"Mas eles tinha que pôr tudo aí, ó! Isso tá errado, uai!... Seis... Eu vou mandar uma carta prá lá, que ele não tá falando direito, não!": mulheres em processo de envelhecimento, alfabetizandas na EJA, apropriando-se de práticas de numeramento escolares

dc.creatorFlávia Cristina Duarte Pôssas Grossi
dc.date.accessioned2021-11-05T10:19:58Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:07:12Z
dc.date.available2021-11-05T10:19:58Z
dc.date.issued2021-05-26
dc.description.abstractThis study aims to understand how aging women, in the process of aging, literacy students at Youth and Adult Education Program (YAE) appropriate school numeracy practices. We consider this appropriation as an instance of their expression and their continuous constitution as women of learning and knowledge, of life experiences and culture, of memories and forgetfulness, of rights and expectations. We analyze their participation in the discursive interactions that take place in a literacy class of an alternative education project, known as ABC Institute, in the city of Barroso, Brazil, which offers YAE. We followed 12 women in literacy process, during the academic year of 2018, using participant observation, and semi-structured interviews, aiming to adopt ethnography as the research logic of this classroom study. The classes were recorded in audio and video and in field notes; the interviews were only recorded in audio. We focus on the classroom interactions intentionally caused by the teacher when working the discursive genre label and the information it conveys. In particular, we analyzed those involving appropriation of concepts, ideas, procedures, rules, and values related to read and register the linguistic system used to write expiration dates. In the analyzes, we tension perspectives on aging and female aging processes, and we look at aging women as educational projects subjects. Furthermore, we identified processes of meaning production in the tactics and social actions, students assume in their discursive positions of and about mathematics when interacting in the classroom. It tensions our understanding about the relationship these women, as collective subjects, establish with their own aging process and their school experience. Thus, we see the processes of appropriation of school numeracy practices carried out by these women as established through generational relations, as well as in gender, racial, economic and institutional relations. These provide possibilities and interdictions, which demand struggles and transgressions, confronting references and discourses, marking the ways of signifying literate culture.
dc.description.sponsorshipCNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/38595
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectEducação
dc.subjectEducação de adultos
dc.subjectAlfabetização de adultos
dc.subjectAprendizagem de adultos
dc.subjectIdosos - Mulheres - Educação
dc.subjectEnvelhecimento - Mulheres
dc.subjectIdosos - Mulheres - Leitura
dc.subject. Idosos - Mulheres - Escrita
dc.subjectMatemática - Estudo e ensino
dc.subjectCapacidade matemática
dc.subjectEducação de adultos - Relações raciais
dc.subjectEducação de adultos - Relações de gênero
dc.subject.otherEnvelhecimento
dc.subject.otherMulheres idosas e em processo de envelhecimento
dc.subject.otherEscolarização de pessoas idosas na EJA
dc.subject.otherApropriação de práticas de numeramento escolares
dc.subject.otherLeitura e escrita de prazos de validade em rótulos
dc.subject.otherAprendizagem
dc.title"Mas eles tinha que pôr tudo aí, ó! Isso tá errado, uai!... Seis... Eu vou mandar uma carta prá lá, que ele não tá falando direito, não!": mulheres em processo de envelhecimento, alfabetizandas na EJA, apropriando-se de práticas de numeramento escolares
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Maria da Conceição Ferreira Reis Fonseca
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2605895454297792
local.contributor.referee1Alda Britto da Motta
local.contributor.referee1Lúcia Fernanda Pinheiro Barros
local.contributor.referee1Lúcia Helena Alvarez Leite
local.contributor.referee1Filipe Santos Fernandes
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/5348822497400970
local.description.resumoEste estudo tem como objetivo compreender os modos pelos quais mulheres em processo de envelhecimento, alfabetizandas na Educação de Pessoas Jovens, Adultas e Idosas (EJA) se apropriam de práticas de numeramento escolares. Consideramos essa apropriação como instância de sua expressão, e de sua continuada constituição, como mulheres de aprendizagens e de conhecimentos, de vivências e de cultura, de memórias e de esquecimentos, de direitos e de expectativas. Analisamos suas participações nas interações discursivas que acontecem numa turma de alfabetização de um projeto alternativo de educação, conhecido como Instituto ABC (Instituto Amigos do Bem Coletivo), em Barroso, MG, que lhes oferece educação escolar, na modalidade EJA. Acompanhamos 12 mulheres alfabetizandas, durante o ano letivo de 2018, em observação participante, e em entrevistas semiestruturadas, a fim de conferir à pesquisa uma lógica de estudo etnográfico de sala de aula. O registro das aulas foi feito em áudio, em vídeo e em apontamentos em diário de campo; as entrevistas foram gravadas apenas em áudio. Focalizamos, em especial, as interações provocadas, intencionalmente, pela ação pedagógica da professora responsável pela turma em questão, ao trabalhar em sala de aula o gênero discursivo rótulo e as informações que ele veicula, em particular, aquelas que envolvem processos de apropriação de conceitos, ideias, procedimentos, regras e valores relativos à leitura e ao registro do sistema linguístico de datação dos prazos de validade. Nas análises, tensionamos perspectivas sobre os processos de envelhecimento e envelhecimento feminino, bem como focalizamos as mulheres em processo de envelhecimento como público de projetos educativos. Além disso, identificamos processos de produção de significados nas táticas e ações sociais que as alfabetizandas assumem em seus posicionamentos discursivos de e sobre matemática nas interações na sala de aula, tensionando nossa compreensão sobre a relação que essas mulheres estabelecem com seu próprio processo de envelhecimento e com sua experiência escolar, como sujeitos coletivos. Assim, vemos que os processos de apropriação de práticas de numeramento escolares, protagonizados por essas mulheres, apresentam-se configurados não apenas em relações geracionais, mas também de gênero, raciais, econômicas e institucionais, estabelecendo, assim, possibilidades e interdições que demandam lutas e transgressões, confrontam referências e discursos, assim como marcam os modos de significar a cultura letrada.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0001-5340-1308
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAE - FACULDADE DE EDUCAÇÃO
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Educação - Conhecimento e Inclusão Social

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