Incontinência urinaria em pessoas idosas associada ao uso de medicamentos
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Monografia de especialização
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Taysa de Fátima Garcia
Thais Tavares Ribeiro
Thais Tavares Ribeiro
Resumo
O trabalho se refere à Incontinência Urinária em pessoas idosas associada ao uso de medicamentos, tendo em vista que o envelhecimento humano pode estar intrinsecamente associado aos desgastes físico e funcional que derivam da condição corporal e mental diminuindo as ações fisiológicas adequadas e fomentando alterações nas condições de vida. Como problemática deste estudo,
levanta-se a seguinte indagação: além da velhice, quais os fatores influenciam ou expõem a pessoa idosa para a ocorrência da perda urinária? Objetivo: identificar os fatores associados a incontinência urinária e ao uso de medicamentos em pessoas idosas. Método: trata-se de abordagem quantitativa de corte transversal e natureza correlacional descritiva no Instituto de Geriatria de um Hospital Universitário de alta complexidade situado em um estado brasileiro. O estudo envolve pessoas com 60 anos ou mais, levando em conta as variáveis de presença de patologias, perfil demográfico, socioeconômico, histórico de saúde e uso de medicamentos. Para a
coleta de dados, aplica-se questionários e para a análise, o programa Statistical Package for the SoCal Science. Resultados: há prevalência no número de mulheres idosas que possuem incontinência urinária, e isso se dá devido à anatomia e algumas condições específicas do sexo biológico feminino, como a gestação, parto e menopausa. Existe relação direta entre a condição cognitiva, uso de medicamentos e perda de urina involuntária, o que também estimula os sintomas psicoemocionais de alguma forma, afetando o bem-estar e a qualidade e vida da população idosa. A frequência da perda de urina pode impactar diretamente os participantes, visto que a
maioria sofre frequentemente com a incontinência urinária, prejudicando a mobilidade e a rotina em geral provocando interferências graves no cotidiano. A análise de comorbidades apresentou que as pessoas idosas que sofrem com incontinência urinária possuem, em média, mais comorbidades do que aqueles que não relataram a perda de urina. Conclusão: existe associação estatística significativa entre incontinência urinária e o número de medicamentos utilizados pelos participantes do estudo, sendo que aqueles que relataram sofrer com incontinência urinária utilizam quase quatro medicamentos, evidenciando a polifarmácia como agravante à perda de urina.
Abstract
Assunto
Idoso, Incontinência Urinária, Qualidade de Vida, Envelhecimento, Fatores Socioeconômicos, Uso de Medicamentos, Saúde do Idoso
Palavras-chave
idosos, Incontinência Urinária, Medicamentos, Poli Farmácia;
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