Compostos fenólicos como abordagem terapêutica para leishmanioses tegumentar e visceral.

dc.creatorIsabela Amorim Gonçalves Pereira
dc.date.accessioned2025-03-17T14:17:21Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:28:00Z
dc.date.available2025-03-17T14:17:21Z
dc.date.issued2024-07-17
dc.description.abstractTreatment of leishmaniasis presents high toxicity and cost, in addition to the emergence of parasite resistant strains and therapeutic failure. Therefore, the identification of new antileishmanial compounds is necessary, with natural products and their synthetic derivatives being a promising alternative. In the present study, antileishmanial activity of three phenolic compounds was evaluated for the first time. The initial molecule, CMt (5, 7, 3’, 4’- tetrahydroxy-6,8-diprenylisoflavone), obtained from Maclura tinctoria extracts was evaluated in vitro against promastigote and amastigote stages of Leishmania infantum and L. amazonensis. Results showed that this compound was more effective against parasites than murine macrophages and red blood cells, with significantly higher selectivity index than amphotericin B. Moreover, CMt was effective in treating infected macrophages and inhibiting infection using parasites pre-incubated with the molecule. The mechanism of action in L. infantum revealed disturbances in the parasite's mitochondria. Two additional molecules, synthetic derivatives from vanillin: [4-(2-hydroxy-3-(4-octyl-1H-1,2,3-triazol-1-yl)propoxy)- 3-methoxybenzaldehyde] or 3s and [4-(3-(4-decyl-1H-1,2,3-triazol-1-yl)-2-hydroxypropoxy)- 3-methoxybenzaldehyde] or 3t, alongside CMt, were evaluated in BALB/c mice infected with L. infantum or L. amazonensis, either in pure form or incorporated into polymeric micelles. Micellar compositions induced a more significant reduction in parasite load in the distinct organs (L. infantum and L. amazonensis) and infected tissue (L. amazonensis) of treated animals. In addition, it triggered the development of a Th1-type cellular and humoral immune response, with higher levels of IFN-γ, IL-12, TNF-α, GM-CSF, nitrite, and IgG2a antibodies. These phenolic compounds showed low renal and hepatic toxicity, and in L. amazonensis infection, they also decreased the average diameter of lesions in treated animals. The micellar compositions exhibited a better therapeutic response compared to free molecules and the drugs used as controls, including miltefosine in CMt assays, and amphotericin B and AmBisome® for 3s and 3t. Parasitological and immunological evaluations were conducted at one, 15, and/or 30 days post-treatment, with results indicating protection against reinfection. Therefore, results suggest CMt, 3s and 3t, especially incorporated into polymeric micelles, could be considered for future studies as therapeutic candidates against cutaneous and visceral leishmaniasis.
dc.description.sponsorshipCNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/80693
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectTerapêutica
dc.subjectCompostos fenólicos
dc.subjectLeishmaniose
dc.subjectMicelas
dc.subjectDissertação Acadêmica
dc.subject.otherTratamento
dc.subject.otherCompostos fenólicos
dc.subject.otherMoléculas sintéticas
dc.subject.otherLeishmanioses
dc.subject.otherToxicidade
dc.subject.otherMicelas poliméricas
dc.titleCompostos fenólicos como abordagem terapêutica para leishmanioses tegumentar e visceral.
dc.title.alternativePhenolic compounds as a therapeutic approach for cutaneous and visceral leishmaniasis.
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Eduardo Antonio Ferraz Coelho
local.contributor.advisor-co1Grasiele de Sousa Vieira Tavares
local.contributor.advisor1Denise Utsch Gonçalves
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2330509846581060
local.contributor.referee1Fernando Aécio de Amorim Carvalho
local.contributor.referee1Elaine Soares Coimbra
local.contributor.referee1Ana Thereza Chaves Lages
local.contributor.referee1João Augusto Oliveira da Silva
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/8618098020978583
local.description.resumoO tratamento das leishmanioses apresenta elevada toxicidade e alto custo, além da emergência de cepas resistentes dos parasitos e falha terapêutica. Assim, a identificação de novos compostos antileishmaniais se faz necessária, sendo os produtos naturais e seus derivados sintéticos uma alternativa atraente. No presente estudo, a atividade antileishmanial de três compostos fenólicos foi avaliada, de forma inédita. A primeira molécula, obtida a partir do extrato de Maclura tinctoria, denominada CMt (5, 7, 3’, 4’-tetrahidroxi-6,8-diprenilisoflavona) foi analisada em ensaios in vitro contra formas promastigotas e amastigotas de Leishmania infantum e L. amazonensis. Resultados mostraram que esse composto foi mais ativo contra parasitos do que contra macrófagos murinos e hemácias humanas, com altos índices de seletividade mais expressivos que anfotericina B. Além disso, foi verificada a eficácia de CMt no tratamento de macrófagos infectados e na inibição da infecção utilizando parasitos previamente incubados com a molécula. O mecanismo de ação em L. infantum demonstrou a efetividade desse composto ao provocar distúrbios na mitocôndria do parasito. Outras duas moléculas do estudo, derivados sintéticos da vanilina, denominadas 3s [4-(2-hidroxi-3-(4-octil- 1H-1,2,3-triazol-1-il) propoxi)-3-metoxibenzaldeído] e 3t [4-(3-(4-decil-1H-1,2,3-triazol-1-il)- 2-hidroxipropoxi)-3-metoxibenzaldeído], bem como CMt foram avaliadas, em sua forma livre ou incorporadas em micelas poliméricas, em camundongos BALB/c infectados com L. infantum ou L. amazonensis. Os três compostos incorporados em micelas induziram melhor redução da carga parasitária nos órgãos avaliados (L. infantum e L. amazonensis) e tecido infectado (L. amazonensis) dos animais tratados, além do desenvolvimento de uma resposta imune celular e humoral do tipo Th1 com elevada produção de IFN-γ, IL-12, TNF-α, GM-CSF, nitrito e anticorpos IgG2a. Ademais, esses compostos fenólicos demonstraram baixa toxicidade renal e hepática, e na infecção por L. amazonensis reduziram o diâmetro médio das lesões dos animais tratados. As composições micelares apresentaram melhor resposta terapêutica em relação às moléculas livres e aos fármacos utilizados como controle, sendo miltefosina nos ensaios de CMt, e anfotericina B e AmBisome® para 3s e 3t. Avaliações parasitológicas e imunológicas foram realizadas um, 15 e/ou 30 dias pós-tratamento, e os resultados indicaram proteção contra a reinfecção. Desse modo, as moléculas CMt, 3s e 3t, principalmente incorporadas em micelas poliméricas, podem ser consideradas em estudos futuros para o tratamento das leishmanioses tegumentar e visceral.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentMEDICINA - FACULDADE DE MEDICINA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências da Saúde - Infectologia e Medicina Tropical

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