“Só não fiz do mesmo jeitinho”: estudantes apropriando-se de práticas de numeramento na escola família agrícola Bontempo

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Interessados na compreensão e na divulgação da proposta pedagógica das Escolas Família Agrícola (EFA), neste trabalho procuramos conhecer melhor essa proposta e apresentá-la sob a perspectiva das vivências de aprendizagem de estudantes na EFA Bontempo e da contribuição dessas vivências – em especial de sua vivência na relação com conhecimentos matemáticos – para constituição dessas e desses estudantes como sujeitos sociais. Por isso, adotamos, como lógica de pesquisa, a etnografia da sala de aula – entendendo a sala de aula como os diversos espaços de aprendizagem da escola – para investigar como estudantes que vivem no campo e cursam o Ensino Médio na EFA Bontempo se apropriam de práticas de numeramento no contexto escolar. Essa perspectiva permite e demanda conhecer a proposta e práticas pedagógicas da EFA Bontempo e das EFAs como projeto educativo. Em especial, inspirados pela proposta de Norman Fairclough de se empreender uma Análise Tridimensional do Discurso, analisamos dois eventos selecionados do material empírico que reunimos ao longo do acompanhamento de quatro Tempos-Escola dessa EFA. Nessa análise, buscamos discutir como sua proposta pedagógica oportuniza que estudantes do campo, enquanto se apropriam de práticas de numeramento no contexto escolar, se constituam como sujeitos de conhecimento, de história e de luta.

Abstract

Assunto

Educação, Educação rural, Matemática - Estudo e ensino

Palavras-chave

Escola Família Agrícola (EFA), Educação do Campo, Pedagogia da Alternância, Apropriação de práticas de numeramento escolares

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