"A escolarização de autistas em Minas Gerais (1980/1990). Uma análise a partir da circulação do conceito"
| dc.creator | Luciana Pereira Braga Amaral | |
| dc.date.accessioned | 2023-11-14T11:13:37Z | |
| dc.date.accessioned | 2025-09-09T00:36:37Z | |
| dc.date.available | 2023-11-14T11:13:37Z | |
| dc.date.issued | 2021-05-28 | |
| dc.description.sponsorship | CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/1843/60939 | |
| dc.language | por | |
| dc.publisher | Universidade Federal de Minas Gerais | |
| dc.rights | Acesso Aberto | |
| dc.subject.other | Autismo | |
| dc.subject.other | Psiquiatria infantil | |
| dc.subject.other | Escolas especiais | |
| dc.subject.other | História da educação especial | |
| dc.title | "A escolarização de autistas em Minas Gerais (1980/1990). Uma análise a partir da circulação do conceito" | |
| dc.type | Dissertação de mestrado | |
| local.contributor.advisor-co1 | Josiane Pereira Torres | |
| local.contributor.advisor1 | Adriana Araújo Pereira Borges | |
| local.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/9946652387882951 | |
| local.creator.Lattes | http://lattes.cnpq.br/6889274499011194 | |
| local.description.resumo | Dentre os principais desafios da educação especial na atualidade está a escolarização de crianças com autismo. Os alunos que possuem o transtorno desenvolvem características muito específicas como dificuldades na área da linguagem e interação social, além de comportamentos restritivos e estereotipados. O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) foi confundido por muito tempo com a deficiência intelectual e com a psicose infantil e, somente em 1943, foi descrito como uma entidade nosológica específica. Apesar de ter sido nomeado, o transtorno permaneceu por muito tempo desconhecido por boa parte da população. Essa pesquisa teve por objetivo analisar aspectos da circulação e apropriação do diagnóstico de autismo no Brasil, mais especificamente na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais, entre as décadas de 1980 e 1990. O recorte temporal foi definido levando em consideração a publicação de uma revista denominada Infanto, Revista de Neuropsiquiatria da Infância e Adolescência. A revista foi publicada entre os anos de 1993 e 1999. Editada por um importante nome da psiquiatria nacional, a revista se tornou uma referência no campo da Psiquiatria Infantil, ao publicar artigos de médicos e de outros profissionais do campo da saúde mental. Para Chartier (1988), há diferentes modos de apropriação de um termo ou conceito, que vão orientar a construção de sentido efetuada pelo pesquisador. Com a finalidade de construção de sentido, optou-se em termos de procedimentos metodológicos, pela triangulação de fontes. Foram analisados os artigos sobre autismo de todas as edições da Revista Infanto, a fim de compreender qual conceito circulava no meio acadêmico no período. Depois, foram analisados prontuários de duas escolas especiais, uma municipal e outra estadual, que receberam alunos com autismo no período estudado. Por fim, foi realizada uma entrevista semi-estruturada com dois importantes nomes da Psiquiatria Infantil brasileira, para extrair informações sobre o período vivenciado, no que diz respeito ao trabalho efetuado com os autistas. Para estabelecer relação entre os dados, optou-se por elencar três categorias como fios condutores da pesquisa: a descrição do autismo; os referenciais teóricos utilizados para a definição diagnóstica e os tratamentos sugeridos para o autismo. As três fontes (revistas, prontuários e entrevistas) foram analisadas a partir desses fios, entendidos para fins dessa pesquisa, como condutores de sentidos, ou seja, de como o autismo circulava no período de análise proposto. Ficou demonstrado que o autismo foi considerado na época uma patologia ainda difícil de deslocar dos quadros de psicose infantil e deficiência mental. Nas escolas foram localizados poucos prontuários com esse diagnóstico, o que corrobora com essa afirmação. Em termos de referencial teórico, Kanner foi o grande nome citado tanto nas revistas, quanto nas entrevistas. Em termos de tratamento, os artigos descreviam as práticas relacionadas ao campo de atuação do pesquisador: a medicação era discutida pelos médicos; a psicanálise foi defendida por psicólogos, embora as terapias comportamentais também tenham sido citadas; as terapias de linguagem pela fonoaudiologia e assim por diante. Já os prontuários demonstraram a dificuldade em apresentar propostas pedagógicas para os alunos, limitando-se a ofertar atividades de vida diária e de vida prática. A análise dos dados esclareceu que, apesar do conhecimento teórico sobre autismo circular na época, esse conhecimento ainda não era organizado o suficiente pelos profissionais. | |
| local.publisher.country | Brasil | |
| local.publisher.department | FAE - FACULDADE DE EDUCAÇÃO | |
| local.publisher.initials | UFMG | |
| local.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Educação - Conhecimento e Inclusão Social |
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