Conhecimento, atitude e percepções de odontopediatras sobre más oclusões e o tratamento ortodôntico
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Knowledge, attitude and perceptions of pediatric dentists about malocclusions and orthodontic treatment
Primeiro orientador
Membros da banca
Najara Barbosa da Rocha
Heloisa de Sousa Gomes
Heloisa de Sousa Gomes
Resumo
Corrigir a má oclusão faz parte do atendimento odontológico integral de uma pessoa. Durante a infância, além de fatores genéticos, as crianças estão sujeitas a traumatismos dentários e outras influências externas como sucção de lábio/chupeta/dedo que podem levar ao desenvolvimento de alterações oclusais importantes. Tais alterações podem ser identificadas por um(a) odontopediatra, pois esse(a), muitas vezes, é o(a) primeiro(a) a ter contato com a criança, no momento que o atendimento odontológico é procurado. Considerando as possíveis diferenças de entendimento sobre a necessidade de intervenção ortodôntica por parte do(as) odontopediatras, o objetivo deste estudo foi avaliar o conhecimento do(a) odontopediatra e as atitudes e percepções deste profissional sobre má oclusão e seu diagnóstico. Todos(as) odontopediatras registrados(as) no Conselho Regional de Odontologia de Minas Gerais (CRO-MG) e na Associação Brasileira de Odontopediatria de Minas Gerais (ABOPED-MG) foram convidados a participar. Conhecimento, atitudes e percepções dos(as) odontopediatras foram mensurados por meio de um questionário desenvolvido pelos proponentes dessa pesquisa contendo 32 itens e enviado eletronicamente. O questionário teve 4 seções; a primeira seção continha oito perguntas para avaliação demográfica da amostra; a segunda seção possuía 14 itens sobre avaliação do conhecimento do(a) odontopediatra sobre desenvolvimento das más oclusões e seu diagnóstico; a terceira seção possuía 05 itens que mediram a atitude desses profissionais frente ao encaminhamento e diagnóstico. Já a quarta seção apresentava 05 itens que mediram a percepção do(a) odontopediatra sobre as necessidades e demandas do tratamento ortodôntico infantil. Cada item tinha cinco opções de resposta de acordo com a escala Likert que varia de 1 a 5, para a qual 1= discordo totalmente, 2= discordo, 3= não concordo/nem discordo, 4= concordo, 5= concordo totalmente. Quanto maior o escore, maior o conhecimento e mais positivas eram as atitudes e percepções do(a) odontopediatra em relação à má oclusão e seu diagnóstico em crianças e adolescentes. Foi realizada estatística descritiva e uma análise bivariada. A amostra foi composta por 90 odontopediatras, 80 (88,9%) eram do sexo feminino e 10 (11,1%) do sexo masculino. Em relação ao tipo de instituição em que obtiveram o título de especialista, 70 (77,8%) estudaram odontopediatria em instituições privadas e 20 (22,2%) em instituições públicas. Dos participantes da amostra, 75 (83,3%) relataram não possuírem também especialização em Ortodontia e 15 (16,7%) já tinham concluído especialização nesta área. Indivíduos do sexo masculino apresentaram um escore de percepção significativamente maior (percepção mais positiva em relação ao diagnóstico e desenvolvimento da má oclusão em crianças e adolescentes) em comparação aos indivíduos do sexo feminino (p = 0,04). Indivíduos que estudaram em instituição privada apresentaram uma percepção mais positiva em comparação aos indivíduos que estudaram em instituição pública (p = 0,03). Odontopediatras que também possuíam especialização em Ortodontia apresentaram um escore de conhecimento significativamente maior em comparação aos(as) odontopediatras que não possuíam especialização em Ortodontia (p = 0,02). Indivíduos que reuniam em seu currículo a graduação, especialização, mestrado e doutorado eram os que apresentavam os maiores escores de conhecimento (p = 0,03). Conclui-se que odontopediatras do sexo masculino e com graduação em instituição privada apresentavam percepções mais positivas sobre a abordagem da má oclusão e seu diagnóstico. Odontopediatras que possuíam especialização em Ortodontia e aqueles(as) com vários níveis de formação tinham um maior conhecimento sobre má oclusão e seus diagnósticos.
Abstract
Malocclusion treatment is part of a comprehensive oral health care. During childhood,
in addition to genetic factors, children may be affected by dental trauma and other
external influences, such as lip/pacifier/thumb sucking, which can lead to the
development of significant occlusal changes. These alterations can be identified by a
pediatric dentist, who is often the first professional to have contact with the child when
oral health care is sought. Considering the possible differences in the understanding
of the need for orthodontic intervention on the part of pediatric dentists, the aim of this
study was to assess pediatric dentists' knowledge, attitudes, and perceptions about
malocclusion and its diagnosis. All pediatric dentists registered within the Regional
Dental Council of Minas Gerais (CRO-MG) and the Brazilian Association of Pediatric
Dentistry of Minas Gerais (ABOPED-MG) were invited to take part in the study.
Pediatric dentists' knowledge, attitudes, and perceptions were measured using a 32-
item questionnaire developed by the proponents of this research and sent
electronically. The questionnaire had four sections; the first section contained eight
questions to assess the demographic characteristics of the sample; the second section
had 14 items to assess the knowledge of pediatric dentists about the development of
malocclusions and its diagnosis; the third section had five items to assess the attitudes
of pediatric dentists about patients’ referral and diagnosis. The fourth section had five
items that measured the pediatric dentist's perception of children’s needs and demand
for orthodontic treatment. Each item had five response options according to a Likert
scale ranging from 1 to 5, for which 1= strongly disagree, 2= disagree, 3= neither agree
nor disagree, 4= agree, 5= strongly agree. Descriptive statistics and bivariate analyses
were carried out. The sample consisted of 90 pediatric dentists, 80 (88.9%) females
and 10 (11.1%) males. With regard to the type of institution from where they obtained
the pediatric dentistry degree, 70 (77.8%) studied at private institutions and 20 (22.2%)
at public institutions. Of the participants in the sample, 75 (83.3%) reported not having
specialized in orthodontics and 15 (16.7%) had already specialized in this area. Males
had a significantly higher perception score (more positive perception) than females (p
= 0.04). Individuals who had studied pediatric dentistry at a private institution had a
more positive perception compared to individuals who had studied at a public institution
(p = 0.03). Pediatric dentists who also specialized in orthodontics had a significantly
higher knowledge score compared to pediatric dentists who had not specialized in
orthodontics (p = 0.02). Individuals who had an undergraduate degree, specialization,
a master, and a doctoral degree were the ones who had the higher knowledge score
(p = 0.03). One can conclude that male pediatric dentists with a dental degree from
private institutions exhibited a more positive perception with respect to malocclusion
and its diagnosis. Pediatric dentists who had specialized in orthodontics and those with
various levels of training and graduation had a greater knowledge of malocclusion and
its diagnosis.
Assunto
Odontopediatria, Odontólogos, Ortodontia interceptativa, Ortodontia preventiva, Má oclusão
Palavras-chave
Odontopediatria, Ortodontia interceptativa, Ortodontia preventiva, Má oclusão