças climáticas podem afetar negativamente a produção de tilápia.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0009-0005-8869-2287
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Zootecnia

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