Sobre o conceito plotiniano de dúnamis e sua relação com as noções de matéria, um e a alma
Carregando...
Arquivos
Data
Autor(es)
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Loraine de Fátima Oliveira
José Carlos Baracat Júnior
José Carlos Baracat Júnior
Resumo
A investigação parte da Metafísica e do tratado II 5 [25] das Enéadas de Plotino, intitulado Sobre o que é em potência e o que é em ato e a partir dele e de sua relação com demais obras pretendemos (a) defender a ideia de que o filósofo neoplatônico inaugura uma noção de dúnamis que se distancia das potências descritas na Metafisica , que se configura melhor quando Plotino descreve a potência da unidade. Com o auxílio da Metafísica de Aristóteles e de algumas recorrências e precisões sobre o contexto histórico-filosófico da antiguidade tardia e do próprio Platão pretendemos (b) mostrar que parte da configuração do problema se dá na medida em que, na segunda Enéada, o neoplatônico se situa mais próximo do que diz o estagirita sobre o assunto, quando distingue ser em potência de potência (ou seja, dúnamei de dúnamis). Todavia, o distanciamento acontece quando Plotino conecta a potência tanto com as propriedades do um, quanto com as atividades da alma. Tal distanciamento se delineia de forma muito mais precisa se compreendemos o momento filosófico imediatamente anterior e contemporâneo ao neoplatônico, em que a noção de potência também se vincula diretamente à possibilidade de se pensar o divino, de maneira mais complexa que em Aristóteles; que não entrou em contato com a visão estóica do logos spermatikós, de certa forma também herdada por Plotino. Ora, pensar o divino retira o problema do movimento da discussão sobre a potência. Também intentamos (c) mostrar que a atividade e importância do que Plotino entende por um e intelecto são motivadoras desse distanciamento, pois demandam que o conceito de potência se modifique e subverta a Metafísica de Aristóteles, na medida em que nesses casos ela representa por si mesma um tipo de ação.
Abstract
Our point of departure is the book of the Metaphysics, and also the 25th treatise of the Enneads, named ''On what is potentially and what is actually'' and through the latters relation with another works we aim to a) sustaining the argument which claims that the neoplatonist creates a notion of dúnamis that is very different from the Aristotelian concept in the Metaphysics . Through the Stagirite's treatise, altogether with some considerations on the late antiquity period, and also on Plato's works, we will b) show that part of the configuration of this problem occurs because in the second Ennead Plotinus give us a position that follows Aristotle's ones closely, when he distinguishes being potentially and potency (namely, dúnamei and dúnamis). The distances are obvious when Plotinus connects potency to the properties of the intellect and the one, and to the activities of the soul. And such distances are are better understood when we comprehend the previous and contemporary periods in relation to Plotinus' philosophy, in which the concept of dúnamis is attached to the possibility of thinking the divine, in a very different way in comparison to Aristotle, for he had not known neither the stoic logos spermatikós, nor the monism inherent to the middle-platonism period. Well, it's obvious that thinking the divine excludes the problem of movement out of the discussion about potency. Likewise, we aim to explain that c) the activity and importance of what Plotinus understands as the intellect and the one subvert Aristotle's Metaphysics, because it demands that potency should be by itself a type of action.
Assunto
Neoplatonismo, Filosofia, Metafísica
Palavras-chave
Filosofia