Manipulação térmica embrionária em frangos de corte
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Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Itallo Conrado Sousa de Araújo
Leonardo José Camargos Lara
Márcio Gilberto Zangeronimo
Leonardo José Camargos Lara
Márcio Gilberto Zangeronimo
Resumo
Objetivou-se avaliar o efeito da manipulação térmica embrionária utilizando temperaturas de 39,5°C e 40,5°C, por 6 ou 12 horas/dia, do 7o ao 16o dia de desenvolvimento embrionário (DE), sobre o rendimento de incubação, qualidade física dos pintos, consumo do resíduo vitelino, parâmetros fisiológicos, rendimento de cortes e desempenho dos frangos de corte até 35 dias de idade. O experimento foi iniciado com 4.300 ovos incubáveis oriundos de um lote de matrizes Ross® de 39 semanas de idade. Os ovos foram distribuídos em delineamento inteiramente casualizado, divididos em cinco incubadoras, totalizando 860 ovos cada. Além do controle (Cont), temperatura de 37,5oC e 60% de umidade relativa (UR) até o 18DE, foram estudados 4 protocolos de incubação com aplicação de temperaturas mais altas dos dias 7 a 16DE, sendo eles: alteração da temperatura para 39,5°C/6 horas/dia e 65% de UR (39,5/6h); alteração da temperatura para 39,5°C/12 horas/dia e 65% de UR(39,5/12h); alteração da temperatura para 40,5°C/6 horas/dia e 65% de UR (40,5/6h); alteração da temperatura para 40,5°C/12horas/dia e 65% de UR (40,5/12h). Após a incubação, foram realizadas avaliações de rendimento de incubação (qualidade de pinto e absorção do saco da gema). Em seguida, foram selecionadas 660 aves para a criação na sala climatizada. Estas, foram distribuídas nos 5 tratamentos e com 6 repetições, totalizando 30 gaiolas em delineamento inteiramente casualizado. Na fase inicial foram utilizadas temperaturas recomendadas pelo manual da linhagem, de termoneutralidade, iniciando com 32°C (±1℃) e finalizando com 24°C (±1℃). Do 21o ao 35o dia, como fator de desafio por calor, as aves foram submetidas à uma temperatura de 32°C (±1℃) durante 8 horas/dia. Durante a criação, foram avaliados parâmetros do metabolismo fisiológico (temperatura cloacal e hematócrito) e de desempenho. Aos 35 dias, foi realizado o rendimento de cortes de peito, coxa e sobrecoxa. A eclodibilidade e o escore de qualidade de pintos dos ovos e aves provenientes do programa 40,5°C/12h foram piores que os demais. No nascimento e com 3 dias de idade, houve menor absorção da gema e menor peso de pinto livre para as aves provenientes do programa de 40,5°C/12h. Aos 35 dias de idade, o programa de 39,5°C/6h apresentou o maior peso médio, menor conversão alimentar e ganho de peso semelhante ao controle (37,5°C). O grupo controle apresentou mortalidade maior do que os demais tratamentos após o início do estresse por calor na terceira semana. Pode-se concluir que o protocolo de 39,5°C/6h não altera a eclosão e qualidade física dos pintos e que ele pode ser indicado para obtenção de melhor conversão alimentar, ganho de peso e rendimento de coxas.
Abstract
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Palavras-chave
Frangos de corte, Ave doméstica
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