“Nós temos uma luta lá que vai dizer até onde Morrinhos vai viver” : o processo de resistência do quilombo de Morrinhos frente ao avanço da monocultura de eucalipto

Carregando...
Imagem de Miniatura

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Federal de Minas Gerais

Descrição

Tipo

Dissertação de mestrado

Título alternativo

Primeiro orientador

Membros da banca

Edgar Rodrigues Barbosa Neto
Yone Maria Gonzaga

Resumo

A presente dissertação apresenta uma etnografia da comunidade quilombola de Morrinhos, na qual eu resido, e se vale de informações qualitativas sobre as nossas formas de vida antes da chegada da monocultura de eucalipto na nossa região. Aproveito o ensejo para poder falar um pouco sobre minha história, como mulher negra, quilombola e atingida. Este trabalho visa mais propriamente entender o processo de tomada do território da minha comunidade pela empresa eucaliptadora, e as formas de resistência de meu povo quilombola em relação a este processo, que perdura há mais de 40 anos. Tomo o método etnográfico para construção dialógica dos dados, valendo-me da descrição e análise do modo de vida (social, cultural, econômico, simbólico e religioso) relacionando os seguintes eixos: identidade quilombola; saberes tradicionais investidos no território; processo de territorialização, envolvendo a perda das terras tradicionalmente ocupadas, sobretudo a partir da concessão das terras em regime de comodato pelo Estado de Minas Gerais à empresa plantadora de eucalipto; e as formas de sociabilidade, envolvendo os nossos vínculos de parentesco, compadrio e formas de organização política. Esses eixos estruturantes do trabalho foram amadurecidos, tanto teórica quanto metodologicamente, no decorrer da minha formação (Mestrado em Antropologia) e me possibilitaram demonstrar, de forma tácita ou peremptória, como eu e meu povo temos resistido e sido resilientes, mesmo com todas as adversidades e perdas que ocorreram nas últimas décadas, mantendo, portanto, o nosso modo próprio de ser e viver.

Abstract

This dissertation presents an ethnographic research in the quilombola community of Morrinhos, which I reside in and uses qualitative information about our life forms before the arrival of eucalyptus monoculture in our region. I take advantage of the opportunity, to be able to talk a little about my history, as a woman, black, quilombola and affected, as well as, I see more properly understood the process of taking the territory of my community by the eucalyptus company, and as forms of resistance people my quilombola in relation to this process, which has lasted for more than 40 years. I take the ethnographic method for dialogical construction of data, description and analysis of the way of life (social, cultural, economic, symbolic and religious) relating the following axes: quilombola identity; traditional knowledge invested in the territory; territorialization process, involving the loss of occupied traditional lands, mainly from the concession of the lands under lending by the State of Minas Gerais to the eucalyptus plantation company; and forms of sociability, involving our ties of kinship, compadrio and our forms of political organization. These structuring axes of work were matured, both theoretically and methodologically, in the course of my training (Master in Anthropology) and allowed me to demonstrate, in a tacit or peremptory way, how I and my people have resisted and been resilient, even with all the adversities and the losses that have occurred in the last few decades, thus maintaining our own way of being and living.

Assunto

Palavras-chave

Quilombo de Morrinhos, Quilombo de Morrinhos, Quilombo de Morrinhos, Quilombo de Morrinhos, Territorialização, Territorialização, Produção e sociabilidade, Resistência e resiliência

Citação

Endereço externo

Avaliação

Revisão

Suplementado Por

Referenciado Por