Comportamento sexual de risco para o HIV em pacientes com transtornos mentais: uma comparação de gênero

dc.creatorEliane Rezende de Morais Peixoto
dc.date.accessioned2019-08-09T21:37:29Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:08:09Z
dc.date.available2019-08-09T21:37:29Z
dc.date.issued2012-11-29
dc.description.abstractPatients with mental illness (PMI) are disproportionately vulnerable to HIV infection and there is evidence that the prevalence and factors associated with unprotected sex differ among men and women. The objective of this dissertation was to assess the prevalence and factors associated with recent unprotected sex among sexually active PMI stratified by gender in Brazil. A sample of adult (>18 year old) PMI was randomly selected from 26 mental health institutions proport ional to type of care (hospital or outpatient) and number of reported AIDS cases by Brazilian regions in 2006. Sociodemographic, clinical and behavioral data were obtained from face-to-face interviews and psychiatric diagnoses from medical charts. For this analysis only sexually active PMI in the past six months were included. Unprotected sex was defined as not always using condoms in all practices in the past six months. Odds Ratios with 95% confidence limits were estimated by logistic regression to assess the independent association (p<0.05) between explanatory variables and unprotected sex. Among 2475 PMI, 1475 (60%) were sexually active - 791 (54%) were women and 684 (46%) were men. The prevalence of unprotected sex in the last six months was 89% among women and 77% among men. Women were more likely to be married or in union (57%), to be living with children and/or partner (74%), to have ever suffered verbal and sexual violence (76% and 29%, respectively), to have been previously tested for HIV (35%), and to have more depression or anxiety diagnoses (30%). Men were younger (40 years or less) (55%), with family income greater than the Brazilian minimum wage (R$350) in the last month (52%), reported more sex under the influence of alcohol or drugs (47%), lifetime cigarette smoking (83%), and had more severe psychiatric diagnoses (any psychoses, bipolar disorder or depression with psychotic symptoms) (55%). Factors associated with recent unprotected sex among men only were: lower family income in the last month (< R$350) and depression or anxiety diagnoses, while older age (> 40 years old), no previous HIV testing, sex under the influence of drugs or alcohol and history of verbal violence were associated with unprotected sex among women only. Being married or in union, to be living with children and/or partner, and having ever smoked cigarettes were associated with unprotected sex among both, men and women. The prevalence of recent unprotected sex was high, especially among women. Recent sexual behavior and risk profile differed by gender, including psychiatric diagnoses. Interventions to reduce risk behavior among psychiatric in Brazil are urgent and should take into account gender differences.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUOS-96LGCA
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectSaúde pública
dc.subject.otherHIV
dc.subject.otherComportamento sexual
dc.subject.otherGênero
dc.subject.otherPessoas com deficiência mental
dc.subject.otherEstudo multicêntrico
dc.titleComportamento sexual de risco para o HIV em pacientes com transtornos mentais: uma comparação de gênero
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Carla Jorge Machado
local.contributor.advisor1Mark Drew Crosland Guimaraes
local.contributor.referee1Carla Jorge Machado
local.contributor.referee1Lorenza Nogueira Campos
local.contributor.referee1Palmira de Fátima Bonolo
local.description.resumoPacientes com transtornos mentais (PTM) são mais vulneráveis à infecção pelo HIV proporcionalmente a outros subgrupos populacionais, sendo que a prevalência e os fatores associados com o sexo desprotegido diferem entre homens e mulheres. O objetivo desta dissertação foi avaliar a prevalência de sexo desprotegido nos últimos seis meses e seus fatores associados entre PTM sexualmente ativos estratificando por gênero. Uma amostra de PTM adultos (>18 anos) foi aleatoriamente selecionada de 26 serviços de saúde mental proporcionalmente ao tipo de cuidado (hospital ou CAPS) e ao número de casos de AIDS notificados por região brasileira em 2006. Os dados sociodemográficos, clínicos e comportamentais foram obtidos por meio de entrevista face-a-face e os diagnósticos psiquiátricos de prontuários médicos. Para esta análise incluiu-se PTM sexualmente ativos nos últimos seis meses. Sexo desprotegido foi definido como não usar sempre preservativos em todas as práticas sexuais nos últimos seis meses. O Odds Ratio foi estimado por regressão logística para avaliar a associação independente (p<0,05) de variáveis explicativas com o sexo desprotegido. Entre os 2475 PTM entrevistados, 1475 (60%) foram sexualmente ativos - 791 (54%) foram mulheres e 684 (46%) homens. A prevalência do sexo desprotegido nos últimos seis meses foi 89% entre mulheres e 77% entre homens. Mulheres relataram em maior proporção estarem casada ou em união (57%), estarem vivendo com filhos e/ou parceiro (74%), terem sofrido violência verbal ou sexual (76% e 29%, respectivamente), terem feito teste prévio para o HIV (35%), e terem tido maior proporção de diagnóstico de depressão ou ansiedade (30%). Homens eram mais jovens (40 anos) (55%), com renda familiar no ultimo mês maior que o salário mínimo (R$350) (52%), com maior proporção de sexo sob a influência de álcool ou drogas (47%), de terem fumado alguma vez na vida (83%), e terem tido diagnósticos graves (psicoses, transtorno bipolar ou depressão com sintomas psicóticos) (55%). Os fatores associados com sexo desprotegido também diferiram por gênero. Para os homens: baixa renda familiar no ultimo mês (<R$350) e diagnóstico de depressão e ansiedade. Para as mulheres: idade maior que 40 anos, nenhum teste prévio de HIV, sexo sob a influência de álcool ou drogas e história de violência verbal. Estar casado ou em união, estar vivendo com filhos e/ou parceiro, e tabagismo na vida foram associados com sexo desprotegido recente em ambos os sexos. A prevalência de comportamento sexual desprotegido foi alta, sendo maior entre as mulheres. O comportamento sexual recente e o perfil de risco foram diferentes para cada gênero, incluindo o diagnóstico psiquiátrico .Intervenções para reduzir o comportamento sexual de risco em pacientes psiquiátricos no Brasil são urgentes e devem levar em consideração as diferenças entre os gêneros.
local.publisher.initialsUFMG

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